Sonora Samba convida Fabiana Cozza

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Parque Municipal – Palco SESC FAN Espiralar


Sonora Samba – Dona Eliza, Elisa de Sena, Fran Januário e Thamiris Cunha

 

Sonora Samba, um show especial dedicado ao samba e à força criativa das mulheres.

Uma roda de samba, reunindo algumas das vozes e instrumentistas de destaque na cena belo-horizontina. Sob direção musical de Thamiris Cunha, o evento conta com cantoras diversas, já tendo passado pelo palco do projeto Adriana Araújo, Dona Eliza, Elisa de Sena, Fran Januário e Manu Dias, acompanhadas pelas instrumentistas Analu Braga, Bia Nascimento, Cissa do Cavaco, Mônica Santos, Nanda Bento e Thamiris Cunha.

O Sonora Samba reforça o protagonismo feminino no samba e na música brasileira. O projeto nasceu em comemoração dos 10 anos do Sonora – Festival Internacional de Compositoras, rede global criada em Belo Horizonte e presente em 16 países, com o objetivo de dar visibilidade e legitimar a presença da mulher, especialmente da mulher negra, na música. 


CLASSIFICAÇÃO: Livre

Fran Januário é cantora, compositora, musicista, sambista e educadora musical. Mulher, negra periférica e idealizadora do coletivo de mulheres sambistas de Minas Gerais “Donas de Si” e o projeto de samba de raiz intitulado “Samba da Januário”, que teve início em 2020 na capital mineira.  

Fomenta vários projetos que dão destaque à presença de mulheres nas rodas de samba de Belo Horizonte. Uma das maiores vozes da música belo-horizontina na atualidade. A mais perfeita junção de musicalidade e sofisticação. 

 

Consagrada como uma das maiores vozes da nova geração da música mineira, tem ocupado espaços no circuito do samba no eixo Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

 

Bia Nascimento é violonista, cavaquinista e compositora. Com uma trajetória marcada pelo choro, ela performou sua musicalidade própria em palcos do Brasil, Londres e cidades da França. Participou de shows dos artistas Sérgio Pererê e Mauricio Tizumba nos anos 2024 e 2025, lançou suas músicas autorais – como os EPs Duo Nascente (2022) e Brasa Cor – e colaborou com Caetano Brasil no EP Caetano Brasil e o choro é livre (2024). Marcando sua atuação plural, em 2026 inicia um projeto autoral com a cantora Ceumar e realiza pesquisa acadêmica sobre gênero e música no doutorado da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

 

Nanda Bento é uma percussionista mineira, natural de Santa Luzia, região metropolitana de Belo Horizonte. Vinda de uma família musical, ingressou profissionalmente na música em 2016 e atua em diversos projetos musicais na cidade, tais como Ô Sorte BH, Poeira Pura (RJ), Bloco Filhas de Clara, Bloco Me Beija Que Eu Sou Pagodeiro. Além disso, acompanha vários artistas: Toninho Gerais, Fernando Bento, Aline Calixto, Marina Gomes, Cassiana Pérola Negra, Fran Januário, entre outros

 

Cissa do Cavaco iniciou sua carreira aos 18 anos de idade (2022) tocando na Roda do Padreco e integrando o grupo Donas de Si. Desde então, tocou com grandes nomes da cena musical de Belo Horizonte, como Aline Calixto, Gustavo Monteiro, Marina Gomes, Gisele Couto, Fran Januário e muitos outros. Participou de festivais de Minas Gerais, como a Virada Cultural de Belo Horizonte (2024), Festival Descontorno (2024), Festival Memória do Cavaquinho Brasileiro (São João del-Rei), Série BH Instrumental (2025), selecionada na categoria Novos Talentos. Atualmente integra os grupos Baticum, Figa de Guiné, Forró Torto, Trio de Bem com a Vida e faz parte da banda da cantora Júlia Deodora. Além disso, também tem um trabalho autoral e dá aulas particulares de cavaquinho.

 

Thamiris Cunha, clarinetista formada pela Universidade Estadual de Minas Gerais, é compositora e cantora de destaque em Belo Horizonte. É reconhecida na música instrumental e pioneira em grupos com formação exclusivamente feminina. Sua marca nos palcos é a performance que explora o som e o corpo. Em 2023, estreou o show “Raízes”, com composições autorais, e faz uma homenagem ao choro e aos compositores brasileiros. Premiada no BDMG Instrumental, destacou-se como Melhor Instrumentista na 23ª edição. Em 2024, participou como cantora e clarinetista no show “Canto Negro para Milton Nascimento”, ao lado de Luedji Luna, idealizado por Sérgio Pererê, e participou como cantora no lançamento do CD Canções de Outono, de Sérgio Pererê. Em 2025, é premiada no concurso de canto do Sarau do Minas Tênis Clube, com o show Thamiris Cunha canta Arlindo Cruz.

 

Elisa de Sena é cantora, compositora, percussionista, atriz e apresentadora, também graduada em História e especialista em Produção e Crítica Cultural. Artista com mais de 20 anos de atuação, participa de vários agrupamentos artísticos. Em 2019, lançou seu primeiro álbum solo, Cura (Natura Musical), e em 2025 lançou seu segundo álbum, Orgânica (Prêmio da Lei Aldir Blanc Nacional). Ao longo de sua trajetória, Elisa já se apresentou na Grécia, na República Dominicana, Portugal, Nova Orleans e em diferentes cidades do Brasil. Tem colaborações com artistas como Luedji Luna, Mauricio Tizumba, Aline Calixto, Pedro Luís, Pedro Morais, Maíra Baldaia, Roger Deff, entre vários outros. A artista é um importante nome da cena artística de Minas Gerais, trazendo no seu trabalho a responsabilidade com a temática antirracista e feminista. Suavidade e força marcam a sonoridade dessa mulher negra que não separa seu fazer artístico do seu lugar de fala.

 

Ana Eliza de Souza, no auge dos seus 78 anos, esbanjando carisma e musicalidade. Chamada carinhosamente de madrinha pela comunidade do Samba de Beagá. Compositora e sambista e uma das maiores representantes da velha guarda do samba de Belo Horizonte, Dona Eliza é mestra de cultura, premiada e reconhecida pelos seus grandes feitos para a cultura de Belo Horizonte. Dona de um belíssimo repertório autoral com mais de 700 composições. Em 2017, lançou seu primeiro álbum, “Diploma da Vida”. Dona Eliza comanda uma das maiores rodas de samba da cidade, que acontece no Juramento 202 todas as sextas-feiras, intitulado “Samba da Madrinha”.

 

Mari Lou, sambista, cantora e cavaquinista recém-chegada à cena musical em Belo Horizonte. O samba atravessa a vivência da artista desde a infância, tecida nos fundos do quintal de sua avó e ampliada nas rodas de samba da cidade.

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