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Jornadas Técnicas do Património Cultural - Edição 3 “Imagens da memória belo-horizontina em (re)visita à Rua da Bahia” - Online

Descrição

Jornadas Técnicas do Património Cultural - Edição 3  

“Imagens da memória belo-horizontina em (re)visita à Rua da Bahia”  - Online

Tendo em vista a realização da Jornada técnica do IEPHA/MG como um espaço de debates e reflexões em torno do patrimônio cultural e outras áreas do conhecimento e suas linguagens, com vistas à transdisciplinaridade inerente ao trabalho dos órgãos de Proteção do Patrimônio Cultural; considerando as comemorações dos 50 anos da Instituição, iniciadas em setembro de 2021, e os 100 anos da Semana de Arte Moderna, que se comemoram e fevereiro de 2022, será apresentado o seminário  “Imagens da memória belo-horizontina em (re)visita à Rua da Bahia”. 

O seminário será baseado em artigo homônimo de autoria das proponentes, publicado na Revista Palimpsesto do Programa de Pós-Graduação em Letras do Instituto de Letras da UERJ. O artigo em questão tem como objeto de reflexão a relação entre literatura, memória e patrimônio cultural, a partir dos escritos de Carlos Drummond de Andrade e de Pedro Nava – expoentes da 1ª geração modernista belo-horizontina – focalizando como cenário e palco de suas performances na década de 1920 a Rua da Bahia, particularmente o trecho que se localiza entre a Av. Afonso Pena e a Rua dos Guajajaras, o qual abriga parte do Conjunto Tombado da referida Rua, inclusive o prédio do Antigo Conselho Deliberativo (atual Museu da Moda), edificação tombada pelo IEPHA/MG. Além desta edificação, que também abrigava a primeira Biblioteca Pública de Belo Horizonte, havia no trecho (re)visitado uma série de estabelecimentos culturais, como o Cine Odeon, o Café Estrela, o Teatro Municipal e a Livraria Francisco Alves, entre outros, que propulsionaram o Movimento Modernista em Belo Horizonte, em interlocução com o grupo modernista paulistano, que veio à Capital mineira e esteve hospedado no Grande Hotel (hoje Edifício Arcângelo Maletta. 

Vale lembrar que do diálogo entre os dois grupos, começou a nascer a ideia de identificar o patrimônio cultural brasileiro com vistas à sua preservação. Ideia esta que se concretizaria em 1937, com a criação do SPHAN, da qual os modernistas foram pioneiros. 

Contaremos, ainda com a participação do convidado Prof. Dr. Cleber Araújo Cabral, professor do Centro Universitário Internacional Uninter, em Curitiba, Área Linguagens e Sociedade: Letras e História. Cleber Araújo Cabral possui os títulos de Doutor em Teoria da Literatura e Literatura Comparada, Mestre em Teoria da Literatura e Bacharel em Português e Literaturas pela UFMG. Realizou pós-doutorado em Estudos Literários na UFMG e em Edição, Linguagem e Tecnologia no CEFET-MG. Publicou como organizador os seguintes livros: "leite criôlo: edição fac-símile" (2012), "Em defesa do patrimônio: correspondência entre Manoel José de Paiva Júnior e Rodrigo Melo Franco de Andrade" (2013), "Novo dicionário biográfico de Minas Gerais: 300 anos de história" (2013), "Mares interiores: correspondência de Murilo Rubião & Otto Lara Resende" (2016), "Escavações e impressões: escritos sobre acervos literários e memória cultural" (2018) e "Monstruosidades do fantástico brasileiro" (2020). 

Pesquisa os seguintes temas: acervos e arquivos culturais e literários, edição de correspondências e periódicos, epistolografia literária brasileira, literatura fantástica, Murilo Rubião, processos e redes de edição.

 

Localização
ONLINE
Data
a
Entrada
Gratuito
PROMOÇÃO
Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico, Iepha-MG
REALIZAÇÃO
Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico, Iepha-MG