Ações permanentes
EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA "O QUE ERA DO LADO DE CÁ
Ações permanentes
Parque Municipal
RETRATISTAS DO MORRO - DU RETRATISTA
Em parceria com o Retratistas do Morro, "O QUE ERA DO LADO DE CÁ" é uma exposição de fotografia documental composta por uma série única de retratos que iluminam a memória de uma família moradora da Vila Estrela, comunidade localizada no Morro do Papagaio, em Belo Horizonte. As imagens, registradas na década de 1990 por Manoel do Rosário Azevedo, mais conhecido como Dú Retratista, revelam o cotidiano e os afetos da família Gonçalves, composta por uma mãe, uma avó, oito filhas e dois filhos, que viviam na última casa do Beco São João Nepomuceno.
O título da exposição propõe um deslocamento do olhar. Convida o público a refletir sobre as memórias apagadas de famílias periféricas nos registros oficiais da história urbana e nas narrativas artísticas brasileiras. Também questiona os impactos das "reformas" urbanas na cidade que, frequentemente, desconsideram os vínculos afetivos entre sujeitos e territórios. Dú Retratista, morador e fotógrafo da região desde os anos 1980, dedicou-se a documentar momentos essenciais da vida no Morro do Papagaio, e oferece um acervo potente que resiste ao tempo e à invisibilidade social imposta a esses corpos e espaços.
Essa exposição faz parte do Memorial das Favelas de Belo Horizonte
CLASSIFICAÇÃO: Livre
Manoel do Rosário Azevedo, mais conhecido como Dú Retratista, é um nome fundamental para a história visual da periferia de Belo Horizonte. Por mais de 40 anos, ele se dedicou a documentar, por meio da fotografia, momentos essenciais da vida dos moradores do Morro do Papagaio. Com um olhar sensível e comprometido com sua comunidade, Dú registrou batizados, formaturas, festas populares, partidas de futebol e inúmeros outros eventos que marcaram a vida cotidiana no morro. Seu acervo é mais do que um conjunto de imagens, é um verdadeiro patrimônio da memória favelada. Muitas das cenas e territórios retratados por suas lentes já não existem mais, tornando seu trabalho ainda mais valioso para a preservação da identidade local.