Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Foto de capa convidativa para o exibição da amostra "as faces da showgirl" contendo o horário, local e data da programação
    Foto de capa convidativa para o exibição da amostra "as faces da showgirl" contendo o horário, local e data da programação
    Cinema "As Faces da Showgirl" : desejo e ruínas

    De 4 a 31 de março, o Cine Humberto Mauro apresenta a mostra “As Faces da Showgirl: desejo e ruínas”. Com curadoria da professora e pesquisadora Juliana Gusman, a programação propõe um panorama diverso dedicado às múltiplas figurações da showgirl no cinema, reunindo curtas e longas-metragens de diferentes gêneros.

     

    Jogando com (e contra) o ideal de feminilidade — Em suas concepções mais comuns, as “showgirls” são as artistas de cena burlesca, envolvidas nos chamados “espetáculos de variedades” que surgem, na Europa, no início do século XX, articulando teatro, canto e dança com ironia, sátira e sensualidade. Os vaudevilles, como eram conhecidos, são importados pelos Estados Unidos e se tornam um tema central nas produções da Era de Ouro de Hollywood, entre os anos 1930 e 1950. Os bastidores dessa forma de entretenimento foram, então, explorados de forma ostensiva. Se, no contexto da mostra, essa tradição é retomada em produções que, de alguma maneira, permitem leituras críticas às engrenagens do espetáculo, a proposta é, também, expandi-la.

     

    *Link para a programação completa: https://fcs.mg.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/PROGRAMACAO-AS-FACES-DA-SHOWGIRL_-DESEJO-E-RUINAS.pdf

  • Cinema Centro Cultural Unimed-BH Minas
    Cinema Centro Cultural Unimed-BH Minas
    Cinema - Centro Cultural Unimed-BH Minas

    As duas salas de cinema do Centro Cultural Unimed BH-Minas possuem equipamentos de última geração e conforto que proporcionarão para o amante da sétima arte verdadeiras experiências. Estas contam com 41 lugares cada, incluindo assentos acessíveis. Além disso, as salas têm revestimentos neutros e elegantes, em tons escuros, com o objetivo de reforçar a experiência de imersão no filme. 

    Projetado para oferecer acessibilidade plena, o Centro Cultural Unimed-BH Minas segue rigorosamente a norma NBR 9050/2004 da ABNT. Sua infraestrutura inclui rampas acessíveis, plataforma de acessibilidade, corrimãos, guarda-corpo, piso tátil e sinalização adequada nas escadas. O espaço dispõe ainda de banheiros acessíveis, adaptados para garantir conforto e autonomia, e de estacionamento com capacidade de 720 carros e vagas reservadas para pessoas com deficiência, idosos e autistas.

  • Foto de capa de divulgação para o filme "Amizade", no dia 12 de junho no cine humberto. No centro, foto de um homem e uma mulher com o cabelo tampando a cara enquanto usam óculos escuro
    Foto de capa de divulgação para o filme "Amizade", no dia 12 de junho no cine humberto. No centro, foto de um homem e uma mulher com o cabelo tampando a cara enquanto usam óculos escuro
    Cinema e Psicanálise: Amizade

    O projeto Cinema e Psicanálise realiza, no dia 12 de junho, às 19h, uma sessão dedicada ao filme Amizade (dirigido por Cao Guimarães), obra que transforma a memória afetiva em tema e matéria de cinema. Ao longo de mais de trinta anos, Cao reuniu imagens, gravações, cartas sonoras, fragmentos domésticos e pequenos acontecimentos compartilhados com amigos artistas, construindo um filme que parece nascer menos da vontade de narrar uma história do que do desejo de preservar a experiência da amizade.

    Cineasta e artista plástico nascido em Belo Horizonte, Cao Guimarães desenvolveu uma trajetória muito autêntica no cinema contemporâneo brasileiro, aproximando documentário, ensaio audiovisual e artes visuais. Em seus filmes, o olhar frequentemente se dirige ao que escapa à velocidade cotidiana: pequenos gestos, silêncios, estados de espera. Cao dá atenção ao mundo que normalmente atravessamos sem perceber.

    Em Amizade, esse interesse ganha uma dimensão ainda mais íntima. Inserida no contexto do Cinema e Psicanálise, a sessão propõe pensar a amizade como elemento de uma construção artística e humana. As imagens reunidas por Cao, inscrevem afetos do passado no presente – tratando, de certa forma, a memória como invenção, montagem e linguagem.

    Em tempos marcados pela aceleração e pelo isolamento, assistir a Amizade em comunidade talvez seja também uma forma de reinventar aquilo que o próprio filme celebra: o tempo vivido junto.

    Após a sessão, haverá debate com Luciana Brandão.