Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Curta-metragem: “Jornada ao Trabalho” - Memorial vale

    Fotografia, dança, curta-metragens, teatro e performances.

    A primeira quinzena de setembro no Memorial Vale traz espetáculos e apresentações que propõem reflexões sobre o cotidiano e sobre os desafios enfrentados pelas pessoas no processo de superação da pandemia.

    As atrações foram selecionadas pelas Convocatórias de Programação do Memorial Vale 2021 e continuam online, seguindo o planejamento do #MemorialValeEmCasa, feitas pelo Youtube, nas redes sociais do espaço (facebook e instagram) e no site.

    As transmissões feitas pelo Youtube ficam disponíveis permanentemente no canal do Memorial.

    09/09 – “JORNADA AO TRABALHO”, COM BRUNA SCHELB CORRÊA

    No dia 9 de setembro, às 19h30, a cineasta Bruna Schelb Corrêa apresenta o curta-metragem “Jornada ao Trabalho”.

    O filme é uma narrativa híbrida entre o documentário e a ficção. Traz a voz de um trabalhador que representa tantos outros brasileiros que tiveram suas jornadas de trabalho transformadas na jornada do herói.

    Entre o medo e a obrigação, o trabalhador se prepara para “ir à luta”, que antes já apresentava muitos obstáculos.

    Emerge agora um outro problema a enfrentar: o vírus.

    A produção foi selecionada pela Convocatória de Programação do Memorial Vale 2021 e integra o projeto “Mostra de Filmes - Contemporâneo” do Memorial.

    A trilha sonora que constrói a tensão do filme é uma composição de Mateus Alves, compositor pernambucano de grande importância no cinema nacional contemporâneo, tendo já criado trilhas para filmes como Bacurau e Aquarius.

    O filme foi idealizado, escrito e realizado por Bruna Schelb Corrêa em regime completo de isolamento social no ano de 2020.

    Nascida em Cataguases - MG, Bruna Schelb Corrêa atua majoritariamente como diretora e roteirista, atrelando pesquisas de narrativa e estudos de história da arte com a atividade audiovisual.

    Possui pesquisa com enfoque em roteiro, técnicas criativas dadaístas e surrealistas, direção e produção independente no Brasil.

    Diretora e roteirista de mais de dez curta-metragens, entre eles o regionalmente premiado "O vampiro da ocupação".

    Recebeu até agora, 12 prêmios técnicos e de melhor filme por júris popular e técnico. Sócio-fundadora da produtora audiovisual cataguasense Filmes do Mato.

  • Curta-metragem: “Lena”
    Curta-metragem: “Lena”
    Curta-metragem: “Lena”

    O Complexo Cultural Funarte MG, exibe, no dia 2 de julho de 2025, às 20h, o curta “Lena”, que tem como protagonista a atriz Lorena Jamarino e como roteirista e diretor Ruy Jobim Neto. Após a exibição, haverá uma roda de conversa com a equipe. Os ingressos são gratuitos e podem ser retirados pelo sympla. O projeto foi motivado pelo desejo e necessidade urgente de se falar sobre a realidade das garotas de programa, de quebrar paradigmas e eliminar estereótipos em torno das trabalhadoras sexuais. O primeiro passo foi a vivência laboratorial dentro dos prostíbulos de Belo Horizonte. 

    A equipe observou o cotidiano das profissionais do sexo, trocou experiências e colheu depoimentos, de maneira a dar voz a essas mulheres constantemente silenciadas no seu dia a dia. Após o laboratório realizado pela atriz e produtora Lorena Jamarino, o roteirista e diretor, Ruy Jobim Neto trabalhou no material laboratorial da atriz e produziu o roteiro. E assim, gravaram o filme. Lorena Jamarino é formada pela UFMG e mestra pela UFOP. Com mais de trinta anos de carreira, possui em sua trajetória artística mais de trinta trabalhos profissionais em teatro e oito trabalhos no áudio visual, experiência que começou em 2010. Já o roteirista e diretor Ruy Jobim Neto tem quarenta anos de jornada artística, com mais de cinquenta trabalhos profissionais, entre eles peças de teatro, roteiros, direção, atuação e cartuns. Lena é um curta metragem que aborda questões pertinentes sobre a vida das garotas de programa e provoca reflexões importantes sobre o sexo, com intuito principal de desconstruir os estigmas e preconceitos profundamente enraizados na sociedade. 

    O curta metragem conta a história de uma garota de programa que batalha para ter uma vida digna, pagar contas e ser feliz, como todas as mulheres que lutam para cuidar da casa, dos filhos e ainda tentar cuidar de si mesmas e se divertirem. O sonho de Lena é ter sua filha de volta, poder conviver com ela, cuidar, amar, ser mãe. O filme passeia entre a realidade e a ficção; a trama se desenvolve entre a história fictícia de Lena e a realidade vista através de depoimentos reais das trabalhadoras do sexo.

  • Curta-metragem “Válvula” - Grupo Miserável
    Curta-metragem “Válvula” - Grupo Miserável
    Curta-metragem “Válvula” - Grupo Miserável

    Quando a diretora Amora Tito e o elenco do Grupo Miserável fizeram a temporada de estreia de “Sirene”, primeira montagem do coletivo, no Palácio das Artes, as artistas e o mundo ao redor ainda não tinham a dimensão de como a pandemia do Covid-19 afetaria nossas vidas.

    A peça foi a última experiência do grupo nos palcos, já que desde aquela semana em março de 2020, as medidas de isolamento social adiaram por tempo indeterminado o encontro com o público nas salas de teatro.

    1 ano depois, o coletivo artístico formado por Bruno Pimenta, Esdras Chiarelli, Giuli Paz e Ivo Ivo Ivo, lança “Válvula”, curta-metragem que aproxima as pesquisas do Miserável com a linguagem do cinema.

    O filme, criado durante os últimos meses da pandemia, tem como referência as cenas-curtas e novelas de Samuel Beckett, um dos principais dramaturgos do século XX, continuando a pesquisa de linguagem do Grupo Miserável junto à diretora Amora Tito, que investiga o realismo fantástico e as dramaturgias contemporâneas.

    A quietude das cenas do dramaturgo irlandês mais a junção do teatro com a linguagem audiovisual são explorados no curta, a fim de desenvolver uma obra que dilate em cena as formas como nossos corpos foram afetados pelo distanciamento e o convívio online.

    O roteiro, que fala sobre intimidade, silêncio, fragilidade, tempo e solidão, é inspirado pelas vivências e reflexões do elenco no último ano e as gravações foram feitas separadamente por cada artista em sua casa, em diálogo pela internet com Amora e Eletromago, que assina a trilha sonora, e a fase seguinte de edição e finalização.

    O processo foi desenvolvido de forma colaborativa e resultou em diversas novas experiências do grupo e das artistas parceiras.

    Diferentemente do trabalho nos palcos, elenco e diretora exploraram as especificidades da linguagem audiovisual, como posicionamento de câmera, fotografia, edição, captação de som e trilha sonora, e o próprio registro de atuação no cinema, pra dar vida à nova criação.

    A proposta também inclui o experimento de uma trilha sonora original como busca por uma potência de camadas e expansão de sensações. “Válvula” fica em cartaz de 15 de abril a 18 de abril no canal do YouTube do Grupo Miserável, com sessões gratuitas sempre às 20h.

    Na apresentação de estreia do filme, haverá uma partilha e conversa sobre o processo de criação do curta-metragem.