Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Cartaz do Cine Sesc Mostra com o título “Eco da Memória – Documentários Brasileiros”. Divulga o filme “Memórias de um Esclerosado”, com datas 08/02 às 18h e 22/02 às 15h. Ao lado, há a imagem de duas pessoas em um ambiente escuro, iluminado por uma luz central.
    Cartaz do Cine Sesc Mostra com o título “Eco da Memória – Documentários Brasileiros”. Divulga o filme “Memórias de um Esclerosado”, com datas 08/02 às 18h e 22/02 às 15h. Ao lado, há a imagem de duas pessoas em um ambiente escuro, iluminado por uma luz central.
    Cine Sesc: Mostra – Eco da Memória – Memórias de um Esclerosado

    A mostra Eco da Memória: Documentários Brasileiros traz quatro obras que capturam memórias como ecos que não se dissipam, salas de cinema que ainda sussurram histórias urbanas, amizades míticas que ressoam na identidade cultural, reflexões críticas que acompanham o fazer artístico e memórias pessoais que vibram apesar das fragilidades do corpo.

    Memórias de um Esclerosado

    Em Memórias de um Esclerosado, o cartunista Rafael Corrêa resolve documentar sua vida a partir do momento em que recebe o diagnóstico de esclerose múltipla em 2010. Contando sua história, ele relembra quando matou um sapo com suas próprias mãos durante a infância. Para ele, seria esse o karma da sua vida. O jeito rápido que a doença avança pelo seu corpo apressam as ideias de Rafael, que corre para deixar suas ideias registradas antes que perca todos os movimentos de seu corpo.

  • Cartaz em fundo bege com borda de filme. À esquerda, em letras vermelhas grandes, “Eco da Memória”. À direita, foto colorida de pessoas com fantasias e máscaras em uma rua. Abaixo, o título “Retratos Fantasmas”, com direção de Kléber Mendonça Filho, duração de 93 minutos, datas e horário das sessões.
    Cartaz em fundo bege com borda de filme. À esquerda, em letras vermelhas grandes, “Eco da Memória”. À direita, foto colorida de pessoas com fantasias e máscaras em uma rua. Abaixo, o título “Retratos Fantasmas”, com direção de Kléber Mendonça Filho, duração de 93 minutos, datas e horário das sessões.
    Cine Sesc: Mostra – Eco da Memória – Retratos Fantasma

    A mostra Eco da Memória: Documentários Brasileiros traz quatro obras que capturam memórias como ecos que não se dissipam, salas de cinema que ainda sussurram histórias urbanas, amizades míticas que ressoam na identidade cultural, reflexões críticas que acompanham o fazer artístico e memórias pessoais que vibram apesar das fragilidades do corpo.

    Retratos Fantasma

    Retratos Fantasmas é um documentário brasileiro dirigido por Kleber Mendonça Filho e ambientado no centro do Recife, durante o século XX. Ao longo de 1 hora e 33 minutos e reunindo imagens de arquivo, fotografias e registros em movimento, o filme busca explorar a história do centro da cidade, contada a partir das salas de cinema que movimentavam a população e ditavam comportamentos. Tendo levado 7 anos para a sua conclusão, o documentário marca o retorno de Kleber ao Festival de Cannes - após vencer o Prêmio do Júri, em 2019, com Bacurau. Tratando do desenvolvimento urbano acelerado, o filme segue o ponto de vista da janela da casa do diretor, onde morou por vários anos.

  • Poster do filme
    Poster do filme
    Cine SESC - O último Azul

    O cinema brasileiro de 2025 chega ao Cine Sesc com uma das imagens mais perturbadoras e necessárias que a ficção científica nacional produziu nos últimos anos. O Último Azul, de Gabriel Mascaro, abre a Mostra Brasil na Tela com uma distopia que, quanto mais se examina, menos distante parece da realidade.

    O filme imagina um Brasil em que o Estado implementa o exílio compulsório de idosos, removidos de suas casas e enviados a colônias habitacionais para que os jovens possam produzir sem o peso da velhice. É nesse cenário que Tereza, uma mulher de 77 anos vivida por Denise Weinberg, recebe sua convocação. Antes de se render ao destino imposto, ela decide realizar um último desejo e embarca sozinha pelos rios e afluentes da Amazônia, uma viagem que começa como despedida e termina de um modo que ela jamais poderia prever.

    Com roteiro assinado pelo próprio Mascaro em parceria com Tibério Azul e elenco que reúne Weinberg e Rodrigo Santoro, o filme equilibra a frieza da premissa distópica com a imensidão orgânica da paisagem amazônica, dois mundos que colidem para revelar algo profundamente humano sobre resistência, pertencimento e o direito de existir até o fim.

    Para o público de Belo Horizonte, O Último Azul chega como um convite ao desconforto produtivo que só o bom cinema é capaz de provocar. Em 86 minutos, Mascaro não apenas constrói uma ficção política instigante, mas lança perguntas que o espectador carregará consigo muito depois de sair da sala.