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  • “Danças para o Marília” marca o encerramento das comemorações dos 60 anos do Teatro Marília

    Artistas de diferentes gerações da dança, como o Grupo de Dança Primeiro Ato, a coreógrafa Dudude, a bailarina Guidá, a artista drag Carambola e a Cia. Fusion de Danças Urbanas, são convidados da edição especial do projeto “Terça da Dança”. Evento acontece no dia 28 de abril, com entrada gratuita.


     

    A Prefeitura de Belo Horizonte encerra as comemorações dos 60 anos do Teatro Marília com um encontro especial que reúne diferentes olhares coreográficos. No dia 28 de abril, às 19h, o “Terça da Dança” - projeto especial do Teatro Marília e do CRDançaBH - apresenta o “Danças para o Marília”, evento que celebra a memória, a arquitetura e as múltiplas presenças artísticas que atravessam o Marília ao longo de sua trajetória. Nomes de diferentes gerações, como o Grupo de Dança Primeiro Ato, a coreógrafa Dudude, a bailarina Guidá, a artista drag Carambola e a Cia. Fusion de Danças Urbanas, performam cenas curtas que dialogam com as suas vivências e diferentes estéticas. A entrada é gratuita e os ingressos são retirados no site Sympla
     

    As ações em comemoração aos 60 anos do Teatro Marília tiveram início em abril de 2025 e integram a programação do Circuito Municipal de Cultura, projeto realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Instituto Odeon. Mais informações no site do Circuito Municipal de Cultura.
     

    O Teatro Marília foi inaugurado em 1964 e consolidou-se ao longo das décadas como um importante território de experimentação, acolhendo produções contemporâneas, processos investigativos e novas gerações de artistas. Reconhecido por sua vocação para as linguagens da dança e do teatro, o espaço tornou-se um ponto de encontro entre criadores, público e pensamento crítico sobre as artes da cena.
     

    “O encerramento das comemorações dos 60 anos do Teatro Marília marca um momento importante de reconhecimento da trajetória desse equipamento cultural na cidade. Ao longo de seis décadas, o Marília se consolidou como um território de experimentação artística, aberto a diferentes linguagens e gerações de artistas. Esta programação reforça o compromisso da Prefeitura de Belo Horizonte com a valorização da memória cultural e com a continuidade das políticas públicas voltadas para as artes e para o acesso da população à cultura", destaca a presidenta da Fundação Municipal de Cultura, Bárbara Bof.

     

    A programação do “Danças para o Marília” foi pensada para despertar memórias — tanto no público quanto no próprio teatro —, ao reunir diferentes gerações e estéticas da dança, em diálogo com obras e artistas que atravessam os 60 anos de história do Teatro Marília. Os artistas convidados apresentarão cenas curtas, de até 10 minutos cada, ativando o espaço como corpo vivo e em constante transformação.

     

    Há mais de 40 anos fazendo história no cenário mineiro da dança, o Grupo de Dança Primeiro Ato abre a programação do “Danças para o Marília” com a performance “Como Água”, trabalho que reflete sobre a passagem do tempo, que assim como a água, encontra caminhos diante dos obstáculos, transformando o caos em poesia. Com direção da coreógrafa e fundadora do grupo, Suely Machado, os bailarinos Alex Dias, Marcela Rosa, Marina de Santana, Pedro Henrique Demétrio e Tayná Barboza partem da observação dos seres humanos - como seres da natureza -, e surpreendem ao desenvolver uma narrativa não linear cheia de contrastes, acordando os sentidos, abrindo gavetas e provocando memórias. 
     

    Artista da dança, coreógrafa e professora, com trajetória consolidada há mais de cinco décadas, Dudude apresenta “História que TRANS-FORMA”, trabalho que nasce de um percurso profundamente enraizado na sua experiência. No palco, ela compartilha fragmentos da sua trajetória na dança - como aprendiz, bailarina, professora, coreógrafa e diretora -, revisitados a partir do presente. A cena se constrói como um campo de evocação e reinvenção, onde memória e corpo se entrelaçam, revelando as camadas de um percurso que sustenta sua permanência como artista até hoje. Mais do que um relato, o trabalho propõe uma experiência, convidando o público a acessar, por meio da sensibilidade, a importância do TRANS-FORMA para a dança de Minas Gerais e do Brasil.


    A bailarina, diretora artística e pesquisadora das danças negras Guidá – que há mais de 20 anos atua na dança fortalecendo a presença e protagonismo de mulheres negras no cenário profissional das artes - encena a performance “Experimentos”, que se constrói a partir de impulsos, emoções e referências que emergem da experiência pessoal da artista com suas tradições. Sem se prender a uma narrativa linear, cada movimento revela fragmentos de histórias, identidades e conexões com a terra, o sagrado e a coletividade. A obra convida o público a sentir, mais do que compreender, criando um espaço de escuta sensorial onde o corpo dança memórias, celebra heranças e reinventa caminhos.

     

    O coletivo cultural Comunidade do Soul apresenta um baile inspirado nas discotecas de Black Music dos anos 1970, 80 e 90, ao som de James Brown e com muito balanço no estilo de Tim Maia. Formado pelos dançarinos Lord Tuca, Black Stive e Lady Valeria, o grupo nasceu em 2009 e desde então segue o objetivo de preservar e difundir o movimento soul e suas vertentes, promovendo um espaço de expressão artística e fortalecimento da identidade negra.

     

    A arte drag e a cultura ballroom também estão presentes na programação com o trabalho “Um Vogue Por Dia”, da artista visual, drag queen e performer Carambola. A performance transforma o palco em uma ball simbólica, atravessada por memórias da cena ballroom e pela força imagética do vogue. Carambola faz da própria imagem um gesto de exibição e invenção, criando uma atmosfera de celebração e fabulação.


    O “Danças para o Marília” também recebe, encerrando a sua programação, o espetáculo “Jega”, da Cia. Fusion de Danças Urbanas. Com direção de Leandro Belilo, o trabalho retrata por meio de dança e performance o momento da vida em que um jovem adulto encara a dura realidade do sistema prisional. Nessa obra, a dança breaking é o fio condutor que guia um B.boy “privado de liberdade”, trazendo à tona os desafios que enfrenta para continuar seguindo em frente e refazendo sua história. Encenada pelo o artista Saimon Pixain, a criação foi inspirada no período em que Leandro Belilo desenvolveu um trabalho com dança de rua no Sistema Socioeducativo de Minas Gerais, durante dois anos de sua trajetória artística, quando pôde vivenciar de perto um pouco dessa realidade.

     

    Terça da Dança

    Projeto especial do Teatro Marília e do CRDançaBH, realizado pela Secretaria Municipal de Cultura e Fundação Municipal de Cultura desde 2019, o Terça da Dança tem como proposta oferecer uma programação contínua com artistas independentes e grupos profissionais da dança, contemplando apresentações de espetáculos, intervenções e instalações artísticas, além de ações formativas e reflexivas. A programação acontece sempre às terças-feiras, às 19h, no Teatro Marília. 


    Sobre o Circuito Municipal de Cultura

    O Circuito Municipal de Cultura foi criado com o compromisso de oferecer uma programação contínua, em diversos formatos, a partir de ações descentralizadas nas dez regionais da PBH. Desde então, o projeto tem realizado shows, espetáculos cênicos, intervenções urbanas, exibição de filmes e mostras temáticas, além de atividades de reflexão e formação em diferentes linguagens artísticas, reforçando seu importante papel de fomento.


     

    Entre setembro de 2022 e dezembro de 2025, período em parceria com o Instituto Odeon, foram realizadas 30 edições, com público total de aproximadamente 6.500 pessoas, que receberam as atrações como “Percussão Circular convida Sérgio Pererê”, “Aline Calixto”, "Roger Deff", "Toninho Horta", "Augusta Barna", "Sergio Santos", "Rita Beneditto" e "Thiago Delegado".


     

    CIRCUITO MUNICIPAL DE CULTURA
    Terça da Dança | “Danças para o Marília”

    Quando. Dia 28 de abril (terça-feira), às 19h 
    Onde. Teatro Marília - Av. Prof. Alfredo Balena, 586 - Santa Efigênia
    Quanto. Gratuito. Ingressos retirados no site Sympla

    Classificação. Livre

    Duração. 10 minutos (cada apresentação)


     

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    CS Comunicação e Arte 

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  • Dança: Startflix - Do Controle Remoto ao Palco
    Dança: Startflix - Do Controle Remoto ao Palco
    Dança: Startflix - Do Controle Remoto ao Palco

    Uma Mostra que vai fazer você dançar… com a memória e o coração! 

    Prepare-se para uma noite linda onde a dança vai dar vida às séries e filmes mais marcantes de todos os tempos! Dos clássicos que emocionaram gerações às produções que conquistaram as telinhas de hoje, nosso palco se transforma em um verdadeiro cinema em movimento.

     Tem animação, tem comédia, tem nostalgia e muita emoção! Reviva os passos de Footlose, sinta o mistério de Stranger Things, balance no ritmo de High School Musical, entre na magia de Trolls e se surpreenda com homenagens a clássicos como Dirty Dancing e muito mais! 

    Para todas as idades, para todas as memórias. Porque todo mundo tem aquela série ou aquele filme que marcou a vida — e agora vai marcar também o coração.

    Quando a dança encontra o coração, o espetáculo é garantido por isso traga a sua família e amigos pra curtir esse dia.

  • Danças urbanas movimentam a programação do Circuito Municipal de Cultura no mês de maio com atividades de formação, ‘batalhas’ e apresentações de diferentes estilos

    Projeto especial do Teatro Marília e do CRDança, Terça da Dança recebe o Vogue in BH, que faz oficinas no dia 16 de maio, e o The Flow, no dia 30, com roda e ‘batalha’ de estilos

    Em maio, duas edições do Terça da Dança movimentam o Circuito Municipal de Cultura com diferentes expressões artísticas ligadas à cultura de rua. No dia 16, o projeto especial do Teatro Marília e do CRDança recebe o Vogue in BH, que propõe uma imersão no universo do Vogue, dança característica do Ballroom - cultura LGBTQIA+, underground, afro-americana e latina criada em Nova Iorque, nos Estados Unidos, no final do século 20, em oposição ao racismo vivenciado em concursos de drag queens. A programação inclui duas oficinas, às 15h e às 16h; uma roda de conversa com exibição de trechos de filmes, às 19h; e, na sequência, fechando a noite, a “Jam” com os participantes das oficinas - um momento festivo de dança coletiva ao som de DJ. Já no dia 30 acontece o projeto The Flow Danças Urbanas, que enfoca ações voltadas para o Hip Hop, equilibrando o protagonismo entre artistas iniciantes e profissionais da área. A  partir das 17h, será realizada a "Cypher", uma roda de dança informal e aberta ao público, e a “Batalha All Styles”, competição técnica para artistas previamente definidos, que inclui variados estilos de dança e da qual sairá, mediante decisão de júri qualificado, apenas um campeão ou campeã.

    O acesso aos eventos é gratuito e os ingressos devem ser retirados pelo site da Sympla. Mais informações podem ser encontradas nas redes e no site do Circuito Municipal de Cultura, que é realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Instituto Odeon.

    A edição do Vogue in BH no Terça da Dança, no dia 16 de maio, começa com aulas práticas que visam popularizar a modalidade. As oficinas são direcionadas tanto a pessoas iniciantes, interessadas em aprender sobre o Vogue, como àquelas que já estão inseridas na cultura e querem aprimorar suas técnicas. As aulas abrangem dois diferentes estilos do Vogue: primeiro, o "Old Way", às 15h, com Dante Barracuda; depois, o "Vogue Fem", às 16h, com Amerikana Dubeco. “Nas duas oficinas, serão trabalhadas as bases do Vogue. A aula de 'Old Way' mostra o primeiro estilo de Vogue, passando para os alunos como a dança foi moldada através das artes marciais, de hieróglifos e até mesmo de movimentações militares. Já a aula de 'Vogue Fem' apresenta o estilo mais comercializado do Vogue, que traz movimentos mais femininos, fluidos, com giros, poses no chão e movimentos de mão”, conta Paula Zaidan, uma das idealizadoras do projeto. Para participar das oficinas, é necessário ter mais de 14 anos e fazer inscrição pelo formulário neste link.

    A artista revela que, após as oficinas, haverá uma roda de conversa que precede a “Jam”, atividade que encerra a programação. “Às 19h, vamos bater um papo sobre os caminhos que a cultura Ballroom tomou quando veio para o Brasil, em especial para BH, destacando pessoas marcantes para a cena local, com exibição de trechos de documentários e apresentações visuais. Depois, faremos a ‘Jam’, um momento festivo, para que as pessoas presentes possam dançar de forma menos técnica, enquanto uma DJ comanda o som”, explica, ressaltando o papel de BH no contexto da cultura Ballroom no Brasil. “É importante dizer que BH é conhecida como a capital do Vogue no Brasil. Quando fazemos um resgate histórico, vemos que a cidade está na rota de acontecimentos que iniciaram movimentações importantes para levar essa cultura para outros locais”.

    Voltado para o Hip Hop, o The Flow Danças Urbanas ocupa o Terça da Dança no dia 30 de maio, com uma programação que começa às 17h, com a já tradicional "Cypher" - espécie de roda de danças urbanas, em que é comum ver B-boys e B-girls exibindo passos de Breaking. “É um momento de festa, quando mesmo os não dançarinos estão convidados a se juntarem a nós, a se divertirem com a gente”, destaca o dançarino Warley Martins, idealizador do projeto. Atuante na cultura Hip Hop desde 2010, o mineiro é professor no Projeto Escola Integrada e na Fábrica de Artes, além de integrar a Cia. Laia de Danças e produzir o The Flow. Martins afirma que o projeto surgiu com a intenção de protagonizar tanto quem já é profissional da dança urbana como quem dá os primeiros passos no cenário. “O The Flow surgiu em 2018, com a proposta de movimentar a cena de BH e dar espaço aos dançarinos que estão começando e também aos que já estão consolidados no mercado, seja através das aulas ou das chamadas ‘batalhas’”, afirma.

    É justamente uma dessas competições que acontece após a “Cypher” - a “Batalha All Styles”, que reúne dançarinos previamente definidos (as inscrições estão encerradas), representando estilos dos mais variados. Na lista, danças urbanas icônicas como Breaking, Hip-hop, House dance, Locking, Popping, Waacking, Dancehall, Kump e o já citado Vogue. "É uma batalha que acontece no esquema 'mata-mata', um versus um, com notas dadas por um júri comandado pelo Corinto Hopper, dançarino que venceu a batalha nesta modalidade em 2022. Assim, ao final da noite temos um só campeão ou campeã", finaliza.

    Terça da Dança

    Projeto especial do Teatro Marília e do CRDançaBH, realizado pela  Secretaria Municipal de Cultura e  Fundação Municipal de Cultura desde 2019, o Terça da Dança tem como proposta oferecer uma programação contínua com artistas independentes e grupos profissionais da dança, contemplando apresentações de espetáculos, intervenções e instalações artísticas, além de ações formativas e reflexivas. A programação faz parte do Circuito Municipal de Cultura e acontece sempre às terças-feiras, às 19h, no Teatro Marília.

    SERVIÇO | CIRCUITO MUNICIPAL DE CULTURA
    Terça da Dança | Vogue in BH
    Quando. 16 de maio, terça-feira - Oficina "Old Way" (Dante Barracuda), às 15h; Oficina "Vogue Fem" (Amerikana Dubeco), às 16h; Mostra / "Jam",  às 19h
    Onde. Teatro Marília (Avenida Alfredo Balena, 586 - Santa Efigênia)
    Quanto. Para participar das oficinas, é necessário ter mais de 14 anos e fazer inscrição pelo formulário neste link. Para o acesso à "Jam" é preciso retirar gratuitamente ingresso pelo site da Sympla

    Terça da Dança | The Flow Danças Urbanas
    Quando. 30 de maio, terça-feira, a partir das 17h - "Cypher" (roda de dança aberta ao público) e, depois, "Batalha All Styles" (competição com dançarinos previamente definidos. Inscrições encerradas)
    Onde. Teatro Marília (Avenida Alfredo Balena, 586 - Santa Efigênia)
    Quanto. Para acesso ao evento é preciso retirar gratuitamente ingresso pelo site da Sympla.