Pampulha - Belo Horizonte no por-do-sol
Foto: Banco de Imagem

Belo Horizonte além dos cartões-postais: 5 experiências para redescobrir a Pampulha

A Pampulha é daqueles lugares de Belo Horizonte que todo mundo acha que conhece. A Igrejinha, a Lagoa, os jardins, as curvas de Niemeyer fazem parte do imaginário da cidade. Mas basta diminuir o passo e olhar com mais atenção para perceber que sempre existe uma nova Pampulha para descobrir.

Patrimônio Mundial reconhecido pela Unesco, a região reúne arquitetura, arte, paisagem, religiosidade, memória e diversão em um mesmo território. Mais do que visitar seus cartões-postais, percorrer a Pampulha é uma oportunidade de entender um pouco da história de Belo Horizonte e também de perceber como esse patrimônio continua vivo no cotidiano da cidade. 


Selecionamos cinco experiências para redescobrir a Pampulha, seja na primeira visita ou naquele passeio de quem mora em BH e quer voltar a olhar para um velho conhecido com outros olhos. 

 

1. Comece por um dos maiores símbolos de Belo Horizonte: a Igreja da Pampulha


Poucas imagens são tão associadas a BH quanto as curvas do Santuário Arquidiocesano São Francisco de Assis, nossa Igrejinha da Pampulha.
 

Foto: Banco de Imagens

Projetada por Oscar Niemeyer e inaugurada na década de 1940, a Igreja São Francisco de Assis reúne alguns dos nomes mais importantes do modernismo brasileiro. Os painéis de azulejos de Candido Portinari, o paisagismo de Roberto Burle Marx e a arquitetura de Niemeyer transformaram o pequeno templo às margens da Lagoa em uma das obras mais emblemáticas do Conjunto Moderno da Pampulha.

A visita também merece continuar do lado de dentro. No interior, a arte de Portinari volta a ocupar papel central, com pinturas que dialogam com as formas curvas da arquitetura e reforçam a integração entre diferentes linguagens artísticas que marca o projeto da Pampulha.

Mas vale não ficar apenas na foto clássica. Observe os detalhes, caminhe pelos jardins, conheça o interior da igreja e experimente diferentes ângulos. A relação entre arquitetura, arte e paisagem é justamente uma das características que tornam a Pampulha tão especial.


2. Entre na história no Museu Casa Kubitschek
 

Se a Igrejinha ajuda a contar a história do projeto modernista da Pampulha, o Museu Casa Kubitschek permite conhecer um pouco de como se vivia naquele momento de transformação da cidade.

Construída para ser residência de fim de semana de Juscelino Kubitschek, então prefeito de Belo Horizonte, a casa também foi projetada por Oscar Niemeyer e integra o conjunto arquitetônico da região.
 

Hoje transformada em museu, preserva ambientes, mobiliário e referências que ajudam a compreender os modos de morar das décadas de 1940, 1950 e 1960. A visita cria uma ponte interessante entre a história da Pampulha e a vida cotidiana de uma época em que Belo Horizonte começava a desenhar uma nova relação com a modernidade.

 

3. Conheça a força simbólica do Largo de Iemanjá

A Pampulha também é território de fé, encontro e diversidade.

 

Foto: Banco de Imagem

Às margens da Lagoa, o Largo de Iemanjá abriga o monumento dedicado à orixá das águas e é um importante espaço de referência para as religiões de matriz africana em Belo Horizonte. Todos os anos, especialmente durante as celebrações dedicadas a Iemanjá, o local recebe manifestações religiosas e culturais que fazem parte da história e da identidade da cidade. 


Conhecer o Largo é também reconhecer que o patrimônio de Belo Horizonte não está apenas nos edifícios. Ele vive nas tradições, nos símbolos, nas manifestações culturais e nas diferentes formas que as pessoas encontram para ocupar e dar significado à cidade.

 

 

 

 

 

 

4. Descubra as sinuosas curvas da Casa do Baile


Construída em uma pequena ilha artificial ligada à orla por uma ponte, a Casa do Baile parece fazer parte da própria paisagem. Também projetado por Oscar Niemeyer, o espaço foi criado originalmente para receber encontros, música e dança. 

 

Foto: Click Studio Profissional

 

Sua marquise sinuosa acompanha as curvas da Lagoa e é um daqueles exemplos em que arquitetura e paisagem parecem ter sido pensadas como uma coisa só.

 


Hoje, o espaço mantém sua vocação cultural e é uma ótima parada para quem quer conhecer melhor a arquitetura da Pampulha ou simplesmente caminhar sem pressa e observar a Lagoa de outro ponto de vista.

 

 


5. Termine com um clássico belo-horizontino: Parque Guanabara

Foto: Banco de Imagem


Depois de tanta história, arquitetura e patrimônio, que tal fechar o roteiro com diversão?


O Parque Guanabara faz parte da memória afetiva de gerações de belo-horizontinos. Instalado em frente à Lagoa da Pampulha, o parque reúne atrações para diferentes idades e acrescenta à paisagem um elemento que também ajuda a contar a história da região: a Pampulha vivida como espaço de lazer.
 

E tem um jeito especial de enxergar tudo isso lá de cima. A roda-gigante oferece uma vista privilegiada da Lagoa e de alguns dos principais marcos da Pampulha. É uma maneira divertida de terminar o passeio e talvez perceber que patrimônio também pode ser feito de lembranças, encontros e histórias que atravessam gerações.


Extra: sente-se com quem ajudou a imaginar a Pampulha

Para fechar o roteiro, vale uma parada no Mirante Bandeirantes, em frente ao Museu Casa Kubitschek. De lá, além de contemplar a paisagem e o conjunto arquitetônico da Pampulha, você ainda pode ficar frente a frente com quatro personagens fundamentais dessa história.

Foto: Ricardo Laf

O mirante abriga o monumento “Eterna Modernidade”, formado por esculturas em tamanho real de Juscelino Kubitschek, Oscar Niemeyer, Cândido Portinari e Roberto Burle Marx. A obra, criada pela escultora Vânia Braga em parceria com o artista plástico Diego Rodrigues, convida o visitante a fazer mais do que observar: os personagens foram representados de forma a permitir que as pessoas se sentem junto a eles e, por alguns instantes, façam parte da cena.

É uma parada que combina memória, arte e paisagem e rende, claro, uma foto bem diferente da Pampulha.

E tem algo simbólico nisso: sentar-se ao lado de quem ajudou a imaginar um dos conjuntos modernistas mais importantes do mundo e, diante dele, observar uma Pampulha que continua viva, ocupada e em constante descoberta.

 

Um patrimônio que não é apenas preservado. Pulsa.

Te encontro em BH.