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  • Espetáculo: “Enluarada – Uma Epopeia Sertaneja”
    Espetáculo: “Enluarada – Uma Epopeia Sertaneja”
    Espetáculo: “Enluarada – Uma Epopeia Sertaneja”

    De 29 a 31 de agosto acontece, no Galpão Cine Horto, em Belo Horizonte, o projeto “SerTão a Gosto”, da Casulo Teatro (Brasília – DF), que tem como temas a comida regional e a cultura brasileira, unindo circulação externa em ações gastronômicas e culturais. Haverá a promoção de uma mesa gastronômica e a apresentação do espetáculo teatral/musical/gastronômico “Enluarada - Uma Epopeia Sertaneja”. O projeto é uma experiência gastronômica, artística e sensorial, em que a relação entre comida e cultura será abordada de maneira profunda e multifacetada. A estreia do projeto acontece no dia 29 de agosto, sexta-feira, às 20h, com a montagem de uma mesa gastronômica e a participação da chef e historiadora Márcia Nunes, mediada por Guilherme Lobão. Nos dias 30 e 31 de agosto, às 20h e às 19h, acontece a apresentação do espetáculo “Enluarada – Uma Epopeia Sertaneja”. No sábado, dia 30/08, o projeto conta com intérprete de Libras e, no domingo, 31/08, com audiodescrição ao vivo. Toda a programação é gratuita e os ingressos podem ser retirados a partir de 1 hora antes do início de cada atividade na bilheteria do Galpão Cine Horto, por ordem de chegada.

    O espetáculo é um monólogo que tem como alicerce o trabalho de dramaturgia pessoal e de composição da atriz Caísa Tibúrcio, que busca dar materialidade ao invisível ao acionar suas memórias para serem traduzidas em cena com as significações e interesses do agora. A peça dá abertura para a ficcionalização, num jogo de rememoração para o nascedouro de uma dramaturgia autoral ficcional. Em uma perspectiva descolonial, o espetáculo é um convite ao espectador para adentrar o interior brasileiro. Faz uma espécie de etnografia propositiva ao dar voz à história e aos saberes orais e trabalha com elementos constitutivos da tradição popular como ritos, mitos, culinária, símbolos, histórias tradicionais, crenças e tudo aquilo que foi criado e conservado por aqueles que existiram antes de nós.

    No palco, uma típica cozinha mineira é o cenário escolhido para contar a história da jovem Maroca e seu grande amor, Heitor, vaqueiro e também violeiro. Enquanto prepara uma galinhada – passando por todos os processos, desde a retirada da pele do frango, o corte em pedaços, depois o cozimento e finalização – a atriz narra uma epopeia no interior mineiro, misturando histórias inventadas e lembradas, a partir de vivências familiares. Ao término do preparo, que coincide com o fim do espetáculo, Caísa oferece a comida ao público como uma grande celebração do teatro. 

  • É Nóia Minha? Ao vivo com Camila Fremder
    É Nóia Minha? Ao vivo com Camila Fremder
    Espetáculo: É Nóia Minha? Ao vivo com Camila Fremder

    Que Camila Fremder é um sucesso em tudo o que faz, isso não é segredo para ninguém. Em 2019, a escritora e roteirista resolveu resgatar a essência das crônicas que escrevia no começo de sua trajetória e transformou o material em um podcast. 

    Assim, nasceu o “É Nóia Minha?”, que já conta com mais de 300 episódios, mais de 31 milhões de plays e cerca de 1 milhão de ouvintes mensais, em seus quase 5 anos no ar. 

    Agora, o público poderá assistir a episódios ao vivo, no dia 24 de janeiro de 2026, no palco do Grande Teatro do Sesc Palladium. 

    A podcaster trará suas nóias ao palco, refletindo sobre situações corriqueiras com o público do teatro. 

    O formato é um projeto especial, com roteiro de Fremder e Alvaro Leme e figurino de Rodrigo Rosner.

  • Imagem do cartaz Espetáculo Enquanto ainda Há
    Imagem do cartaz Espetáculo Enquanto ainda Há
    Espetáculo: "Enquanto ainda há"

    A peça se passa no instante entre o impacto e o silêncio – o lapso de tempo em que a mente do personagem, um terapeuta que acaba de sofrer um acidente, tenta reorganizar os fragmentos de sua vida. “É uma ficção dentro da mente de um homem em colapso”, explica o ator Anselmo Bandeira. “O personagem tenta reconstruir o dia do acidente, os amores, as culpas, as conversas interrompidas e tudo o que o define, antes que o cérebro se apague de vez”, complementa.

    A narrativa se estrutura de forma não linear, como um quebra-cabeça de lembranças em que três vozes – Maia, a esposa (Camila Furtunato), Samira, a amante (Camila Félix) e Gilberto, o paciente (Anselmo Bandeira) – orbitam em uma consciência fragmentada. Cada um deles representa uma dimensão do personagem: o controle, o desejo e a dor. “Esses personagens são partes de um todo. Quando essas três vozes se cruzam, o espetáculo atinge o ponto em que razão, emoção e corpo colidem, e já não há retorno”, conta a diretora, Carolina Cândido.

    Mais do que um retrato de um homem em crise, “enquanto ainda há” reflete sobre a fragilidade das relações humanas e o esgotamento afetivo da contemporaneidade. A peça propõe uma reflexão sobre a tentativa de controlar o que se sente e o preço de não se permitir sentir.