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  • Espetáculo: Expedição Reversa
    Espetáculo: Expedição Reversa
    Espetáculo: "Expedição Reversa”

    Nos dias 18, 19 e 22 de julho, às 19h, o Complexo Cultural Funarte MG recebe o espetáculo "Expedição Reversa”. Todas as apresentações serão gratuitas, com acesso a interpretação em Libras e terão um bate papo ao final. Detalhes e mais informações podem ser conferidos no Instagram da coletiva @fanchecleticas, e no site fanchecleticas.com.Os ingressos são gratuitos e podem ser adquiridos pelo sympla ou 1h antes na portaria do teatro. "Expedição Reversa” é uma travessia poética e política rumo a um Brasil reinventado a partir de uma visão de gênero múltipla, nomeada como “lesbosapatransgrafia” — um experimento cênico que subverte o tempo, a história oficial e a própria linguagem. 

    Através de uma arqueologia futurista, o espetáculo promove o “sequestro/resgate de Safo”, evoca personalidades importantes na história e na arte do Brasil como Gal Costa, Cidinha da Silva, Angela Rorô, Carlos Marighella, assim, propõe uma fabulação dissidente que escava memórias para erguer monumentos de tesão ancestral. A obra exalta as existências e datas de narrativas históricas, tensionando os saberes hegemônicos da história do Brasil. Marina Viana, diretora do espetáculo, conta que em cena, há um embate entre corpos dissidentes e os discursos do progresso: uma paródia revolucionária feita por meio da língua, da palavra falada em cena, recriando histórias e reforçando as presenças plurais na história do Brasil. Em "Expedição Reversa”, a linguagem não é apenas veículo, mas campo de batalha e ferramenta de criação de novos mundos possíveis.

  • Folder de divulgação do espetáculo. Ao centro, imagem reduzida do artista cantando, ele veste terno e segura o microfone com uma das mãos. Informações sobre o evento escritas nas partes superior e inferior da imagem.
    Folder de divulgação do espetáculo. Ao centro, imagem reduzida do artista cantando, ele veste terno e segura o microfone com uma das mãos. Informações sobre o evento escritas nas partes superior e inferior da imagem.
    Espetáculo Experimentango – Eternamente Piazolla

    O Conservatório da UFMG recebe o projeto Experimentango, no dia 31 de março, terça - feira, às 19h30. Idealizado e apresentado pelo cantor Dante Alessandro, em uma noite dedicada à força e à reinvenção do tango contemporâneo. Inspirado na obra de Astor Piazzolla, o concerto propõe uma travessia pelas sonoridades do Nuevo Tango, entre tradição e ruptura. 

    Com uma abordagem sensível e intensa, o espetáculo percorre obras marcantes como Libertango, Oblivion e Adiós Nonino, revelando a potência expressiva desse repertório que atravessa gerações e fronteiras.

    Ao lado de Dante Alessandro (voz), sobem ao palco Wesley Oliveira (piano) e Arthur Figueiredo (saxofone e flauta), músicos da cena belo-horizontina que ampliam as possibilidades sonoras do projeto com identidade e excelência. 

    Com 25 anos de trajetória, Dante Alessandro constrói uma ponte entre a tradição latino-americana e novas escutas, reunindo sua experiência em palcos internacionais com a vitalidade da cena mineira.

    Uma noite que celebra o encontro entre memória, experimentação e intensidade, onde o tango se reinventa e pulsa no presente.

  • Foto de capa de divulgação do musical da artista Fafá de Belém
    Foto de capa de divulgação do musical da artista Fafá de Belém
    Espetáculo: Fafá de Belém, O Musical

    Um dos maiores nomes da música popular brasileira ganha os palcos em um espetáculo que une teatro musical, política, ecologia e memória afetiva. “Fafá de Belém, o Musical” celebra cinco décadas de trajetória da cantora, exaltando sua força artística e de cidadã brasileira. Com texto e roteiro musical de Gustavo Gasparani e Eduardo Rieche, e direção artística de Gustavo Gasparani, três intérpretes dão vida à artista em diferentes fases: Fafá-menina por Laura Saab (neta da cantora) e Clarah Passos; Fafá-cantora por Helga Nemetik; e Fafá de Belém nos dias de hoje interpretada por Lucinha Lins. Em turnê pelo Brasil, o espetáculo faz apresentações em Belo Horizonte, nos 18 e 19 e de setembro, sexta e sábado, às 20h, no Grande Teatro do Sesc Palladium.

    Com idealização e produção artística de Jô Santana, “Fafá de Belém, o Musical” utiliza a linguagem do teatro musical para narrar a trajetória de uma das mais importantes cantoras da música brasileira. O início dessa jornada acontece pela floresta amazônica, berço e cenário de origem da artista. Através das lendas e mitos dos povos da floresta – indígenas, ribeirinhos, marajoaras, entre outros, o musical conta e canta a saga de Fafá - a menina que veio do Norte.

    A narrativa é construída em três planos: o presente - durante a gravação de um documentário em homenagem aos 50 anos de carreira da cantora no histórico Teatro da Paz, em Belém; as memórias da infância - em uma Belém lírica, marcada por mitos e lendas amazônicas; e a construção da carreira da artista - da capital paraense para o mundo.

    Primeiro Ato

    O espetáculo tem início com um número musical dedicado à Amazônia. As lembranças da infância de Fafá se misturam a lendas como a Cobra Grande, o Boto e o Tamba Tajá, narrando a trajetória da menina cabocla que saiu de Belém para conquistar o Brasil.

    A atmosfera regional é marcada pelo coro “Carimbó-Siriá”, coletivo de atores-músicos que acompanha as diferentes fases da cantora. O público conhece sua relação familiar, cultural e religiosa, base de sua identidade artística. Entre os destaques do ato estão a relação amorosa com o músico Raul Mascarenhas, apresentada em paralelo com a lenda do boto, e o Círio de Nazaré, que culmina no encontro de Fafá com o Papa.

    Algumas músicas do primeiro ato: Amazônia, Pauapixuna, Bom dia Belém, Foi assim, Eu preciso aprender a ser só, Sedução, Filho da Bahia, Cavalgada, Que me venha esse homem, Eu sou de lá e Ave Maria.

    Segundo Ato

    O clima se transforma: o regional amazônico dá lugar à estética urbana da diva da MPB. Surge uma Fafá consagrada, politizada e dona do seu discurso. A abertura retrata o movimento das “Diretas Já”, ressaltando o engajamento da cantora. Outro momento marcante é a homenagem de um grupo de drags, que interpreta sucessos como Abandonada, Meu Homem, Memórias e Sob Medida, celebrando o apoio de Fafá à comunidade LGBTQIA+.

    O espetáculo também aborda sua forte ligação com Portugal, incluindo uma cena no Cassino do Estoril com a canção “Nem às paredes confesso”. O DJ Zé Pedro entra em cena para colaborar na criação do álbum “Do tamanho certo para o meu sorriso”, inspirado no tecno-brega paraense — reconectando Fafá às raízes de sua terra. O ato traz ainda o sucesso do remix de Emoriô e canções como Coração do Agreste, Bilhete e Nuvens de Lágrimas. O encerramento é apoteótico, com o Boi de Parintins e a emblemática canção “Vermelho”.