
Sessão comentada do filme A Rainha Nzinga Chegou e jantar coletivo na sede da Guarda Treze de Maio.
Sessão especial do documentário A Rainha Nzinga Chegou, seguida de roda de conversa e jantar coletivo, na sede da Guarda de Moçambique Treze de Maio de Nossa Senhora do Rosário.
A ação busca fortalecer os vínculos entre cinema, memória, tradição e território, promovendo um encontro entre o audiovisual e a vivência concreta das Guardas de Moçambique e Congo em Belo Horizonte.
A Rainha Nzinga Chegou é um documentário brasileiro dirigido por Júnia Torres e Isabel Casimira que acompanha a tradição do Reinado das Guardas de Moçambique e Congo Treze de Maio e sua conexão com as raízes africanas. O filme explora a história e a vivência de três gerações de rainhas dentro dessa comunidade, lideradas por Isabel Casimira, refletindo tradições, rituais e celebrações culturais que remontam às memórias e resistências históricas ligadas à rainha Nzinga — figura símbolo da resistência africana contra o colonialismo português no século XVII.
Classificação: Livre
ACESSIBILIDADE: Libras
Isabel Casimira Gasparino é herdeira da coroa de sua avó, Dona Maria Casimira, fundadora do Reino Treze de Maio, em 1944, ao lado do Capitão Ephigênio Casimiro (seu tio). A sucessão da coroa passou posteriormente para sua mãe, Dona Isabel Casimira das Dores Gasparino, de quem Isabel recebeu o legado que hoje carrega. Atualmente, Isabel Casimira Gasparino ocupa o cargo de Rainha de Congo (ou Rainha Conga) das Guardas de Congo e Moçambique Treze de Maio de Nossa Senhora do Rosário e da Federação dos Congados do Estado de Minas Gerais — posição mais alta na hierarquia dos Reinados em nossa região. Co-diretora do filme "A Rainha Nzinga Chegou", rodado entre Brasil e Angola e vencedor dos prêmios de Melhor Longa-Metragem na Mostra de Cinema Negro Adélia Sampaio (Universidade Federal de Brasília, 2019) e no 19º Festival Panorama Internacional de Cinema da Bahia, Salvador, 2019. O filme recebeu também Menção Honrosa no Prêmio Pierre Verger, categoria Filme Etnográfico, conferido pela Associação Brasileira de Antropologia em 2018. Isabel é pesquisadora e mestra de sua tradição e responsável por inúmeros projetos que visam "a permanência de sua raiz", como ela costuma dizer. Destacamos: "Do Tangível ao Intangível", documentação do acervo Guarda Treze de Maio e Centro Espírita São Sebastião, realizado junto ao IBRAM – Instituto Brasileiro de Museus (desde 2014); "Retrato Substantivo Feminino", exposição e apresentação de cantos afros no FIDÉ – Festival Internacional du Documentaire Étudiant (Paris, FR) e SESC Ipiranga (SP, 2012); "Saberes do Sagrado, Irmandades do Rosário e o Registro Patrimonial", realizado junto ao IPHAN (2017). É também mestra convidada do programa de Formação Transversal em Saberes Tradicionais da Universidade Federal de Minas Gerais.