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Podcast "Residência Artística" - Centro Cultural UFMG

Descrição

No segundo episódio do Podcast Residência Artística tivemos um bate-papo com integrantes do grupo de teatro Mulheres Míticas: Érica Hoffmann, Gabriela Figueiredo, Jéssica Ribas, Luísa Lagoeiro e Sara Rojo que compartilham experiências e referências de memórias latino-americanas que influenciam o trabalho do Coletivo.

Contam como têm sido suas rotinas de pesquisa e produção artística durante a pandemia, a elaboração e participação em projetos neste novo normal e os planos futuros. As participantes explicam a definição do nome do grupo que surgiu durante um evento de mesmo nome, que ocorreu em 2014.

O evento buscava refletir sobre mulheres importantes como Eva, Medeia e Sóror Juana, freira que inicia a escrita latino-americana do período medieval, entre outras da América Latina. Essas mulheres foram trazidas para pensá-las no presente e como ainda são questionadas e condenáveis pela sociedade.

Dessa forma, mantiveram o nome Mulheres Míticas no Coletivo, que tem como temática corpos e histórias de mulheres.

A professora Sara Rojo conta que, por ser chilena, a América Latina como um todo sempre foi uma preocupação sua e o Coletivo também abraçou.

O diálogo se estabelece na ideia do cruzamento de línguas e de pensamento, no contexto da América Latina latente que compartilha muitas vivências, como acontece agora na Pandemia. Sara entende que a função do teatro ocorre dentro dos espaços teatrais ou performáticos, mas não necessariamente em um teatro, podendo ser na rua, na igreja ou qualquer lugar, desde que sejam espaços nos quais se constroem um convívio.

O coletivo falou da importância da Residência Artística no Centro Cultural UFMG. Durante esse processo realizaram o seminário “Processo de Criação de “O Deserto”: Literatura e Performance”, que contou com a colaboração de pesquisadores de diferentes universidades federais brasileiras.

Em 2021, o Mulheres Míticas comemora sete anos. Com a pandemia, o Coletivo conta como tem tentado se adaptar e propor trabalhos possíveis nas atuais condições sanitárias. Está prevista a estreia da obra audiovisual Hilda Penha, a tradução e a montagem da peça La Mujer Puerca, do Argentino Santiago Loza.

As obras O Deszerto e Classe serão disponibilizadas em formato de áudio-book. Para finalizar, os integrantes falam da relação do Coletivo com o Centro Cultural UFMG, um espaço central que abre as portas para criação teatral pela cessão de espaços para ensaios e ainda oferece apoio para a realização de ensaios abertos e outros eventos.

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