CRCURB – Viaduto Santa Tereza
Nu Trilhar
Batalha do Conhecimento no FAN: a ação reúne 08 MCs convidados, priorizando a participação de mulheres, pessoas negras, LGBTQIAPN+ e PCDs, em uma disputa de rimas na modalidade conhecimento. As batalhas terão como tema central escritoras negras brasileiras, incentivando pesquisa, memória e valorização de suas obras e trajetórias. A dinâmica promove enfrentamentos no formato bate e volta, estimulando argumentação, criatividade e consciência crítica. A proposta fortalece a cultura hip hop como ferramenta educativa, ampliando repertórios e reconhecendo intelectuais negras como referências fundamentais.
CLASSIFICAÇÃO: Livre
A NuTrilhar é produtora cultural fundada em 2018, em Belo Horizonte, por Amazonita Ágata, atuando no fortalecimento da cultura hip hop em Minas Gerais. Formada por mulheres negras e LGBTQIAPN+, a NuTrilhar desenvolve ações que integram produção de eventos, formação, comunicação e articulação cultural em diferentes territórios. Entre suas principais iniciativas estão o Ranking Estadual NuTrilhar e a Agenda Semanal, ferramentas pioneiras de mapeamento e registro das batalhas de MCs no estado, além da Batalha da NuTrilhar, evento itinerante que já percorreu diversos territórios da capital e região metropolitana.
A proposta apresentada pela NuTrilhar para o Festival de Arte Negra consiste em uma Batalha do Conhecimento que une cultura hip hop, literatura e formação crítica através da oralidade e do freestyle. A atividade será composta por 08 MCs convidades pela coletiva, priorizando artistas negras, LGBTQIAPN+ e PCDs, fortalecendo a diversidade e a representatividade dentro da cena. A batalha acontecerá em formato tradicional de enfrentamento, com rounds de 45 segundos, tendo uma escritora negra brasileira como tema central em cada rodada. Em caso de terceiro round, xs participantes irão disputar no formato bate e volta com o tema “escala 6x1”, conectando questões contemporâneas do mundo do trabalho às vivências periféricas e às reflexões sociais presentes na literatura negra brasileira. A partir de referências previamente disponibilizadas em cartilha, xs participantes irão construir rimas que dialogam com memória, território, identidade, ancestralidade e questões sociais contemporâneas. Conduzida por mestre de cerimônia e DJ, a intervenção transforma a batalha em um espaço de troca de saberes, valorização intelectual negra e fortalecimento cultural. A proposta reafirma o hip hop como ferramenta educativa, política e de transformação social, aproximando o público da literatura de forma acessível, dinâmica e coletiva.