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  • Circuito de Férias nos Centros Culturais oferece atividades gratuitas para as crianças neste mês de janeiro, em BH

    Programação especial do Circuito Municipal de Cultura acontece de 10 a 31 de janeiro, em oito centros culturais municipais, e inclui ações de teatro, dança, música, circo e literatura

     

    Em clima de férias escolares, o Circuito Municipal de Cultura realiza uma programação especial nos Centros Culturais Municipais de Belo Horizonte neste mês de janeiro, com apresentações artísticas e oficinas voltadas para crianças e adolescentes. São dezenas de atividades realizadas em oito espaços culturais da cidade, entre os dias 10 e 31 de janeiro. Totalmente gratuita, a programação do Circuito de Férias nos Centros Culturais inclui múltiplas linguagens, como teatro, dança, música e literatura. A agenda de atividades do Circuito em janeiro inclui, ainda, uma oficina feminina de rap no bairro Granja de Freitas, na Região Leste da capital.

     

    Mais informações estão disponíveis nas redes e no site do Circuito Municipal de Cultura, projeto realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Instituto Odeon.

     

    A programação do Circuito de Férias começa na quarta-feira, 10 de janeiro, às 15h, com a oficina “Garrafaria”, no Centro Cultural Jardim Guanabara. O projeto do artista e arte-educador Dimitri Torres é dedicado a ensinar técnicas de pintura em garrafas de vidro, e possibilita que os alunos levem para casa as obras criadas na oficina. Durante o processo, além de trabalhar técnicas de pintura, Dimitri propõe uma reflexão sobre a importância do reaproveitamento de materiais para a preservação do planeta e o cuidado com as próximas gerações. Não é necessário fazer inscrição prévia. 

     

    No sábado, 13, é a vez do teatro tomar conta dos palcos. No Centro Cultural Usina de Cultura, a partir das 10h, a Cia Lamparina apresenta o espetáculo de teatro de bonecos “As Aventuras de Nala”. A peça narra a epopeia de Nala, uma menina que decide explorar o mundo em busca de seu barquinho de papel perdido em um rio. Acompanhada da bióloga Marina, a pequena aventureira enfrenta desafios e conhece seres mágicos que ensinam valores sobre a filosofia Ubuntu, a amizade, a liberdade e a preservação ambiental. 

     

    No fim da tarde, a partir das 16h, as artistas Janaína Morse e Maria Tereza Costa dão vida às palhaças Brisa e Tecla, respectivamente, no espetáculo “Show Avoar”, apresentado no Centro Cultural Vila Santa Rita. A peça mistura palhaçaria, improvisação e música e promete enredos inéditos a cada apresentação. Ao longo do espetáculo, entre piadas e histórias, as palhaças ensinam músicas autorais para as crianças, criando um espetáculo interativo e renovado pela participação do público. Os espetáculos são gratuitos e não é necessário retirar ingresso previamente. 

     

    Dando sequência às sessões de teatro, no sábado, 20, o Centro Cultural Salgado Filho recebe a peça “O Grande Vale dos Dinossauros”, às 10h. O espetáculo é concebido pelo ator Lúcio Barbosa, natural de Itabira, e chama a atenção pelo cenário, incluindo chamativas réplicas de dinossauros levadas para o palco. Na história, dois amigos, sendo um deles curioso e o outro medroso, vivem uma aventura ao tentar encontrar dinossauros em uma região cercada de perigos.

     

    Fechando as apresentações de artes cênicas, o aclamado espetáculo “Na Roda”, do Grupo Maria Cutia, promete uma interação musical diferente com as crianças. Assistido por mais de 120 mil pessoas em 60 cidades, a montagem acontece no Centro Cultural Lindeia Regina, no sábado, 27, às 14h. O espetáculo é definido como uma peça brincante, conduzida por músicos e palhaços, responsáveis por proporcionar brincadeiras com o público a partir de canções regionais do Vale do Jequitinhonha e do Norte de Minas, propiciando que as crianças tenham contato com a rica cultura do interior mineiro.

     

    Dança e literatura

     

    Para além dos espetáculos, o Circuito de Férias nos Centros Culturais também realiza oficinas de dança e literatura. No sábado, dia 20, às 14h, no Centro Cultural Urucuia, os arte-educadores Wesley Bento e Bárbara Almeida conduzem uma oficina de danças urbanas ao som de rap nacional. Para além dos passos que marcam um dos estilos de dança de rua mais famosos do mundo, os professores também vão contextualizar historicamente o hip hop, como forma de intensificar o aprendizado dos jovens. Para a oficina é necessário fazer inscrição por meio de formulário online neste link.

     

    No sábado seguinte, dia 27, a partir das 17h30, a atriz e diretora de teatro Rikelle Ribeiro apresenta o projeto de contação de histórias “Encontro de Saudades”, baseado em seu livro “Acabou”. A partir de perguntas como “quantas vezes ficamos felizes em encontrar alguém?” ou “quantas vezes já dizemos ‘tchau’ na vida?”, a proposta é que as crianças possam conversar, escutar e desenhar suas ideias sobre saudades, investigando um sentimento muitas vezes de difícil assimilação, mas que é compartilhado por todos, sem exceção.

     

    Encerrando a programação de janeiro, a professora de dança Duna Dias vai instaurar um verdadeiro Carnaval fora de época no Centro Cultural Vila Fátima. Fechando o mês de janeiro, nos dias 30 e 31, terça e quarta-feira, sempre às 17h30, a artista irá ministrar a oficina “Brincar de frevar”, que vai ensinar de forma lúdica os passos básicos do frevo. Para participar, não é necessária inscrição prévia. 

     

    Granja de Freitas

     

    Nos dias 18 e 19, quinta e sexta-feira, às 14h, acontece no Centro de Vivência Agroecológica (Cevae) Taquaril a “Oficina Feminina de Rap”. A atividade propõe a realização de quatro módulos introdutórios sobre os pilares do hip-hop. Cada aula tem duração de 2h e conta com uma oficineira: Priscila Tomas (“Hip-Hop e Gênero”), Scheilla Bacelar (“Danças Urbanas”), Lana Black (“Poesia, Rima e Diversidade”),DJ Pat Manoese (“DJ Risca”) e Lorena Santos (“Estética Urbana e Moda”). Voltada para jovens de 14 a 18 anos, a atividade dispõe de 20 vagas e aceita participantes de todos os gêneros. Para participar, é preciso fazer inscrição prévia pelo formulário online neste link

     

    SERVIÇO | CIRCUITO MUNICIPAL DE CULTURA

     

    Circuito de Férias nos Centros Culturais

    Quando. De 10 a 31 de janeiro

    Onde. Oito centros culturais municipais de BH
    Quanto. Programação gratuita. Algumas atividades exigem inscrição prévia.

    “Oficina Feminina de Rap”- Oficina Feminina de Rap

    Quando. Dias 18 e 18 de janeiro, quinta e sexta-feira, às 14h

    Onde. Centro de Vivência Agroecológica (Cevae) Taquaril 
    (R. Estrela dos Freitas, s/n - Granja de Freitas)
    Quanto. Gratuita. Inscrições prévias  pelo formulário online neste link

    PROGRAMAÇÃO | CIRCUITO DE FÉRIAS NOS CENTROS CULTURAIS

     

    Quinta-feira, 10/01
    “Garrafaria - Oficina artística de pintura em garrafas de vidro” - Dimitri Torres
    Horário: 15h

    Local: Centro Cultural Jardim Guanabara (R. João Álvares Cabral, 277 - Jardim Guanabara)

    Inscrições: Não é necessária inscrição prévia 

    Sábado, 13/01

    Espetáculo “As Aventuras de Nala” - Cia Lamparina

    Horário: 10h

    Local: Centro Cultural Usina de Cultura (R. Dom Cabral, 765 - Ipiranga)

    Acessibilidade: Libras


    Show “Avoar” - Minha Companhia

    Horário: 16h

    Local: Centro Cultural Vila Santa Rita (R. Ana Rafael dos Santos, 149 - Vila Santa Rita)

     

    Sábado, 20/01

    Espetáculo “O Grande Vale dos Dinossauros” - Capa Égua Produções

    Horário: 10h

    Local: Centro Cultural Salgado Filho (R. Nova Ponte, 22 - Salgado Filho)

    Acessibilidade: Libras

    “Oficina de Danças Urbanas ao som de RAP nacional” - Wesley Bento e Bárbara Almeida

    Horário: 14h

    Local: Centro Cultural Urucuia (Rua W-3, 500 - Pongelupe)

    Inscrições: Formulário online neste link

     

    Sábado, 27/01

    Espetáculo “Na Roda - Um espetáculo brincante” - Maria Cutia

    Horário: 14h

    Local: Centro Cultural Lindeia Regina (R. Aristolino Basílio de Oliveira, 445 - Regina)

    Acessibilidade: Libras

     

    Projeto “Encontro de Saudades” - Rikelle Ribeiro

    Horário: 15h

    Local: Centro Cultural São Bernardo (Rua Édna Quintel, 320, São Bernardo)

     

    Terça e quarta-feira, 30 e 31/01

    “Brincar de frevar - Oficina de Introdução ao Frevo” - Duna Dias

    Horário: 17h30

    Local: Centro Cultural Vila Fátima (R. São Miguel Arcanjo, 215 - Nossa Senhora de Fátima)

    Inscrições: Para participar, não é necessária inscrição prévia

    Circuito Municipal de Cultura nas redes
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  • “Circuito de Férias nos Centros Culturais” traz série de atrações gratuitas para o público infantil em janeiro

    Programação especial do Circuito Municipal de Cultura em parceria com os Centros Culturais municipais acontece entre os dias 13 e 28 de janeiro; atrações gratuitas incluem oficinas, brincadeiras, contação de histórias, circo, teatro e música.

    Janeiro chegou e, com ele, vêm também as férias escolares, aguardado momento de descanso da criançada. Pensando em oferecer opções de lazer, cultura e arte para o público infantil e toda a família, o Circuito Municipal de Cultura, em parceria com os centros culturais municipais, oferece  programação especial, ampliando e fortalecendo a ofertada de atrações por esses espaços. Entre os dias 13 e 28 de janeiro, o “Circuito de Férias nos Centros Culturais” promove uma série de atrações gratuitas que acontecem em nove Centros Culturais de Belo Horizonte. As atividades incluem teatro, circo e música, além de oficinas, brincadeiras e contação de histórias.

    A programação começa no dia 13/1, sexta-feira, com o espetáculo teatral “Menineça Sabi: Sabor da Infância”, do grupo Makambas Brincantes. A apresentação acontece às 15h, no Centro Cultural Zilah Spósito, e tem como pilares a palhaçaria, a cantoria, as brincadeiras e a contação de histórias. Como sugere o nome do projeto - makamba, palavra de origem bantu que significa plural de amigo - a ideia é misturar crianças de todas as idades, criando um ambiente plural onde todos convivam com a diferença e possam ser amigos. 

    No sábado, 14/1, às 10h, o Centro Cultural São Bernardo recebe o espetáculo “Palhaço Arco Íris e os Protetores da Floresta”, que envolve o público com brincadeiras, músicas autorais e cantigas populares, relembrando a história do Folclore Brasileiro. Lúdico, o  espetáculo é criado a partir da filosofia do nariz vermelho, visando perpetuar as tradições da infância, encantando crianças, adultos e idosos. Também no sábado, 14/1, às 10h, o Centro Cultural Usina da Cultura sedia outra atração: o espetáculo da Banda de Palhaços Nariz de Brinquedo. Com outra sessão no dia 21/1, sábado, nos mesmos horário e local, a apresentação traz para a cena músicas infantis, jogos e brincadeiras que envolvem a plateia com interatividade e participação ativa no show, desenvolvendo um repertório diversificado de músicas autorais e do universo infantil. 

    A primeira atividade formativa do “Circuito de Férias nos Centros Culturais” acontece de terça-feira, 17/1, a sábado, 21/1, sempre das 15h às 17h, no Centro Cultural Vila Marçola. Trata-se da “Oficina de Colagem”, que será ministrada pela designer e artista visual Carollina Dupin. A ideia é explorar a técnica trabalhando composições com a temática da rua, a partir da sobreposição de elementos. Tendo a rua como ponto de partida para reflexões sobre espaço, pertencimento, acolhimento e reconhecimento, serão construídas peças gráficas que dialoguem com técnicas de composição e sobreposição.

    A programação continua com o projeto “Brincamundo: Brincadeiras Brasileiras”, no dia 25/1, quarta-feira, às 15h, no Centro Cultural Bairro das Indústrias. A proposta é valorizar a cultura brasileira, trazendo, de forma lúdica, conhecimentos sobre a cultura popular de várias regiões do Brasil. As oficinas são ministradas  pelo arte educador  e mestre da cultura popular Marcos Rhossard, pela artista plástica Gisele Moura, e também pela filha do casal, Surya Moura, que cresceu na brincadeira. O projeto trabalha com oficinas  de brincadeiras da cultura popular brasileira como a ciranda e o frevo pernambucanos, o cacuriá, caroço e bumba-meu-boi do Maranhão, o batuque  do norte de Minas, o samba-de-roda baiano, o calango mineiro e outras brincadeiras. São 20 vagas, para crianças entre quatro e 14 anos. 

    No dia 27/1, sexta-feira, às 16h30, é a vez da arte circense ocupar o Centro Cultural Zilah Spósito, com o espetáculo “Circo Resistência”. Na apresentação, o palhaço Bilú e seu amigo Curisco, um boneco elefante, propõem uma reflexão sobre velhos hábitos de consumo e a necessidade de adotar a coleta seletiva de resíduos. Misturando circo tradicional e manipulação de bonecos, o espetáculo narra as aventuras de Bilú, que trabalha com sua carroça recolhendo resíduos e contribuindo com hábitos conscientes de consumo e descarte. Na companhia do amigo Curisco, o palhaço tenta desempenhar várias funções ao mesmo tempo, sofrendo uma divertida sobrecarga de trabalho.

    Quem rouba a cena no sábado, 28/1, são as máscaras e a improvisação teatral, que dão o tom do espetáculo “Patuscada”, que acontece no Centro Cultural Urucuia, às 10h. Criado pelos artistas cênicos Rafael Protzner e Mariana Lima Muniz, o espetáculo desdobra-se em um encontro festivo e divertido com o público, em que o ator improvisa cenas vestindo diferentes máscaras de personagens desenvolvidos a partir do teatro balinês, o Topeng. As cenas se apoiam na dramaturgia da improvisação, assim como a iluminação e a trilha sonora, fazendo com que cada apresentação seja única e construída junto ao espectador.

    O último dia da programação do “Circuito de Férias nos Centros Culturais” conta, ainda, com outras quatro atrações. Às 11h, no  Centro Cultural Vila Fátima, acontece a atividade “Brinca Natureza: Oficina e Vivência”, do projeto “Na pracinha brinca”. A oficina-vivência é um convite para que as crianças explorem, ao brincar, a imaginação a partir de elementos naturais. Galhos, folhas, flores e suportes artesanais se transformam em bonecos gravetos, varinhas mágicas, casinhas e outros diversos brinquedos criados pelas crianças. Serão 30 vagas, para crianças acompanhadas por adultos. 

    Também às 11h, no Centro Cultural Venda Nova, será apresentado o espetáculo teatral “As Aventuras de Matias”, do Grupo Girino. A partir da poesia do teatro de bonecos, a peça aborda o universo criativo das infâncias nos momentos de tomar banho, narrando a história de Matias - garoto que transforma sua banheira em uma grande aventura. Cercado por personagens misteriosos, ele terá que descobrir os segredos do fundo do mar numa jornada divertida e musical, que constrói um mundo cheio de fantasia.

    Já às 14h de sábado, no Centro Cultural Vila Santa Rita, acontece a atividade “Boi do Além - Oficina de Confecção de boizinhos com materiais recicláveis”. Ministrada pelo artista plástico Sandro Medeiros, a oficina ensina os participantes a confeccionarem o boizinho e o instrumento maracá utilizando material reaproveitado, unindo cultura popular, conscientização ambiental e entretenimento. Ao final da atividade, os participantes poderão participar da apresentação musical da banda Boi do Além, tendo contato, assim, com ritmos tradicionais da cultura popular, canções consagradas da música brasileira e composições próprias. Serão oferecidas 30 vagas.

    Outra atividade formativa fecha a programação especial de férias no sábado, às 15h, no Centro Cultural São Bernardo. Trata-se da oficina “Colagens e Histórias”, realizada pela designer e escritora Michelle Pereira. A iniciativa visa convidar os participantes a criarem colagens manuais e escreverem pequenos contos sobre os trabalhos desenvolvidos. As colagens serão feitas por meio de recortes de jornais e revistas e as histórias, e os registros do processo e resultados da oficina serão reunidos em um livro digital, que será disponibilizado gratuitamente. O objetivo da oficina é promover um encontro com o lúdico durante “o recortar e o colar”, além estimular a criatividade e o trabalho colaborativo. Serão oferecidas 15 vagas para crianças com 12 anos ou mais.

    SERVIÇO | CIRCUITO MUNICIPAL DE CULTURA

    Circuito de Férias nos Centros Culturais 
    Quando: De 13 a 28 de janeiro de 2023
    Onde: Nos Centros Culturais: Zilah Spósito, São Bernardo, Usina de Cultura, Vila Marçola, Bairro das Indústrias, Urucuia, Vila Fátima, Venda Nova e Vila Santa Rita
    Quanto: Atividades gratuitas e abertas ao público

  •  Circuito de Festivais BH - Edição virtual
    Circuito de Festivais BH - Edição virtual
    Circuito de Festivais BH - Edição virtual

    De 18 de fevereiro a 7 de março, acontece o Circuito de Festivais BH - um encontro virtual entre artistas da cena.

    Durante três semanas, em vez de ir de um teatro ao outro, o público acompanha a programação do Circuito, também de forma itinerante, só que pelos canais do Youtube dos três festivais realizadores.

    Estão previstos 9 espetáculos inéditos de teatro, dança e performance (todos inéditos), bate-papos (ao vivo), além de residência artística voltada para estudantes e artistas com pesquisa em andamento.

    Informações sobre a convocatória e sobre a programação do Circuito: @circuitodefestivaisbh e https://www.facebook.com/circuitodefestivais.bh

    Participam da edição virtual artistas de vários cantos do país, entre eles, o ator e diretor veterano Lenine Martins (MG) com estreia de novo trabalho, a atriz do Grupo XIX Janaína Leite (SP), a bailarina e performer de longa trajetória na dança Silvia Moura (CE), o ator e pesquisador de dança inclusiva Edu O (BA) e Renata Carvalho (RJ) – atriz e dramaturga trans, censurada pelo polêmico solo “O evangelho segundo Jesus, Rainha do céu”.

    Dessa vez, ela vem a BH com trabalho inédito na capital, o solo “Manifesto Transpofágico” que abre o Circuito de Festivais BH, dia 18 de fevereiro, quinta-feira, às 19h, no canal do Youtube BH In Solos.

    Com atuações representativas nos segmentos da dança e do teatro em Minas, os festivais BH In Solos, Curta Dança e Rede Sola de Dança decidem se unir em momento de pandemia.

    Segundo Robson Vieira, idealizador do BH In Solos, o encontro nasce do desejo de fomentar e abranger a diversidade das artes do corpo, na capital mineira, alcançando um número significativo de pessoas da cadeia produtiva das artes.

    “Em momento tão delicado, entendemos que nos movendo juntos, temos mais visibilidade e oportunidade de trocas sobre criação, inclusive entre artistas daqui e de outros estados”, afirma.

    As linguagens e estéticas diversas, presentes nos trabalhos solo selecionados, levantam discussões sobre tecnologias da cena, performatividade, questões de identidade, gênero, acessibilidade, entre outras. “Vamos ter uma pluralidade de trabalhos e olhares que carregam em comum as artes do corpo, seja na dança, teatro ou performance”.

    Cris acrescenta que “a curadoria teve escuta atenta para pautas urgentes da cena contemporânea, e selecionou, sobretudo, trabalhos ligados a minorias. “Temos em cena, por exemplo, artistas da militância negra, trans, e da dança inclusiva”, explica Cris Diniz, que representa o Festival Curta Dança.

    Durante a programação, o público terá acesso a 9 espetáculos solo inéditos. Cada festival parceiro ficou responsável pela curadoria de três trabalhos. BH In Solos convidou o “Manifesto Transpofágico” de Renata Carvalho (RJ) – manifesto trans que narra, com o corpo da artista, sua “transcestralidade”; a “Peça” de Marat Descartes (SP) que reflete sobre o contexto sociopolítico do Brasil e o isolamento social, em tempos de pandemia.

    E por último, “Um anjo passou por aqui”, novo trabalho solo do artista mineiro Lenine Martins (MG) sobre os encontros e desencontros do amor, numa narrativa construída pelo teatro físico, a manipulação de objetos e a musicalidade do corpo.

    Já a Rede Sola assina a curadoria dos solos “Ah, se eu fosse Marilyn”- que reflete sobre a passagem do tempo -, com o pesquisador de dança inclusiva Edu O (BA); Em “BiChobicHa”, Nadja Kai Kai (BH) trata de estereótipos e representações das pessoas LGBTQIA+, influenciadas pela estética do universo DragQueen.

    E por último, “EBÓ” de Morena Nascimento (SP), solo- homenagem ao capoeirista e dançarino negro Eusébio Lobo e sua importância para a cultura brasileira.

    Por fim, a equipe do Curta Dança colabora para a programação com “RÉS” de Veronica Santos (SP), que fala do universo do encarceramento feminino e a vulnerabilidade desses corpos. Já “LOA” de Flaviane Lopes (BH) traz o corpo negro, sua permanência e travessia pelos séculos. Uma dança que desfragmenta corpos outrora usurpados e cria forças para seguir. Por fim, em “Ex-tinto”, Rodrigo Antero (BH) reflete sobre seu corpo-memória e subjetividade negra: narrativas de invisibilidade e apagamento.

    Todo sábado, durante o festival, o Circuito de Festivais BH propõe rodas de conversa transmitidas ao vivo para o público, pelo Youtube, com o objetivo de propor discussões sobre bastidores da cena, curadoria e sobre arte e tecnologia no contexto de pandemia. Estão previstos os seguintes bate-papos: “Produção e criação em pandemia” com Nadja Kai Kai (BH), Renata Carvalho (RJ), Silvia Moura (CE) e mediação de Priscila Patta (Rede Sola de Dança) e Robson Vieira (BH In Solos); “Dança e Tecnologia” com Kenia Dias e Thembi Rosa e mediação de Priscila Patta (Rede Sola de Dança); “Curadoria” com Carol Fescina (RJ) e Felipe Assis (BA) e mediação de Cris Diniz (Curta Dança); e “Interseção entre cinema e teatro na quarentena” com Júlio Viana (MG) e Janaína Leite (SP) e mediação de Robson Vieira (BH In Solos).

    Além dos solos e bate-papos, a programação conta ainda com uma residência artística que seleciona, por meio de convocatória online aberta, cinco artistas que estejam com pesquisas em andamento e possuam cinco anos de experiência comprovada de atuação na dança, teatro e performance. A convocatória está aberta até dia 8 de fevereiro, segunda. Durante e ao final da residência, os artistas irão compartilhar o processo de criação e o resultado com o público, pelas páginas do Youtube dos festivais.

    Por ser uma edição toda online, foi possível ampliar a diversidade da programação, tanto do ponto de vista de quantidade, como de qualidade dos trabalhos e bate-papos oferecidos ao público. “Talvez não tivéssemos conseguido realizar tantas coisas numa única edição e nem explorado tantas possibilidades trazidas pelo digital, se fosse presencial”, explica Priscila Patta, gestora da Rede Sola de Dança.