Dança do Ventre
Aula de dança do ventre com a professora Eva Maria.
Classificação: Livre
Para se inscrever entre em contato com o centro cultural no telefone ou e-mail indicados.

Aula de dança do ventre com a professora Eva Maria.
Classificação: Livre
Para se inscrever entre em contato com o centro cultural no telefone ou e-mail indicados.
Fomentar a criação, a pesquisa e a produção em dança. Com essa premissa, nasce a Residência Artística CRDançaBH 1ª Edição, que irá selecionar seis propostas para uma imersão criativa. As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas até 8 de setembro. A atividade é uma construção conjunta entre o Centro de Referência da Dança de Belo Horizonte e o Cine Santa Tereza, realizada dentro da Programação do Circuito Municipal de Cultura. A ação conta com a parceria do Goethe-Institut. O Circuito é realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Centro de Intercâmbio e Referência Cultural (CIRC).
A residência se apresenta como um espaço de interlocução e criação coletiva, em regime de imersão, de maneira virtual, durante um período de três meses, tendo como foco artistas da área de dança. Nesta primeira edição, intitulada “Corpo-Imagem-Movimento”, será evidenciada a confluência entre a dança e o audiovisual e, consequentemente, as possibilidades criativas que se abrem a partir dessa convergência entre linguagens.
A ação dá seguimento às ações regulares de difusão, promoção e divulgação já realizadas pelo CRDançaBH, como o projeto Terça da Dança, dando ênfase ao fomento, à criação e à pesquisa. O objetivo é impulsionar o exercício criativo, tendo como pilares a transversalidade e a interlocução.
De acordo com Aline Vila Real, diretora de Promoção das Artes da Fundação Municipal de Cultura, uma das funções da residência é criar um ambiente propício à experimentação, apoiada na troca e no atravessamento entre os participantes e entre as linguagens da dança e do audiovisual.
“Realizar o primeiro programa de residência artística do Centro de Referência da Dança de BH é uma ação muito importante para a Fundação Municipal de Cultura, que tem se movimentado para que, mesmo nessa situação de pandemia, a produção cultural da cidade encontre ambiente favorável para a sua manifestação. O programa Corpo-Imagem-Movimento conecta memórias e movimentos históricos às estratégias contemporâneas de criação artística e celebra a existência de um Centro de Referência da Dança na cidade de Belo Horizonte.”
Como vai funcionar a residência
O tema Corpo-Imagem-Movimento abre o Programa de Residências por estar em total consonância com as necessidades e especificidades com as quais os artistas têm que lidar no contexto da pandemia de Covid-19. Trata-se de fomentar não o registro de espetáculos, mas, sim, a produção de obras que surjam da interface entre os campos do audiovisual e da dança. Durante a residência, os artistas selecionados receberão orientação de dois tutores das áreas de artes cênicas e audiovisual, que acompanharão todo o processo, e terão ainda três encontros virtuais com provocadores, ao longo do percurso.
Para a missão de tutoriar o processo criativo, foram convidados o coreógrafo, multiperformer e pedagogo Guilherme Morais (BH/Berlim), e a cineasta Everlane Moraes (SE). No papel de provocadores, estão a atriz, diretora e dramaturga Grace Passô (BH), a cineasta, coreógrafa, artista visual e curadora Carmem Luz (RJ) e o multiartista Welket Bungué (Guiné-Bissau).
Serão escolhidos, por meio de cadastramento, seis propostas de artistas e/ou coletivos, da área de dança, que receberão um cachê artístico no valor de R$ 1.000,00. O processo seletivo levará em conta a trajetória, a motivação e o potencial multiplicador do candidato. A comissão de seleção será formada por representantes do CRDançaBH, do Circuito Municipal de Cultura e pelos dois tutores da atividade.
As inscrições já estão abertas e podem ser feitas até 8 de setembro pelo site do Circuito Municipal de Cultura.
Abertura com palestra-performance
Para abrir a atividade, haverá uma live, aberta ao público em geral, com palestra-performance da bailarina Bethania Gomes e a exibição da videodança “Escuta Beatriz Nascimento”. A ação é inédita e foi elaborada a pedido da curadoria. A apresentação acontece em 21 de setembro, às 19h, e pode ser acompanhada pelo Youtube da Fundação Municipal de Cultura (youtube.com/canalFMC) e pelo site do Circuito.
Mostra "Corpo-Imagem-Movimento"
Em outubro, como parte das ações do programa de residências artísticas CRDançaBH, que tem como foco a criação e a pesquisa nas áreas de artes cênicas e audiovisual, acontecerá a mostra "Corpo-Imagem-Movimento". Apresentada no Cine Santa Tereza, a mostra audiovisual trará uma seleção de obras que se aproximam a partir das relações que estabelecem entre corpo, imagem, território, identidade, deslocamento e experimentação. A programação será divulgada em breve.
Sobre o CRDançaBH
O Centro de Referência da Dança de Belo Horizonte é um projeto de apoio, acolhimento e convívio da comunidade da dança na capital mineira. Tem como objetivo promover as diversas danças na atualidade, dialogar com a cidade e criar pontes entre artistas, instituições e equipamentos culturais, de forma transversal e democrática.
Sob a responsabilidade da Prefeitura de Belo Horizonte, através da Fundação Municipal de Cultura (FMC), e em diálogo com a sociedade civil, o CRDançaBH busca estabelecer estratégias e planos de ação para o desenvolvimento da cadeia produtiva do setor da dança, ampliando as discussões sobre políticas culturais, formação de público e fomento, além de acolher e apoiar as diversas danças da cidade.
Serviço
Inscrições para a Residência Artística CRDançaBH 1ª Edição
Quando: até 8 de setembro
Onde: Formulário on-line no site do Circuito
Abertura com a live Palestra-Performance de Bethania Gomes
Quando: 21 de setembro, às 19h
Onde: YouTube da Fundação e site do Circuito
Belo Horizonte foi escolhida para abrir um dos mais longevos festivais de dança contemporânea do Brasil, o Dança em Trânsito, que completa 20 anos com uma edição comemorativa que se estende por mais de três meses, percorrendo todas as regiões do país, incluindo uma parada em Paris no mês de setembro.
Da estreia em 14 de julho, na capital mineira, até o encerramento, em 24 de outubro, 36 companhias e artistas do Brasil, Eslovênia, Espanha, França, Itália, Suíça e Coreia do Sul ocupam palcos e espaços públicos de 13 capitais brasileiras e 18 outras cidades com espetáculos, residências, intercâmbios e oficinas.
A programação traz nomes como a bailarina e coreógrafa carioca Márcia Milhazes, Alex Neoral (Focus Cia. de Dança) e o Grupo Tápias (Brasil-França), dirigido por Flávia Tápias, entre outros.
O 20º Dança em Trânsito é apresentado pelo Ministério do Turismo e pelas empresas Instituto Cultural Vale e Engie, que também patrocinam o evento.
O festival começa no dia 14 de julho, em Belo Horizonte, com uma apresentação gratuita na Praça da Liberdade, às 17 horas.
Criado, dirigido e interpretado pelo artista maranhense Leônidas Portella, Couraça é um espetáculo que aborda o retorno à vida pós-pandemia depois de experimentar o isolamento e o distanciamento.
Nele, o artista será acompanhado por percussionistas do Bumba-meu-boi de Pindoba, em uma performance carregada de simbolismo sobre as transformações vivenciadas por nossos corpos durante a quarentena.
Da praça, o festival segue para o Memorial Minas Gerais Vale, com a carioca Focus Cia de Dança, do coreógrafo Alex Neoral, que apresenta, às 18 horas, o duo Grand Pas, recorte do novo trabalho VINTE, inspirado no universo literário de Clarice Lispector.
Logo depois, a coreógrafa e bailarina mineira Rosa Antuña dança o solo O Vestido, objeto de busca de uma ‘mulher selvagem’, que tenta encontrá-lo e ocupá-lo em um processo de descoberta e autoconhecimento.
A noite de abertura do Dança em Trânsito segue para uma terceira parada, desta vez no Grande Teatro CEMIG Palácio das Artes. Às 21 horas, o Grupo Tápias - companhia franco-brasileira residente do Espaço Tápias e associada ao Dança em Trânsito - exibe o solo Casa de Abelha, que aborda o universo feminino dando voz e tessitura a almas condenadas ao esquecimento.