A Liberdade mora em Minas e o Carnaval também. Com esse slogan, o Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult), acaba de lançar o programa Carnaval da Liberdade, iniciativa intersetorial desenvolvida em quatro eixos: Estruturação, Fomento, Ações Culturais e Promoção.
O objetivo do Carnaval da Liberdade é incentivar blocos caricatos, escolas de samba e grupos carnavalescos e festas tradicionais, em todos os municípios de Minas Gerais, a realizar as festividades de 2023 de forma alegre e organizada, após dois anos de pandemia.
O programa pretende fomentar essa festa tradicional, reconhecendo a importância do evento para as manifestações culturais do estado e para o desenvolvimento da economia criativa, gerando oportunidades de emprego e renda para os municípios. A iniciativa conta com a participação de diversas frentes do Governo de Minas e parceiros, a exemplo da Federação dos Circuitos Turísticos de Minas Gerais (Fecitur), Associação das Cidades Histórica, Associação Mineira de Municípios (AMM), Abrasel, Centro de Referência do Queijo e Rede de Gestores de Cultura e Turismo de Minas Gerais.
“O programa Carnaval da Liberdade foi criado para que o Carnaval dos municípios mineiros e capital possa se estruturar e se desenvolver, considerando a importância turística e cultural dessa festa. Minas Gerais se consolida com um destino de Carnaval no país e, com essa iniciativa, poderá oferecer uma festa cada vez mais atrativa, alegre e organizada. A Liberdade Mora em Minas - e o Carnaval também.
No nosso estado, podemos encontrar a diversidade dessa festa tão democrática, com blocos caricatos, ritmos e expressões artísticas que terão cada vez mais incentivos para se fortalecerem”, afirma o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira.
Em Belo Horizonte, o Carnaval da Liberdade engloba diversas atrações sob organização da Fundação Clóvis Salgado (FCS). A programação terá início em 3/2, com o 2º Encontro Estadual das Afromineiridades, que prevê apresentações de grupos de Congado, capoeira, terreiros, samba, batuque, hip hop, da capital e do interior do estado, no Grande Teatro Cemig do Palácio das Artes. Já no dia 4/2, será promovida uma série de atividades de formação no Palácio da Liberdade, seguida de um cortejo.
A mostra de cinema “Carmen Miranda e a Boa Vizinhança” temática vai integrar a programação, entre os dias 7 e 28/2, no Cine Humberto Mauro. Serão exibidos clássicos como “Alô, Alô, Carnaval” (1936)", de Adhemar Gonzaga (dos filmes brasileiros dos quais Carmem Miranda participou, este é o único que resistiu à ação do tempo); “Copacabana” (1947), comédia romântica em que protagoniza ao lado de Groucho Marx; “Carmen Miranda: Bananas Is My Business”, um documentário biográfico realizado pela cineasta Helena Solberg, entre outros destaques. Estão previstos, ainda, debates e palestras.
Em diálogo com a mostra, um bloco de Carnaval vai se apresentar no Jardim Interno do Palácio das Artes. O festejo contará com performances artísticas caricatas, homenageando Carmen Miranda, além de cortejo com a Cia. de Dança Palácio das Artes, DJs e barracas com pratos da cozinha mineira. Minas Gerais será tema de samba-enredo da tradicional escola de samba carioca Unidos da Viradouro.
Na segunda-feira de Carnaval (20/2), a Marquês de Sapucaí vai receber a Mineiridade, a campanha 'A Liberdade Mora em Minas' e outros temas, traduzidos no samba e nas alegorias do desfile. A personagem principal é Rosa Maria Egipcíaca, que veio da África para o estado de Minas Gerais no período pré-Inconfidência. Ela foi escravizada sendo a primeira mulher negra a escrever um livro no país.
O enredo do carnavalesco Tarcísio Zanon é inspirado no livro “Rosa Egipcíaca: Uma Santa Africana no Brasil”, do escritor Luiz Mott, e promete resgatar os caminhos de origem de Minas com muito samba no pé.