Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Documentário "Quilimérios" - Projeto Mostra de Filmes, do Memorial Vale
    Documentário "Quilimérios" - Projeto Mostra de Filmes, do Memorial Vale
    Documentário "Quilimérios" - Projeto Mostra de Filmes, do Memorial Vale

    10/11 – DOCUMENTÁRIO QUILIMÉRIOS, DE EMERSON PENHA

    No dia 10 de novembro, terça-feira, às 19h30, o Memorial Vale exibe Quilimérios, um curta-metragem (24 minutos) que conta um pouco da história do Baixo Jequitinhonha e mostra os cenários deslumbrantes e os lugares quase intocados dessa região.

    Um filme do jornalista e cineasta Emerson Penha, com música de Túlio Mourão.

    Integra o projeto Mostra de Filmes, do Memorial Vale.

    O filme mostra uma comunidade que vive isolada há 150 anos entre as montanhas de pedra. Um lugar distante e suas belezas desconhecidas: na região do Baixo Jequitinhonha, divisa entre Minas Gerais e Bahia, as pedras gigantes marcam, há milhões de anos, o caminho do rio. A muralha natural isola tudo, até mesmo a passagem do tempo. Nesse cenário impressionante, os Quilimérios ainda vivem como no século XIX.

    Para eles, o isolamento foi a única opção. Até hoje, no meio das altas e intocadas pedras, o mistério de sua existência permanece. A história que se conta na região de Rubim, cidade mais próxima, é que esse grupo de pessoas foi formado a partir da fuga de um ex-escravo, Juca Preto, contratado por um fazendeiro da cidade de Pedra Azul, onde vivia, para matar alguém importante.

    Após cometer o crime, Juca fugiu para aquela região onde seus descendentes vivem até hoje e que ainda permanece quase inacessível. Na fuga, ele levou consigo uma mulher indígena, com quem deu início à família dos Quilimérios. São pessoas muito reservadas, que cultivam costumes antigos e têm hábitos comportamentais como o casamento endogâmico. Ao par da lenda, a explicação sociológica mais razoável é que sejam remanescentes dos quilombos volantes – grupos nômades formados por afrodescendentes que escapavam do cativeiro e indígenas expulsos de suas terras e mesmo por brancos que fugiam das cidades por diversas razões. Foi filmado quase todo com celular e drone, o que o torna um produto experimental e inovador.

    Um filme de Emerson Penha, Coordenação/Projeto Executivo de Fabiana Pinheiro, música de Túlio Mourão, fotografia de Fábio Damasceno, produção de Zu Moreira, edição de Rafael Diniz (Fiel) e argumento de Tião Soares. Emerson Gontijo Penha é natural de Divinópolis (MG). É documentarista, jornalista e radialista, já trabalhou como assessor de comunicação e relações públicas, e como correspondente internacional.

    É bacharel em Comunicação Social pela UFMG e tem epecialização em Cinema e Audiovisual pela Uniestácio. Proprietário e diretor da Horizonte Filmes, produtora de conteúdo audiovisual (desde 2013).

    Dirigiu, recentemente, o documentário em longa metragem "Estrada Natural", a ser lançado em 2020 – www.horizontefilmesbrasil.com.br .

  • DOCUMENTÁRIO SOBRE A TRANSFORMAÇÃO DA CASA DO BAILE EM ESPAÇO MUSEAL É DESTAQUE NO PAMPULHA TERRITÓRIO MUSEUS

     

    A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, e o Instituto Periférico apresentam o documentário "Casa Museu", atividade educativa da Casa do Baile - Centro de Referência de Arquitetura, Urbanismo e Design, que integra a programação do Pampulha Território Museus, na 19ª Semana Nacional de Museus. Através do vídeo, o público poderá conhecer dois importantes momentos históricos da Casa, em que se imaginou um uso diferente do projeto original dos anos 1940. A ideia dessas iniciativas era transformar o edifício, que inicialmente foi pensado para ser um restaurante dançante, em um museu. O primeiro projeto foi concebido no início dos anos 1980, um "Pequeno Museu Redondo". O segundo momento, no fim dos anos 1990, transformaria o espaço no atual Centro de Referência de Arquitetura, Urbanismo e Design. Esta ação é um desdobramento do processo de pesquisa realizado pelo educativo da Casa. As duas partes do documentário está disponível aqui na galeria do site www.pampulhaterritoriomuseus.com.br, no dia 22 de maio, às 14h. 

    Na primeira parte do documentário é enfatizado o período do início dos anos 1980, em que a Casa estava sem um uso definido e com perdas no projeto original de arquitetura e paisagismo. Diante desse cenário, o artista José Alberto Nemer, o museólogo francês Pierre Catel e o arquiteto Oscar Niemeyer se reúnem para elaborar um projeto que transformaria  a Casa numa espécie de "Pequeno Museu Redondo".

    Na segunda parte serão apresentados os depoimentos de Priscila Freire e Flávio Carsalade, que juntos a outros nomes e ao próprio Oscar Niemeyer, participaram da Comissão Consultiva da Casa do Baile, em 1998, cujo objetivo era redefinir a vocação do espaço, que se transformou no Centro de Referência de Arquitetura, Urbanismo e Design, em 2002.

    A atividade é gratuita, virtual e foi produzida respeitando todos os protocolos de prevenção à Covid-19.

     

     

     

     

     

     

  • Documentário sobre o Samba de Belo Horizonte é lançado em mostra de filmes no Cine Santa Tereza
    A obra “Horizontes do Samba” apresenta o panorama histórico e cultural do Samba da capital mineira e será lançado no dia 20 de fevereiro, durante a “Mostra Horizontes do Samba”. Evento acontecerá entre os dias 19 e 23.02, com a exibição de obras que registram e resgatam a história do gênero no Brasil. A ação integra as ações do Circuito Municipal de Cultura.

    O Samba é uma das principais expressões culturais populares brasileiras, reconhecido pela Prefeitura Municipal de Belo Horizonte como Patrimônio Cultural de Belo Horizonte. Essa importância histórica é o tema da “Mostra Horizontes do Samba”, que acontecerá gratuitamente de 19 a 23 de fevereiro, no Cine Santa Tereza, com a exibição de filmes selecionados, tendo como destaque o lançamento do documentário “Horizontes do Samba”, seguido de sessão comentada, no dia 20/2, às 19h. A obra é um dos resultados do projeto de pesquisa “Horizontes do Samba - Patrimônio Cultural”, desenvolvido para a composição do  Inventário Cultural e Dossiê de Registro Participativos, que conquistou o registro  do samba como Patrimônio Cultural de nossa cidade. Os estudos foram desenvolvidos  conjuntamente, e de forma horizontal, pelo Coletivo de Sambistas Mestre Conga, Secretaria Municipal de Cultura, Fundação Municipal de Cultura e Universidade Federal de Minas Gerais/Projeto República: Núcleo de Pesquisa, Documentação e Memória, com a contribuição de estudantes do Curso de Comunicação da Universidade.

    A programação conta também com uma seleção criteriosa de outras obras, que registram e resgatam a história do Samba no país, como o filme “Jair Rodrigues Deixa que Digam”, de Rubens Rewald; “O Pai de Rita”, de Joel Zito Araújo; “Samba Riachão”, de Jorge Alfredo; “Noel por Noel”, de Rogério Sganzerla, dentre outros títulos. A “Mostra Horizontes do Samba” integra as atividades do Circuito Municipal de Cultura. Os ingressos são gratuitos e podem ser retirados on-line pelo site da Sympla. Mais informações pelo site do Circuito Municipal de Cultura.

    O Circuito Municipal de Cultura é realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Instituto Odeon. 

    Documentário “Horizontes do Samba”
    O filme apresenta um panorama histórico e cultural do Samba da capital mineira,  resultado do projeto de pesquisa realizado para a composição do  Inventário Cultural e Dossiê de Registro Participativo, que possibilitou o reconhecimento do Samba de Belo Horizonte como Patrimônio Cultural da Cidade. O estudo foi protagonizado por Mestres e Mestras do Samba e pelo Coletivo de Sambistas Mestre Conga, um movimento social criado em agosto de 2020 com o objetivo de organizar ações e projetos relacionados ao Samba de Minas Gerais. O trabalho de pesquisa investigou os vários modos de fazer Samba da capital mineira, além de sua história, influências e tradições, e contou com a coordenação do Coletivo de Sambistas Mestre Conga; da Secretaria Municipal de Cultura, por meio da Diretoria de Patrimônio Cultural da Fundação Municipal de Cultura; e do Projeto República/UFMG.

    “Horizontes do Samba” foi dirigido por Augusto Carvalho Borges (Guto Borges), Carlos Magno Caetano (“Carlitos Brasil”), Igor Barbosa Cardoso, Marcos Maia, Marina Morgan da Costa e Raimundo Nonato da Silva (“Nonato do Samba”).  O lançamento do documentário será no dia 20.2, quinta, às 19h.  Participam da sessão comentada Arabela Gonçalves,  matriarca da Acadêmicos de Venda Nova; Carlos Magno, co-fundador do Coletivo de Sambistas Mestre Conga; e o músico e agitador cultural, Guto Borges, pesquisador do projeto República: Núcleo de Pesquisa, Documentação e Memória da UFMG.

    Outros títulos da programação
    No dia 19.02, quarta, a “Mostra Horizontes do Samba” exibe duas produções: o documentário “Cartola – Música para os olhos” (2007), às 17h, e o filme “Roda” (2011), às 19h. “Cartola – Música para os olhos”, de Hilton Lacerda e Lírio Ferreira, é um documentário musical que relembra a história de vida e a obra de Angenor de Oliveira, mais conhecido como Cartola, grande ícone do samba e um dos mais importantes compositores da música popular brasileira.  Já o filme “Roda”, de Carla Maia e Raquel Junqueira, resgata sambas e memórias, compositores, intérpretes e instrumentistas da Velha Guarda do Samba de Belo Horizonte.

    No dia 20.02, quinta, às 19h, o documentário “Samba Riachão” (2011), de Jorge Alfredo, resgata o legado do cronista musical da cidade de Salvador, Riachão, que, durante os seus 80 anos de vida, testemunhou todas as transformações pelas quais passaram a música popular brasileira e os meios de comunicação no decorrer do século XX. A trajetória e importância de Carmen Miranda será lembrada no filme “Carmen Miranda: Bananas Is My Business” (1995), de Helena Solberg. O documentário, que será exibido no dia 21.02, sexta, às 17h, apresenta uma cinebiografia da cantora que, com a famosa cesta de frutas tropicais na cabeça, conquistou a Broadway e Hollywood. O filme “Jair Rodrigues Deixa que Digam” (2019), de Rubens Rewald, será apresentado dia 22.02, sábado, às 19h, e traz a história de Jair Rodrigues, um dos mais conhecidos e influentes cantores brasileiros. Com um sorriso franco e versatilidade sem igual, o artista cantou samba, MPB, rap, sertanejo e fez história revolucionando os palcos com apresentações anárquicas e irreverentes. A figura de Jair Rodrigues faz emergir um Brasil presente no imaginário popular, um país marcado pela simplicidade, alegria e otimismo.

    A “Mostra Horizontes do Samba” segue no dia 23.02, domingo, com a exibição da comédia “O Pai de Rita” (2022), de Joel Zito Araújo. No longa, os personagens Roque e Pudim, compositores da velha guarda da Vai-Vai, partilham um pequeno apartamento, décadas de amizade, o amor por sua escola de samba e uma dúvida sobre o que aconteceu com a passista Rita, paixão de ambos. No entanto, o surgimento de Ritinha, filha da grande paixão perdida, ameaça desmoronar a amizade deles.

    Sessão de Curtas
    A programação da “Mostra Horizontes do Samba” realiza no dia 23.02, domingo, às 17h, uma “Sessão de Curtas”, com a exibição de quatro filmes. Os curtas do projeto “Horizontes do Samba”, “Samba, Mulher Preta” e “Mestres do Samba de BH” (2024), de Augusto Carvalho Borges e Igor Barbosa Cardoso, constroem e veiculam reflexões críticas sobre os saberes e práticas culturais de matrizes africanas, além das vivências e experiências da população negra e sua contribuição para a história de Belo Horizonte tendo como narrativa a história do Samba. Os filmes são resultados de pesquisas realizadas durante o projeto “Horizontes do Samba: Inventário do Samba de Belo Horizonte”.

    O curta “Noel por Noel” (1981), de Rogério Sganzerla, apresenta um ensaio documental sobre a música e o tempo de Noel Rosa, com colagens de imagens de arquivo, fotografias de época e filmagens de blocos carnavalescos em Vila Isabel. Encerrando a “Sessão de Curtas”, um retrato biográfico do sambista Nelson Sargento será exibido no documentário homônimo de Estevão Ciavatta (1997), que resgata a visita do artista ao Morro da Mangueira, no Rio de Janeiro, em 1997. O filme tem como convidados especiais Paulinho da Viola, Carlos Cachaça, Sérgio Cabral, Mocinha, Preto Rico e Cacá Diegues.

    CIRCUITO MUNICIPAL DE CULTURA


    “Mostra Horizontes do Samba”
    Quando. De 19 a 23 de fevereiro (quarta a domingo). Sessões às 17h e às 19h  
    Onde. R. Estrela do Sul, 89, Santa Tereza – BH/MG
    Quanto. Gratuito. Retirada de ingressos pela Sympla.

    PROGRAMAÇÃO
    19/02, quarta, 17h
    “Cartola – Música para os olhos” | (Hilton Lacerda/Lírio Ferreira | Brasil | 2007 | Documentário/Musical | 88 minutos)
    Classificação indicativa: 10 anos

    19/02, quarta, 19h
    “RODA” | (Carla Maia e Raquel Junqueira | Brasil | 2011)
    Direção: Carla Maia e Raquel Junqueira
    Classificação indicativa:  livre

    20/02, quinta, 17h
    “Samba Riachão” | (Jorge Alfredo | Brasil l 2001 l Documentário l 80 minutos)

    20/02, quinta, 19h 
    Lançamento do documentário “Horizontes do Samba” | (Augusto Carvalho Borges; Carlos Magno Caetano - “Carlitos Brasil” Igor Barbosa Cardoso; Marcos Maia; Marina Morgan da Costa; Raimundo Nonato da Silva - “Nonato do Samba” | Brasil l 2024 l Documentário l 33 minutos)
    Classificação indicativa: livre
    Sessão comentada:  Arabela Gonçalves, Carlos Magno Caetano (Carlitos Brasil) e Guto Borges

    21/02, sexta, 17h
    “Carmen Miranda: Bananas Is My Business” | (Helena Solberg | Brasil l 1995 l Documentário l 91 minutos)
    Classificação indicativa: livre

    22/2, sábado, 19h
    “Jair Rodrigues Deixa que Digam” | (Rubens Rewald | Brasil | 2019 | Documentário | 90 minutos)
    Classificação indicativa: 10 anos

    23/2, domingo, 17h
    Sessão de Curtas
    Curtas do projeto “Horizontes do Samba”
    “Samba, mulher preta” 
    (Augusto Carvalho Borges; Igor Barbosa Cardoso| Brasil l 2024 l Documentário l 15 minutos)
    “Mestres do Samba de BH”
    (Augusto Carvalho Borges; Igor Barbosa Cardoso| Brasil l 2024 l Documentário l 16 minutos)

    Curta “Noel por Noe”l | (Rogério Sganzerla | Brasil | 1981 | Documentário/Musical | 10 minutos)

    Curta “Nelson Sargento” | (Estevão Ciavatta | Brasil | 1997 | Documentário | 22 minutos)

    Classificação indicativa da sessão: livre

    23/2, domingo, 19h
    “O Pai de Rita” | (Joel Zito Araújo | Brasil | 2022 | Comédia/Ficção | 97 minutos) 
    Classificação indicativa: 16 anos