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  • Belo Horizonte: Cidade Criativa da Gastronomia

    Belo Horizonte é uma cidade jovem, com uma população de mais de 2,5 milhões de pessoas e raízes plantadas nas cidades do interior de Minas Gerais, de onde vieram os primeiros habitantes da nova capital. Essa formação faz de BH, como é carinhosamente conhecida, a cidade síntese da cultura mineira e vitrine maior de nossas tradições. Mas Belo Horizonte vai além: a efervescência cultural que a cidade vive hoje está intimamente ligada à criatividade e à história da nossa gastronomia.
     

    Somos uma cidade criativa, um centro onde as artes, a gastronomia, o design, a moda, a arquitetura, a literatura, o conhecimento científico e a tecnologia se encontram e se renovam. 

    Belo Horizonte é:

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    A 3ª cidade do Brasil com o maior número de profissionais trabalhando em atividades criativas.

    Cidade indicada pelo Population Crisis Commitee, da ONU, como a metrópole com a melhor qualidade de vida na América Latina.

    A capital brasileira com os melhores índices de consumo cultural e frequência em atividades culturais (Instituto Datafolha).

    A capital do estado brasileiro com o maior número de Patrimônios Mundiais reconhecidos pela UNESCO.


    Cercada pela Serra do Curral, que lhe serve de moldura natural e referência histórica, Belo Horizonte ocupa território de 331 km² em localização privilegiada. Sua área de influência conta com os 34 municípios da Região Metropolitana, o que amplia a população para 4,9 milhões de habitantes, e se expande para cerca de 80 cidades num raio de 100 quilômetros, movimentando um mercado de 6,4 milhões de consumidores a mais. 

    imagem
    Crédito: BH Airport

    A cidade se beneficia da ampla malha rodoviária do estado, a maior do Brasil, e da proximidade geográfica com os principais mercados emissores do turismo brasileiro. O Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, considerado recentemente o melhor do país e um dos principais polos da malha aérea brasileira, possui voos diretos para Miami, Orlando, Lisboa, Panamá e Buenos Aires e está conectado aos nossos maiores aeroportos.

    Belo Horizonte dispõe de ampla gama de atrativos turísticos e culturais de qualidade: é a cidade que mais ampliou a oferta de produtos turísticos nos últimos anos (Ministério do Turismo - 2015), sendo reconhecida pelas boas práticas estabelecidas. A cidade vem qualificando a oferta de serviços e atraindo novos negócios, alcançando o 5º maior PIB entre os municípios brasileiros, com o setor terciário respondendo por 86% do total das nossas riquezas.

    A criatividade está no DNA belo-horizontino e manifesta-se na cidade de diversas formas. Embora mineiro tenha a fama de ser quietinho, além da gastronomia, algumas dessas manifestações são reconhecidas mundialmente.

     
    Cidade Criativa/Pixabay Church
    Crédito: Pixabay Church


    PAMPULHA

    Em 2016, a UNESCO reconheceu o Conjunto Moderno da Pampulha como Patrimônio Mundial, trazendo à tona o valor da arquitetura moderna num estado reconhecido mundialmente pelo barroco.

    O Conjunto Moderno da Pampulha marca o início da arquitetura genuinamente brasileira e serviu de ensaio para o genial arquiteto Oscar Niemeyer conceber Brasília, capital nacional e também Patrimônio Mundial da Humanidade.

    Praça da Liberdade
    Crédito: Tamires Martins


    CIRCUITO LIBERDADE

    Belo Horizonte também oferece, ao Brasil e ao mundo, o Circuito Liberdade. Maior complexo cultural da América Latina em seu gênero, conta com 17 instituições localizadas no entorno da centenária Praça da Liberdade, com equipamentos de música, literatura, artes plásticas, cinema, mineralogia, ciências, astronomia, empreendedorismo e gastronomia.

    Um dos destaques é o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), um dos 100 museus mais visitados do mundo (The Art Newspaper magazine).

    Impressionante, não é? Mas nós não chegamos até aqui por acaso. Não mesmo.

    Uma história que permanece viva nas mesas e nos corações.

     

    Foto: Cezar Cavaliere / Eduardo Almeida
    Crédito:  Cezar Cavaliere / Eduardo Almeida

    Minas Gerais possui uma autêntica história de amor com a gastronomia. Para comprovar, basta perguntar a qualquer mineiro qual é o melhor lugar da casa, e a resposta estará na ponta da língua: a cozinha. Pois é em volta da mesa e ao lado do fogão que nossa cultura tem sido passada de geração em geração há mais de 300 anos – ou, desde que os primeiros exploradores saíram de São Paulo e da Bahia para transpor nossas montanhas em busca de ouro e pedras preciosas. A descoberta do ouro, em 1665, faz surgir os primeiros povoados. Outros viriam ao longo do tempo e por outros motivos. Um desses lugarejos se chamava Curral Del Rei.

    O primeiro ciclo, cujo apogeu se deu no século XVIII, está ligado à exploração do ouro, atividade que atraiu enorme contingente de pessoas. Foi nessa época que os hábitos dos índios, dos portugueses e de seus escravos africanos influenciaram-se mutuamente, forjando a base do que conhecemos hoje como a típica cozinha mineira. Embora marcado pela exploração de riquezas, nesse período conhecemos a escassez de alimentos: de repente, havia muita boca para pouco feijão, e os gêneros alimentícios ficaram caros e difíceis de serem obtidos.

    Vem da necessidade o aprendizado de se aproveitar ao máximo todos os recursos alimentares disponíveis à época, incluindo a caça e a pesca. Para driblar a fome, nos quintais das moradas se cultivava hortaliças e se criava pequenos animais para o abate, como a galinha, o frango e o porco. Essa era uma tradição portuguesa que chegou com os colonizadores e se incorporou de tal maneira à nossa cultura que até hoje pode ser encontrada no fundo das casas em pequenas cidades do interior do estado.

    O feijão

    Base de importantes pratos da nossa gastronomia, o feijão foi introduzido aos nossos hábitos pelos tropeiros, homens que viajavam por longas distâncias a cavalo conduzindo tropas de burros carregados de mantimentos e utensílios para abastecer a multidão de trabalhadores das minas de ouro. Os tropeiros carregavam sua própria cozinha, tendo o feijão como ingrediente básico sobre o qual era acrescentada a farinha de mandioca, o torresmo de porco, a carne de charque e os brotos que encontravam pelo caminho. Dessa mistura nasceu o Feijão Tropeiro, prato que atravessou os séculos e hoje, acompanhado de arroz, linguiça ou lombo de porco e couve, é um dos sinônimos de cozinha mineira. O casamento do feijão com a farinha também nos deu o Tutu, outro prato tradicional que ainda hoje está presente em nossas mesas.

    Foto de milhos sobre a mesa
    Crédito: Acervo Belotur

    Mandioca e Milho
    No tempo da escassez, o cultivo da mandioca e do milho se revelou fundamental. Versáteis, tanto a raiz quanto o cereal inspiraram as cozinheiras da época a criar receitas salgadas e doces que até hoje fazem parte dos nossos cardápios. Da farinha de mandioca vem a onipresente farofa e suas incontáveis misturas. Já o milho, esse se desdobrou em receitas variadas, como o fubá, o angu, o mingau, o bolo e o cobu. O fubá é uma farinha de milho bem fininha que, levada ao fogo e misturada à água, faz o angu; se misturada ao leite, vira mingau; e, se misturada com ovos, leite, açúcar e especiarias, quando levada ao forno vira broa e, se envolta em folha de bananeira, vira o cobu.

    Fartura
    O segundo ciclo a influenciar nossa gastronomia é conhecido como “a ruralização” da economia regional. A febre do ouro chegava ao fim e tinha início uma época em que a vida econômica e social se concentrou em grandes fazendas, onde se criava gado e se expandia o cultivo de alimentos, principalmente legumes e hortaliças. Aos poucos, a carne vermelha foi sendo apreciada nas mesas onde, antes, a galinha, o frango e o porco reinavam absolutos. Essa foi a época da fartura de alimentos e da introdução dos pratos à base de carnes refogadas e servidas com suculentos caldos, como a Vaca atolada, a Canjiquinha e o Frango com quiabo, entre outros. A cozinha da fazenda é molhada e, por isso, acompanhamentos como o angu e os legumes e folhas refogados eram a norma.

    Foto de queijo ao molho
    Crédito: Victor Schwaner

    O queijo mineiro
    O hábito de se manter uma horta perto das cozinhas trouxe para os pratos mineiros o sabor de alimentos colhidos, picados e feitos na hora, garantindo a preservação do suco natural, das cores vibrantes e do aroma rico que encanta os olhos e satisfaz o paladar de locais e estrangeiros há séculos. Também vem da cozinha da fazenda outra delícia do tradicional jeito mineiro de receber: as compotas de doces de fruta e de leite, sempre acompanhados por fatias de queijo.

    O queijo mineiro merece destaque: reconhecido por sua singularidade de textura e sabor, é mais uma iguaria trazida pelos portugueses que chega aos dias de hoje reconhecido como Patrimônio Cultural Brasileiro pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2008). O processo de produção do nosso queijo também garante sua originalidade: leite de vaca cru, um pouco de sal e o “pingo”, um fermento natural que o diferencia dos demais laticínios. O queijo, associado a uma farinha de mandioca extremamente fina, o polvilho, é responsável pelo quitute mineiro mais vendido no Brasil: o famoso pão de queijo.

    Para saber mais sobre os ingredientes que tornam nossa cozinha tão singular, acesse Pratos e Ingredientes Típicos

     

    gastronomia de BH

  • Belo Horizonte: Cidade Criativa da Unesco pela Gastronomia

    Belo Horizonte alcançou uma conquista histórica em 2019: somos, oficialmente, Cidade Criativa da UNESCO pela Gastronomia. O resultado da candidatura à Rede Mundial de Cidades Criativas da UNESCO (UCCN) foi revelado no dia 30 de outubro de 2019, por meio de lista divulgada no site da instituição. O que já era nosso motivo de orgulho, agora recebe reconhecimento mundial. A capital mineira passa a integrar o grupo internacional de cooperação entre cidades que têm atividades criativas como propulsoras do desenvolvimento sustentável. Neste ano, Belo Horizonte foi eleita para uma das duas vagas destinadas a candidaturas brasileiras, ao lado de Fortaleza, designada no campo criativo Design.

    O título representa um compromisso de longo prazo e muito trabalho, especialmente em ações que já fazem parte do projeto de valorização da gastronomia desenvolvido pela Prefeitura de Belo Horizonte, com coordenação da Belotur. Nos últimos anos, órgãos públicos e privados, instituições de ensino e sociedade civil vêm trabalhando na elaboração colaborativa de um plano estratégico para o setor gastronômico - em múltiplas frentes, em consonância com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável - ODS e da Agenda 2030.

    Além da instauração de uma governança, outras ações foram desenhadas, contemplando políticas públicas inovadoras; estudos e monitoramentos sobre os setores criativos; a integração do município com os circuitos limítrofes e a ampliação da oferta de roteiros gastronômicos de experiência.

    Tais ações, e a própria candidatura à Rede de Cidades Criativas, integram o Programa Municipal de Turismo Gastronômico, que tem como objetivo posicionar e qualificar Belo Horizonte e região como polo turístico gastronômico de relevância, por intermédio de políticas públicas e da articulação entre a cadeia produtiva. 

    A candidatura 

    Com um projeto desenvolvido a muitas mãos, Belo Horizonte começou a se preparar para concorrer ao título de Cidade Criativa em em abril de 2018.  Foram realizados três encontros para mobilização da cadeia produtiva da gastronomia e construção do dossiê. O primeiro, o “Encontro das Cidades Criativas: Turismo e Gastronomia”, reuniu representantes das três cidades que já foram designadas pela UNESCO no mesmo campo criativo: Belém (PA), Florianópolis (SC) e Paraty (RJ). Em 2019 foram dois encontros, com a presença de cerca de 240 lideranças governamentais e da sociedade civil.

    A partir dessas conferências, a Belotur organizou cinco oficinas de trabalho para a elaboração do documento. Participaram cerca de 90 membros do poder público, entidades representativas (Abrasel, CDL, SEBRAE, FIEMG, sindicatos e associações), setor privado (produtores, empresários, chefs e gastrônomos) e instituições de ensino. Os projetos, ações e diretrizes descritas no dossiê possuem, dessa forma, uma grande confluência com o que os atores do setor da gastronomia pensam e planejam para o futuro da capital.

    Nos arquivos abaixo, você poderá ter uma ideia de toda essa riqueza e da importância que a gastronomia belo-horizontina tem como impulsionador de desenvolvimento sustentável.

     

    E-book Candidatura Unesco Gastronomia Português                            E-book Candidatura Unesco Inglês

     

    A Rede Mundial de Cidades Criativas da UNESCO

    A UCCN é um dos principais programas da UNESCO para a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, e da Nova Agenda Urbana, à nível local. Ela abrange sete áreas criativas: Artesanato e Artes Folclóricas, Design, Cinema, Gastronomia, Literatura, Música e Arte Midiática.

    A Rede foi criada em 2004 e atualmente conta com mais de 246 cidades que trabalham juntas para alcançar um objetivo comum: colocar a criatividade e as indústrias culturais no centro de seus planos locais de desenvolvimento, além de cooperar ativamente com os planos de âmbito internacional.

    Ao ingressar na Rede, as cidades se comprometem a compartilhar suas melhores práticas e desenvolver parcerias ao envolver os setores público e privado, bem como a sociedade civil, a fim de fortalecer a criação, a produção, a distribuição e a disseminação de atividades, bens e serviços culturais; desenvolver centros de criatividade e inovação e ampliar as oportunidades para criadores e profissionais do setor cultural; melhorar o acesso e a participação na vida cultural, em particular para grupos e indivíduos marginalizados ou vulneráveis; integrar a cultura e a criatividade de forma plena em planos de desenvolvimento sustentável.

    No Brasil, já fazem parte do grupo as seguintes cidades: Belém/PA (Gastronomia), Brasília/DF (Design), Curitiba/PR (Design), Florianópolis/SC (Gastronomia), João Pessoa/PB (Artesanato e Artes Folclóricas), Paraty/RJ (Gastronomia), Salvador/BA (Música), e Santos/SP (Cinema).

    Atualmente a Rede Mundial de Cidades Criativas, no campo da Gastronomia é composta  pelas cidades de: Florianópolis (SC), Belém (PA), Paraty (RJ), Cochabamba (Bolívia), ChengDu, Macao e Shunde (China), Buenaventura e Popayán (Colômbia), Jeonju (Coréia do Sul), Burgos e Dénia  (Espanha), San Antonio e Tucson (EUA), Rasht (Irã), Alba e Parma (Itália), Tsuruoka (Japão), Zahlé (Líbano), Enseada (México), Bergen (Noruega), Cidade do Panamá (Panamá), Östersund (Suécia), Phuket (Tailândia) e Hatay e Gaziantep (Turquia).

  • Belo Horizonte - Cidade Surpreendente
    Belo Horizonte - Cidade Surpreendente
    Belo Horizonte - Cidade Surpreendente

    A casa da gente é um lugar de conexão com quem somos. E, do nosso lar, podemos nos conectar também com outras pessoas que compartilham um sentimento de pertencimento a essa cidade linda que é Belo Horizonte.

    Pensando nessa união, tão necessária no período em que estamos vivendo, o Portal de Belo Horizonte começou a publicar a série "Belo Horizonte - Cidade Surpreendente". Você vai acompanhar depoimentos de pessoas que inovam, criam e reinventam a capital mineira por meio de suas histórias de vida. Porque uma cidade também se constrói pelo olhar multifacetado de seus habitantes.

    Na estreia da série, Teuda Bara, atriz e uma das fundadoras do Grupo Galpão, conta a história de uma moradora ilustre e inesperada do Palácio da Liberdade.