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  • Circuito Municipal de Cultura realiza programação especial de Carnaval em Belo Horizonte a partir de 1º de fevereiro

    “Circuito de Carnaval” acontece entre 1º e 25/2, com oficinas e apresentações artísticas; no dia 16/2, “Quinta no Raul” recebe a banda Chega o Rei e, no dia 5/3, “Música de Domingo” traz show de Aline Calixto para crianças

    “Em fevereiro, tem Carnaval”, eternizou Jorge Ben em “Fio Maravilha”. Com a chegada do segundo mês do ano, a folia momesca já começa a concentrar atenções, principalmente em cidades onde a festa é potente. É o caso de Belo Horizonte, que contou com 4,45 milhões de foliões em 2020 e hoje tem um dos maiores carnavais do país. Para engrandecer a agenda carnavalesca da capital mineira, o Circuito Municipal de Cultura realiza, a partir de fevereiro, uma programação especial e totalmente gratuita. De 1º a 25/2, o “Circuito de Carnaval” promove diversas ações descentralizadas, nos Centros Culturais Municipais, tais como oficinas, cortejos e apresentações artísticas, e nos teatros municipais. No dia 16/2, o “Quinta no Raul” se junta à programação para levar ao Teatro Raul Belém Machado o show da banda “Chega o Rei”, cujo repertório homenageia Roberto Carlos. Já na “ressaca” do Carnaval, dia 5/3, o projeto “Música de Domingo” celebra a folia no Teatro Francisco Nunes com a apresentação de “Pontinhos de Amor”, primeiro disco de Aline Calixto voltado ao público infantil, que mergulha no universo mitológico dos orixás e das entidades das religiões afro-brasileiras.

    Para Eliane Parreiras, Secretária Municipal de Cultura, animação é o que não vai faltar em Belo Horizonte no carnaval e, especialmente, no pré-carnaval. “A parceria entre a Secretaria Municipal de Cultura e a Belotur vai ampliar as atividades disponibilizadas ao público ao ocupar todas as regionais da cidade. Serão ações lúdicas e formativas, de forma descentralizada, garantindo a alegria para todos. Trata-se de uma política pública da Prefeitura que prepara a cidade para a celebração do carnaval, que atende a uma vasta cadeia produtiva em total sintonia e apoio aos blocos e demais personagens dessa grande festa", ressalta Eliane Parreiras.

    A presidente da Fundação Municipal de Cultura, Luciana Féres, destaca ainda o valor do carnaval dentro das ações de salvaguarda do patrimônio cultural e memória da cidade. "É importante ressaltar que também a memória das festas populares estão no foco da Prefeitura com a realização dos inventários, ainda em 2023, dos Samba e do Carnaval de Belo Horizonte, além da exposição “Cinejornais em Belo Horizonte”, no Museu da Imagem e do Som”, afirma Luciana Féres.

    Mais informações sobre a programação podem ser encontradas nas redes e no site do Circuito Municipal de Cultura, que é realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Instituto Odeon.

    Carnaval nos Centros Culturais

    O “Circuito de Carnaval” começa nos dias 1º e 2 de fevereiro, quarta e quinta-feira, com a “Oficina de Adereços e Estandartes”. Ministrada pelo pesquisador, arte educador e multiartista Vinícius Moreira, a atividade formativa acontece no Centro Cultural Vila Marçola, às 14h, enfocando a criação de adereços carnavalescos e, principalmente, de estandartes de blocos. Símbolo usado na linha de frente em diversas manifestações da cultura popular brasileira - como nas escolas de samba, reisados, folias e maracatus -, o estandarte é uma espécie de bandeira que abre e protege os caminhos do Carnaval. Na oficina, serão trabalhadas técnicas mistas, como colagem, acabamento, fitas, pintura, preenchimento, tamanhos, desenhos combinados em diversos tipos de materiais, lantejoulas e miçangas. O processo criativo se vale da matéria prima natural disponível no local, como terra, mato, sementes, garrafas, plásticos e outras reutilizações e recriações.

    A “Oficina de Adereços e Estandartes” se estende, ainda, para outros dias e locais, desta vez acompanhada e orientada pelo artista visual e professor Wesllen Neiva. Tendo como substância simbólica de produção o imaginário, a memória afetiva e as experiências do Carnaval, a atividade segue a proposta anterior . Nesta segunda etapa, a oficina acontece nos dias 8 e 10 de fevereiro, quarta e sexta-feira, às 14h, no Centro Cultural da Pampulha; nos dias 9 e 11, quinta-feira e sábado, às 14h, no Centro Cultural Bairro das Indústrias; nos dias 14 e 15, terça e quarta-feira, no Centro Cultural Liberalino Alves de Oliveira, às 9h, e no Centro Cultural Jardim Guanabara, às 14h; e nos dias 16 e 17, quinta e sexta-feira, respectivamente às 14h e às 9h, no Centro Cultural Vila Fátima. Em ambas as etapas, a oficina é gratuita, aberta ao público, com duração de quatro horas por dia.

    Seguindo a programação, no dia 4, sábado, o “Circuito de Carnaval” promove a oficina de ação contínua "Roda do Aprendiz", ministrada pelo professor, compositor e arranjador Weider Aléf. No Centro Cultural Padre Eustáquio, às 13h, os participantes da oficina de iniciação ao choro, que acontece no espaço desde 2022, vão refletir sobre a vivência da música brasileira e a troca de experiências entre músicos iniciantes e profissionais propiciada pela iniciativa. Às 14h, será apresentado o “Bloco do Aprendiz”, roda aberta de choro articulada a partir da oficina, cujo repertório engloba clássicos do gênero como “Carinhoso”, de Pixinguinha, e marchinhas antigas de Carnaval, como “Saca Rolha” e “Turma do Funil”. A ação é gratuita e tem duração de duas horas.

    No sábado seguinte, dia 11, às 10h, a comunidade do Centro Cultural Usina de Cultura recebe a apresentação “Curimba do Sagrado ao Cotidiano”, do artista Obaoyo. Arte criador, percussionista, professor e ogã há mais de trinta anos, Obayo se apresenta junto a participantes do grupo “Olubatá Percussão Étnica”, criado por ele em 2008 com a proposta de trabalhar a linguagem percussiva étnica, principalmente dos ritmos afro-brasileiros como o samba de roda. No mesmo dia, às 18h30, no Centro Cultural Lindeia Regina, acontece a “Oficina e Cortejo do Pena de Pavão de Krishna”, bloco carnavalesco que desfila em BH desde 2013, tocando canções inspiradas pelo afoxé. A oficina propõe um estudo do universo percussivo do bloco, que passa por ritmos como ijexá, baião, samba-reggae, entre outros. Ao final, serão aplicados de forma prática instrumentos usados pelo bloco, num cortejo no entorno do Centro Cultural Lindeia Regina. A ação é gratuita e dura duas horas.

    Ministrada pela bailarina, professora e Rainha de Bateria no Carnaval de BH, Aline Caldeira, a oficina “Aula de samba no pé com a Rainha de Bateria” dá sequência à programação no dia 13, segunda-feira. A atividade acontece às 9h30, no Centro Cultural Jardim Guanabara,  e tem como objetivo ensinar as diferentes formas de sambar, destacando o protagonismo feminino e mostrando de forma clara o desenvolvimento de uma coreografia por meio de passos de samba e da aplicação da técnica em projetos artísticos. Na oficina, Aline Caldeira também aborda conceitos básicos e históricos sobre o samba na cidade. No dia 15, quarta, o evento traz outra ação formativa: a “Oficina de Pandeiro Batucar, se perder, se encontrar”, coordenada pelo artista, arte educador, agente cultural, ator e músico Carlos Felipe. Às 14h, no Centro Cultural Liberalino Alves de Oliveira, os participantes aprenderão conceitos básicos do instrumento por meio da percepção de ritmo através do corpo, em dinâmicas e exercícios que colaboram com a aprendizagem musical e sua aplicação individual e grupal. Serão ofertadas 20 vagas para a oficina, que tem duração de 90 minutos.

    No dia 16, quinta-feira, às 9h30, a “Bateria Show Som Brasil” apresenta seu show percussivo no Centro Cultural Jardim Guanabara. Com dez percussionistas, um cavaquinista e um cantor, o grupo traz um repertório eclético, que passa por diversos ritmos e gêneros musicais, numa apresentação cheia de brasilidade, diversidade e animação. Outras duas apresentações musicais recheiam a programação no dia 17, sexta-feira. Às 14h, no Centro Cultural Zilah Spósito, o show “Trio Baticum - Brasilidades” enfoca a potência da música brasileira numa pulsação rítmica formada por batuques, flauta e violão, que traz a força do maracatu, a energia do frevo, a nostalgia do axé 90’s, entre outros ritmos. Às 15h, no Centro Cultural Vila Fátima, quem se apresenta é o “Bloco Vejo Flores em Você”. Com regência da percussionista Nete Barros e da cantora Angela Franco, o grupo percussivo formado por moradores de Venda Nova traz um repertório multi-rítmico, com canções autorais e de domínio público que abrangem temas como a natureza, o respeito e a alegria. A bateria é formada por tambores, alfaias, pandeiros, caixas, agogôs e tamborins.

    Ainda no dia 17, sexta-feira, às 14h30, o Centro Cultural São Bernardo será palco do Grupo das Rosas do São Bernardo, que traz o show “Café com Lorota Itinerante”. Formado por cinco senhoras, residentes da Região Norte de BH, o grupo busca resgatar e reforçar, por meio de diversas linguagens artísticas, as variadas manifestações culturais brasileiras. Com dança, canto, artesanato e declamações de poesias, o show traz histórias que tratam questões sociais e do cotidiano, como a inclusão do idoso na sociedade. Também no dia 17, às 15h, o Centro Cultural Salgado Filho recebe o espetáculo “Brincando com os animais”, do Circo Marimbondo Show, grupo criado pela cantora Bianca Luar. A apresentação é baseada em canções, brincadeiras e nas diversas possibilidades de sons e estímulos que os animais podem oferecer ao corpo, se valendo do repertório do Clube da Esquina e de personagens da música infantil - tudo em ritmo de marchinhas de Carnaval.

    Fechando a programação do “Circuito de Carnaval”, o Bloco Fúnebre apresenta o show “Bloco Fúnebre - Dez anos enterrando as tristezas e ressuscitando a alegria”. Às 15h, no Centro Cultural Vila Marçola, o bloco criado em 2013 celebra sua primeira década de história num show carnavalesco que conta tanto com músicas do início do século como sucessos atuais, resgatando a música popular brasileira e os ritmos de origem africana. A apresentação mistura os formatos bloco e banda, levando ao palco mais de 60 instrumentistas.

    “Quinta no Raul” e “Música de Domingo”

    O projeto “Quinta no Raul” entra no clima da folia e soma esforços à programação carnavalesca do Circuito Municipal de Cultura. No dia 16/2, quinta-feira, às 20h, o Teatro Raul Belém Machado abre alas para a banda do bloco “Chega o Rei”, cujo repertório homenageia Roberto Carlos. Formado em 2018, o bloco leva  para a folia canções do “Rei” com arranjos carnavalescos, que passeiam por ritmos da cultura popular como marchinha, ijexá, samba-reggae, maracatu, congo e ciranda. Em formato banda, o Chega o Rei apresenta ao público clássicos de Roberto Carlos revisitados nos mínimos detalhes, promovendo uma verdadeira “festa de arromba, regada a muitas emoções”. 

    Marcando presença na “ressaca” do Carnaval, o projeto “Música de Domingo” recebe, no dia 5/3, às 11h, o show do álbum “Pontinhos de Amor”, da cantora e compositora Aline Calixto. Em seu primeiro trabalho voltado ao público infantil, a sambista convida pequenos e grandes ouvintes a mergulharem no universo mitológico das divindades e entidades encontradas na cultura afro-religiosa-brasileira. Para conduzir esse passeio ao mundo dos orixás, a cantora convidou dois erês (crianças) muito serelepes - Geninha e Francisco, feitos exclusivamente pelo grupo Giramundo -, que ajudam na missão de transportar as crianças para uma verdadeira “Festa No Aiyê (Terra)”.

    SERVIÇO | CIRCUITO MUNICIPAL DE CULTURA

    “Circuito de Carnaval”
    Quando. De 1º a 25 de fevereiro
    Onde. Ações nos Centros Culturais Vila Marçola, Pampulha, Bairro das Indústrias,
    Liberalino Alves de Oliveira, Jardim Guanabara, Vila Fátima, Padre Eustáquio, Usina de Cultura, Lindeia Regina, Zilah Spósito, São Bernardo,Salgado Filho
    Quanto. Atividades gratuitas e abertas ao público
    Mais. Veja a programação completa neste link

    “Quinta no Raul” | Banda Chega o Rei - Roberto Carlos em ritmo de Carnaval
    Quando. Dia 16 fevereiro, quinta-feira, às 20h
    Onde. Teatro Raul Belém Machado (Rua Jauá, 80 - Alípio de Melo)
    Quanto. Gratuito

    “Música de Domingo” | Aline Calixto apresenta “Pontinhos de Amor”
    Quando. Dia 5 de março, domingo, às 11h
    Onde. Teatro Francisco Nunes - Parque Municipal Américo Renné Giannetti (Av. Afonso Pena, s/n - Centro)
    Quanto. Gratuito

  • Circuito Municipal de Cultura realiza programação especial em BH para celebrar o Dia Nacional das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé

    Promovido junto à RUM (Reunião Umbandista Mineira), à Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente e à Casa Pai Francisco de Angola e Mãe Maria Conga, evento “Zumbi e Dandara Vivem em Nós” acontece no dia 21 de março, terça-feira, com ato público e apresentações artísticas

    Neste ano, o Brasil celebra pela primeira vez o Dia Nacional das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações de Candomblé, instituído pela Lei 14.519. Em consonância com o Dia Internacional Contra a Discriminação Racial, da Organização das Nações Unidas (ONU), a data foi definida como 21 de março - quando o Circuito Municipal de Cultura realiza o evento “Zumbi e Dandara Vivem em Nós”, fruto da parceria com a RUM (Reunião Umbandista de Minas Gerais), a Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente e a Casa Pai Francisco de Angola e Mãe Maria Conga. Gratuita e aberta ao público, a iniciativa acontece a partir das 19h, em frente ao monumento à Zumbi, no bairro Santa Efigênia, com ato público e apresentações artísticas. Mais informações estão disponíveis nas redes e no site do Circuito Municipal de Cultura, que é realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura e da Secretaria Municipal de Cultura, em parceria com o Instituto Odeon.

    Diretor da RUM e zelador da Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente, Pai Ricardo defende que o evento soma esforços à luta por respeito às religiões de matriz africana no Brasil. "É importantíssimo ocupar esse espaço, não só no papel, mas também de forma física.  São alguns avanços mínimos, mas que não podemos deixar de pontuar, de absorver, de tomar posse deles”, afirma o sacerdote. "Estaremos lá com nossos corpos, com nossos atabaques, com nossas contas, com nossos guias. É a força da nossa subjetividade, do nosso axé, que vêm nos refazendo nesta diáspora, nos mantendo firmes para seguir na luta. Afinal, ainda estamos no campo de batalha por um Brasil mais justo e igualitário", completa.

    A Secretária Municipal de Cultura, Eliane Parreiras, ressalta a importância da comemoração. “As políticas públicas da Prefeitura de Belo Horizonte, implementadas por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, têm como diretrizes básicas a formação cultural, a universalização do acesso à arte, à cultura e à diversidade cultural e étnico-racial. Celebrar  o Dia Nacional das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações de Candomblé e o Dia Internacional contra a Discriminação Racial. Nesta data comemorativa,  reforça a importância de salvaguardar as tradições de raiz africana na cidade e no país, fomentando as diversas manifestações culturais e artísticas que definem a identidade afro-brasileira”, afirma.

    Luciana Féres, Presidente da Fundação Municipal de Cultura, também celebra a programação especial. “O evento “Zumbi e Dandara Vivem em nós”, realizada no Monumento Liberdade e Resistência, junto com parceiros e composta  por Ritos Tradicionais, Cortejo Babadan Banda de Rua e Roda de Capoeira Camará, as edições especiais do Terça da Dança com a série Danças Negras,  e a exibição comentada do filme “A Rainha Nzinga Chegou” vão compor esse momento especial de celebração e afirmação da cultura afro-brasileira”, ressalta.

    :::PROGRAMAÇÃO:::

    O evento “Zumbi e Dandara Vivem em Nós” acontece na terça-feira, 21 de março, em frente ao monumento “Liberdade e Resistência”, que fica localizado na Avenida Brasil, no bairro Santa Efigênia. Criada pelo artista plástico Jorge dos Anjos, a escultura foi inaugurada em 1995, na ocasião do tricentenário de Zumbi dos Palmares, simbolizando as raízes da luta negra no país. Quem abre a programação, às 19h, é a “Roda de Capoeira” do Grupo Internacional Oficina da Capoeira, fundado em 1996 e coordenado por Mestre Ray.  A roda apresenta ao público os elementos que compõem a capoeira, fortalecendo os laços identitários da cultura afro-brasileira e mantendo viva uma das manifestações populares mais icônicas do Brasil. Na sequência, representantes de casas de candomblé da cidade protagonizam o “Ato 21 de Março”, que chama atenção para a defesa das religiões de matriz africana. A ação contará com saudações ancestrais, defumação e ritual de pemba, cantos para os orixás Ogum e Nanã e reinados em África.

    Quem fecha a noite no monumento “Liberdade e Resistência” é o Babadan Banda de Rua, cuja proposta musical integra elementos do Congado, do Candomblé e das bandas marciais de Minas Gerais. Criado em 2018, o grupo traz um repertório predominantemente instrumental, com ênfase em músicas autorais e releituras com arranjos próprios. As influências musicais do Babadan perpassam ritmos afro-mineiros, toques sagrados do Candomblé, samba, afrobeat, afro-cubano, jazz, funk, soul, entre outros. Com a missão de exaltar a sonoridade afro-mineira e reforçar a necessidade da reconexão com a ancestralidade, o grupo (que também desfila como bloco no Carnaval) é guiado pelos instrumentos de sopro, que se apoiam numa base percussiva formada por instrumentos como atabaques, djembes, caixas de Reinado, patangomes, gungas e reco-recos.

    Esta atividade integra a programação da Rede de Identidades Culturais, em comemoração aos 20 anos da Lei 10.639/03, alterada pela Lei 11.645/08, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena na Educação Básica.

    Cinema e dança

    O Circuito Municipal de Cultura traz, também  na terça-feira, outras atividades que integram as comemorações do Dia Nacional das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações de Candomblé. Às 19h, no Cine Santa Tereza, acontece a sessão comentada do filme “A Rainha Nzinga Chegou” (2019), com a presença da diretora Júnia Torres, que integra a “IV Mostra Diálogos Pela Equidade”. O documentário apresenta três gerações de rainhas da Guarda de Moçambique e Congo Treze de Maio de Nossa Senhora do Rosário, em Belo Horizonte, e é co-dirigido por Isabel Casimira Gasparino, falecida em 2015. Conhecida como Dona Isabel, ela foi Rainha Conga do Reinado Treze de Maio durante 31 anos e, por mais de duas décadas, Rainha Conga de Minas Gerais. A exibição tem ingressos gratuitos, que podem ser retirados on-line pelo site da Sympla ou na bilheteria do cinema, 30 minutos antes da sessão.

    Já o projeto Terça da Dança leva ao Teatro Marília, também às 19h, duas cenas que fazem parte do especial “Danças Negras”. Primeiro, o público confere a criação “De Onde Brota a Cor”, idealizada e interpretada pela bailarina Naluh Ribeiro, com direção da coreógrafa Luísa Machala. O trabalho é inspirado nas memórias das avós e avôs de Naluh e Luísa, bem como nas histórias contadas por eles e por suas mães. Mulheres pretas, as artistas perceberam durante o processo muita proximidade entre suas narrativas individuais, mesmo sendo de famílias diferentes. Vencedora da “Mostra de Jovens Coreógrafos - SPOILER” (2022), a cena foi costurada pela troca de memórias, gestos, sonoridades e objetos.

    Na sequência, Flavi Lopes apresenta “Ensaio Para as Almas”, experimento de dança contemporânea que mescla linguagens e pensamentos. Baseado na exploração do corpo feminino na sociedade de consumo, o solo alia a presença do corpo físico da dançarina, sua sensualidade e sua relação com o corpo aniquilado. A criação reencena o diálogo com a morte em várias instâncias: seja nos restos mortais do ente querido, na negação da completude do corpo ou na redenção espiritual e psicológica diante das perdas. As duas cenas serão reapresentadas no dia 24 de março, sexta-feira, às 19h, no Centro Cultural Pampulha, com acesso gratuito e aberto ao público. Para as apresentações do Terça da Dança no Teatro Marília é preciso retirar gratuitamente ingressos pelo site da Sympla.

    SERVIÇO | CIRCUITO MUNICIPAL DE CULTURA
    Ato 21 de Março - “Zumbi e Dandara Vivem em Nós”
    Quando. Dia 21 de março, terça-feira, a partir das 19h
    Onde. Monumento Liberdade e Resistência (Avenida Brasil, 41 - Santa Efigênia)
    Quanto. Acesso gratuito e aberto ao público
    Mais. Acesse a programação completa neste link

    “IV Mostra Diálogos Pela Equidade” | Sessão comentada do filme “A Rainha Nzinga Chegou” (2019), com a diretora Júnia Torres
    Quando. Dia 21 de março, terça-feira, às 19h
    Onde. Cine Santa Tereza (Rua Estrela do Sul, 89 - Santa Tereza)
    Quanto. Os ingressos são gratuitos e devem ser retirados pela Sympla.

    Terça da Dança: “Danças Negras” | Cenas “De Onde Brota a Cor” e “Ensaio Para as Almas”
    Quando. Dia 21 de março, terça-feira, às 18h
    Onde. Teatro Marília (Avenida Alfredo Balena, 586 - Santa Efigênia)
    Quanto. Os ingressos são gratuitos e devem ser retirados pela Sympla
    Mais. As cenas serão reapresentadas no dia 24 de março, sexta-feira, às 19h, no Centro Cultural Pampulha (Rua Expedicionário Paulo de Souza,185 - Itatiaia). O acesso é gratuito e aberto ao público.

  • Circuito Municipal de Cultura retoma ações presenciais de música, cinema e dança

    O Circuito Municipal de Cultura anuncia a retomada de suas ações presenciais a partir da segunda quinzena de setembro, oferecendo uma programação gratuita, diversa e de qualidade. Nesta retomada, destaque para atrações nas áreas da música, do cinema e da dança. Dessa maneira, a programação do Circuito assume um caráter híbrido, oferecendo tanto opções presenciais quanto virtuais.  

    Projeto realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Centro de Intercâmbio e Referência Cultural (CIRC), o Circuito está atualmente em sua 2ª edição, com programação contínua que pode ser acompanhada pelo site circuitomunicipaldecultura.com.br

    Os espaços municipais que irão receber as atividades seguirão todos os protocolos de prevenção ao contágio pelo Coronavírus determinados pela Prefeitura, incluindo a bilheteria eletrônica, o uso de máscaras em todas as dependências e a limitação de público, entre outras medidas. Os ingressos devem ser adquiridos de forma on-line, por meio de bilheteria eletrônica

    De acordo com Aline Vila Real, diretora de Promoção das Artes da Fundação Municipal de Cultura, a vocação plural do projeto fica ainda mais fortalecida. "O Circuito Municipal de Cultura segue realizando suas ações, acompanhando a dinâmica da cidade e fortalecendo a produção cultural realizada em Belo Horizonte. A programação é plural tanto na oferta de linguagens artísticas, nos protagonismos em cena e agora também nos formatos presencial, virtual e híbrido". 

    Circuito Cine Santê 

    A programação especial começa com o projeto Circuito Cine Santê, uma realização do Cine Santa Tereza em parceria com o Circuito Municipal de Cultura que tem como foco, especialmente, a produção cinematográfica contemporânea, visando lançar luz sobre filmes recentes e realizadores que têm se destacado no cenário nacional e internacional. O projeto visa trazer uma programação atenta à diversidade de temas, e à pluralidade de vozes, narrativas e perspectivas, valorizando o cinema feminino, negro, indígena, LGBTQIA+ e tantos outros que destacam por sua força estética e política.  

    Na estreia do projeto, dia 15 de setembro, às 19h, acontece a exibição do longa-metragem “Kevin”, da produtora Embaúbas e dirigido por Joana Oliveira. O filme mostra o reencontro de Joana e Kevin. É a primeira vez que Joana, uma brasileira, visita sua amiga Kevin na Uganda. Elas se tornaram amigas há 20 anos quando estudaram juntas na Alemanha e faz muito tempo que não se veem. A partir desse encontro, o filme tece a fina trama que é uma conversa entre duas amigas: as histórias do passado, os desejos, os caminhos trilhados, os diferentes modos de encarar a matéria do vivido e um elo de amor e sororidade que resiste à distância e ao tempo. 

    Na sexta, dia 17, ainda como parte do Cine Santê, acontece um debate com as realizadoras do filme Joana Oliveira, Clarissa Campolina, Luana Melgaço, e com mediação de Vanessa Santos. A ação poderá ser acompanhada pelo YouTube da Fundação Municipal de Cultura (youtube.com.br/fmcbh).  

    Em outubro, no dia 13, às 19h, acontece a exibição do filme “Voltei!”, de Ary Rosa e Glenda Nicácio.  Na obra, as irmãs Alayr e Sabrina estão ouvindo no radinho de pilha o julgamento que pode mudar os rumos de um país “sem energia”. Elas são surpreendidas por Fátima, a irmã que volta dos mortos para confraternizar nessa noite histórica. 

     

    Música de Domingo 

    Intrinsecamente conectado à história de Belo Horizonte, o Música de Domingo está de volta à programação da cidade. Nascido na década de 1950, o Música de Domingo surgiu com a proposta de fomentar e difundir a música de orquestra e de câmara e, a partir de 1990, passou a ser realizado no Teatro Francisco Nunes, onde a programação seguiu ininterrupta até 2009. Foi retomado em 2019 e, com a pandemia do Coronavírus, teve suas atividades interrompidas. 

    O projeto retorna agora com uma programação musical quinzenal, sempre nas tardes de domingo, em formato presencial, apresentando as mais variadas facetas da música instrumental. Nesta edição, através do Circuito Municipal de Cultura, o evento será itinerante, realizando um tour por alguns teatros da cidade. 

    Na estreia, no dia 26, às 16h, o Assanhado Quarteto faz show de lançamento do 2° disco do grupo, “Jararaca”, ao vivo no Grande Theatro Unimed-BH do Cine Theatro Brasil Vallourec. A apresentação conta com participação de Carol Panesi, musicista que participou do disco, residente em São Paulo. Especialmente nesta estreia, o show terá também exibição on-line ao vivo, pelo YouTube da Fundação e pelo site do Circuito. 

    O Assanhado Quarteto surgiu a partir de uma proposta coletiva de execução do repertório de choro com uma formação um tanto inusitada, utilizando instrumentos como o baixo-acústico, a bateria, a guitarra e o vibrafone - somados ao violão de sete cordas e cavaquinho, já comuns ao gênero. Com 10 anos de atuação, camaradagens e um disco lançado (“Feira”, 2015), o som diverso do Assanhado é uma referência para o choro feito em Minas Gerais, tendo o grupo se apresentado em diversas cidades do Brasil e do mundo (Lisboa, Porto, Paris, Melbourne e Sydney) e recebido alguns dos mais importantes prêmios destinados à música instrumental no país. 

    Quinze dias depois, 11 de outubro, também às 16h, quem sobe ao palco do Teatro Feluma é o multi-instrumentista Acauã Ranne (BH). Ele convida Titane (MG) para a apresentação do show “Septeto”, no qual apresenta uma musicalidade única que mescla os cânticos sagrados do candomblé com as sofisticadas harmonias do jazz, o swing do samba e a introspecção dos vissungos e reinados. Por meio de seu show “Septeto”, o artista busca reforçar que é possível popularizar a naturalizar a força e a presença da diáspora em todos os campos e manifestações artísticas. 

    No dia 24, o Teatro Bradesco recebe o show do novo disco do compositor, arranjador e instrumentista Rafael Martini, “Vórtice”, com participação de Ceumar (MG).  

    Neste trabalho, o compositor, arranjador e instrumentista aborda os pontos de encontro entre diferentes universos e desvela sincronias entre mundos aparentemente paralelos. O álbum traz músicas próprias que dialogam com o jazz contemporâneo na apresentação de temas com forte assinatura e apontam para uma polifonia intrincada nos arranjos, onde os universos do rock e da música eletrônica são grandes turbinas abastecidas com uma base firme na música instrumental brasileira. 

    Mostra Corpo-Imagem-Movimento 

    A mostra Corpo-Imagem-Movimento integra o Programa de residências artísticas CRDançaBH, lançado neste mês, que tem como foco a criação e a pesquisa nas áreas de artes cênicas e audiovisual. A atividade é uma construção conjunta entre o Centro de Referência da Dança de Belo Horizonte e o Cine Santa Tereza, realizada dentro da Programação do Circuito Municipal de Cultura, e conta com a parceria do Goethe-Institute. 

    A mostra traz uma seleção de filmes que se aproximam a partir das relações que estabelecem entre corpo, imagem,  território, identidade, deslocamento e experimentação. Todas as sessões serão realizadas no Cine Santa Tereza, sempre às 19h. 

    Abrindo a programação, acontece no dia 1º de outubro a exibição de “Um Filme de Dança” (2013), da cineasta e coreógrafa Carmem Luz, que retrata o cenário da dança no Brasil, atento especialmente a presença do corpo negro nesse universo artístico. A produção também será exibida no dia 9 de outubro.  

    Na sequência, dia 2, será exibido “A Cambonagem e o Incêndio Inevitável”(2021), de Castiel Vitorino Brasileiro. O filme evoca, por meio da expressão dos corpos femininos,  identidade, memória e ancestralidade.  A produção será exibida novamente no dia 7 de outubro.  

    A terceira sessão da mostra,  no dia 3 de outubro, reúne as produções “República” (2020), da atriz e cineasta Grace Passô;  “Pattaki” (2019), dirigido por Everlane Moraes, e “Negrume” (2018), de Diego Paulino. As três produções formam uma tríade cujas performances nos transportam para outras realidades possíveis, entre sonhos xamânicos, planetas distantes e inundações. No dia 8 de outubro, as três obras voltam a ser exibidas.  

    Encerrando a mostra, no dia 6 a sessão reúne “Lambada Estranha” (2020), dirigido por Luisa Marques e Darks Miranda, “Intervenção Jah” (2019), dirigido por Daniel Santos, com co-direção e roteiro de Welket Bungué, e “Swinguerra” (2019), de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca. Nesses trabalhos, os corpos se arriscam por diferentes espaços e investigações. Todos podem ser vistos novamente no dia 10. 

    No dia 8, às 20h30, ainda como parte da programação da mostra, será realizado um debate on-line com a participação de Grace Passô, Carmem Luz e Everlane Moraes. A conversa terá mediação do realizador e pesquisador Breno Henrique e poderá ser acompanhada pelo YouTube da Fundação Municipal de Cultura.