
As recentes medidas de isolamento social fecharam escolas e universidades, gerando um grande impacto na educação. De forma inesperada, milhões de estudantes e professores em todo o mundo tiveram que se adaptar a novos formatos de ensino, mediados por diferentes tecnologias.
Rádio e televisão, computadores e tablets conectados a uma internet pouco acessível são algumas das estratégias para levar a escola para dentro de casa. Até o celular, frequentemente considerado um inimigo em sala de aula, tornou-se um aliado nesta nova forma de ensino.
Da educação básica ao ensino superior, são vários os desafios vivenciados por alunos, professores e famílias, que enfrentam ainda questões de ordem social e de inclusão digital. O UFMG Talks em casa desta quinta-feira, 23 de julho de 2020, recebe, a partir das 19h, os professores Chico Soares e Maria José Flores para uma conversa sobre os rumos da educação no Brasil durante a pandemia.
O evento será transmitido ao vivo no canal da TV UFMG no YouTube e na página do Centro Cultural Banco do Brasil de Belo Horizonte no Facebook.
Incertezas, traumas, perdas e medos. Tragédias repercutem no ser humano, física e psiquicamente. De acordo com cartilha publicada pela Fundação Oswaldo Cruz, estima-se que, entre um terço e metade da população exposta a uma epidemia, pode vir a sofrer alguma manifestação psicopatológica, caso não seja feita nenhuma intervenção de cuidado específico para as reações e sintomas manifestados. Os fatores que influenciam o impacto psicossocial estão relacionados à magnitude da pandemia e ao grau de vulnerabilidade em que a pessoa se encontra.
Os receios e temores provocados pela pandemia do novo coronavírus, os riscos de contaminação e o isolamento social podem agravar ou gerar sofrimento mental, como alerta a Organização Mundial da Saúde (OMS). Outros acontecimentos trágicos, como o rompimento da barragem de Brumadinho, em janeiro de 2019, que resultou em 259 mortes, atestam que as emoções humanas devem ser consideradas com um dos fatores preponderantes para a saúde.
Para conversar sobre os impactos dessa pandemia e de outras catástrofes na saúde mental, o UFMG Talks em casa recebe, na próxima quinta-feira, 30 de julho de 2020, a partir das 19h, as professoras Cláudia Mayorga e Teresa Kurimoto, que abordam o tema sob a perspectiva da psicologia e da enfermagem.
Professora do Departamento de Psicologia, Cláudia Mayorga é pró-reitora de Extensão e coordenadora da Rede Saúde Mental da UFMG, com atuação de destaque nas áreas de psicologia social e feminismo, análise da desigualdade social brasileira, democratização da universidade e ações afirmativas.
Teresa Kurimoto é professora do Departamento de Enfermagem Aplicada e membro da Comissão Permanente de Saúde Mental da UFMG. Ela atua principalmente no cuidado, psicanálise, linguagem, inconsciente, corpo e estratégia de saúde da família
O UFMG Talks em casa tem duração de uma hora e será transmitido ao vivo no canal da TV UFMG no YouTube e na página do CCBB BH no Facebook.