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  • Espetáculo "Glauco" - Pigmentar Companhia de Teatro
    Espetáculo "Glauco" - Pigmentar Companhia de Teatro
    Espetáculo "Glauco" - Pigmentar Companhia de Teatro

    A Funarte MG recebe de 8 a 10 de novembro o espetáculo “Glauco”, primeira criação da Pigmentar Companhia de Teatro, em Belo Horizonte. A montagem parte da obra do poeta marginal Glauco Mattoso, para trazer à tona o grito da invisibilidade das pessoas com deficiência visual e LGBTQIA+. Em cena, Dudu Melo e Vinicius Guedes dão corpo e voz a 14 sonetos do escritor paulistano, construindo uma dramaturgia sensível, que busca ampliar as possibilidades de ser das pessoas cegas, revelando suas experiências com o desejo, o sexo, o afeto, a violência e a solidão. Deixando de lado o vitimismo geralmente atribuído às pessoas com deficiência visual, a peça mostra a autonomia do corpo cego, que também possui prazeres, sentimentos, sonhos, contradições, e diferentes gêneros e orientações sexuais, como toda pessoa. Durante o processo de criação, que teve início em junho de 2018, nas salas de ensaio do Galpão Cine Horto, foram selecionados poemas de Glauco Mattoso que abordam temas como cegueira, invisibilidade social, sexualidade, gênero, fetiche, entre outros. Os escritos se alinham às experiências vividas pelo artista deficiente visual Dudu Melo e pelo também ator Vinicius Guedes, juntamente a uma pesquisa coreográfica proposta pelo bailarino Samuel Samways, que assina a coreografia e preparação corporal do trabalho, trazendo elementos do contato-improvisação e da dança contemporânea queer à cena. No palco, o público tem contato com dois corpos masculinos. Um corpo cego e um corpo negro. Dois corpos gays. E é dessa relação, em diálogo com o estudo de linguagens de um contexto urbano, marginal, de um teatro marginal, levantado pelo diretor Allan Calisto como pesquisa para cena, que se instaura uma experiência compartilhada com a plateia. Um espetáculo que a partir da sinestesia, do toque, do tato, do cheiro, da música, e dos diversos sentidos, se anuncia como um ritual e também como um manifesto político-poético. 

  • Cartaz promocional do show God Save The Queen, um tributo à banda Queen com Pablo Padin. À esquerda, uma foto de Pablo Padin caracterizado como Freddie Mercury, vestindo a icônica jaqueta amarela e calça branca com listras vermelhas, em uma pose clássica de performance no palco. O fundo mostra a plateia de um estádio lotado sob luzes de show.
    Cartaz promocional do show God Save The Queen, um tributo à banda Queen com Pablo Padin. À esquerda, uma foto de Pablo Padin caracterizado como Freddie Mercury, vestindo a icônica jaqueta amarela e calça branca com listras vermelhas, em uma pose clássica de performance no palco. O fundo mostra a plateia de um estádio lotado sob luzes de show.
    Espetaculo: "God Save The Queen" World Tour 2026

    O espetáculo God Save The Queen, estrelado pelo cantor Pablo Padin, chega a Belo Horizonte trazendo um dos maiores tributos do mundo à lendária banda Queen. 

    Com produção fiel às turnês originais e uma performance impressionante inspirada em Freddie Mercury, o show recria a energia dos grandes clássicos da banda, como Bohemian Rhapsody, We Will Rock You e We Are The Champions. 

    A última apresentação do espetáculo na capital mineira aconteceu em 2018, quando lotou a casa, na época demonstrando a forte conexão do público com o espetáculo.

  • Espetáculo: GOITÁ
    Espetáculo: GOITÁ
    Espetáculo: GOITÁ - Cisne Negro CIA. de Dança

    No mês em que se celebra o Dia Internacional da Dança, a Cisne Negro (SP) - uma das companhias de dança contemporânea mais longevas do Brasil, com passagens por 17 países -, também completa seus 46 anos de trajetória comemorados com temporada de espetáculos inéditos, em Belo Horizonte.

    No dia 14.04, sexta, a partir das 21h, o público assiste a “Lampejos: uma degustação visual”, montagem recente da companhia inspirada na tradição do Butoh. Classificação indicativa: 10 anos. E no dia 15.04, sábado, às 18h, tem “Goitá”, espetáculo que reverencia o mamulengo pernambucano. Classificação indicativa: livre. Ambos com direção da bailarina Dany Bittencourt.

    Ingressos  no Sympla ou na bilheteria do Teatro do Sesc Palladium. Este espetáculo tem correalização do Sesc Palladium. “A última vez que viemos a BH foi com o espetáculo Hulda, em comemoração aos 40 anos da Cisne Negro.

    Agora trazemos duas opções bem diferentes do nosso repertório ao querido público mineiro”, conta a bailarina e coreógrafa Dany Bittecourt que, desde 2012, assumiu a direção da companhia criada pela mãe, Hulda Bittencourt. “Acredito que a paixão pela dança de nossa inspiradora e saudosa fundadora passou não só para a família, mas também a todos que construíram esta história”, afirma.

    Trabalho mais recente da companhia, “Lampejos – uma degustação visual” (2022) bebe na tradição do Ohno Kazuo’s Butoh. Mesclando dança contemporânea e Butoh, a coreógrafa Andressa Miyazato constrói com lampejos de memórias construídas em sua vida profissional e pessoal cenas que brincam com a ideia de temporalidade e com o conceito de linearidade. “Não somos nós que nos movemos cronologicamente como um ponto rígido no espaço-tempo, mas sim sob a forma da dança”, comenta Dany Bittencourt, que assina a direção artística do espetáculo. Durante 40 minutos, “o público se depara com uma conexão visual e sensorial enorme”, adianta Bittencourt.

    Ela acrescenta que a coreografia foi concebida de forma inusitada: o premiado músico Jean Jacques Lemêtre (Thêatre du Soleil) utilizou diferentes instrumentos musicais para cada movimento dos bailarinos. “O resultado é uma coreografia recheada de memórias afetivas e reflexões da coreógrafa Adressa Miyasato sobre estes intensos lampejos de memórias construídas em sua vida profissional”, revela. Já “Goitá” (2019) experimenta em cena a dança contemporânea da Cisne Negro aliada à linguagem e técnicas de manipulação do teatro popular de bonecos da premiada Pia Fraus (SP). “O nome da montagem é inspirado na pequena cidade de Glória de Goitá, localizada a 60 km de Recife, considerada hoje a capital do mamulengo em Pernambuco”, conta a diretora.

    A ação do espetáculo se passa em pleno mercado municipal, onde tradicionalmente são vendidos objetos de palha, artefatos de cozinha, cabaça, buchas e uma infinidade de produtos produzidos por pequenos agricultores e artesãos locais. “Estamos nos anos 60, quando ainda não havia celular, abundância do plástico, a internet, onde os efeitos da industrialização já eram sentidos, mas a vida era mais lenta”, contextualiza Bittencourt.

    Nesse ambiente rústico e popular, em que tocam na rádio local o forró, o frevo, o baião, e os folguedos populares como cavalo marinho, os caboclinhos e o maracatu fazem parte do cotidiano da cidade, surge o Mamulengo, com sua tolda e seus bonecos, para alegrar o ambiente. “Em cena, os bailarinos se utilizam de elementos do mercado e os transformam em bonecos.

    Panelas, vassouras, cestas e chapéus viram personagens da história”. “Goitá” tem direção artística de Hulda Bittencourt (in memoriam) e Dany Bittencourt, direção cênica e dramaturgia de Beto Andreetta (Pia Fraus), idealização e coreografia de Ana Catarina Vieira - artista que participou das duas companhias -, assistência de coreografia de Patrícia Alquezar, criação de bonecos de Dino Soto.

    A trilha sonora é do veterano Quinteto Violado. Considerada uma das melhores companhias brasileiras contemporâneas, sucesso de crítica e público, a Cisne Negro já levou sua dança aos quatro cantos do planeta, sendo reconhecida por sua diversidade e inovação.

    Para Dany Bittencourt, um dos segredos de atravessar tantas décadas está na experimentação e renovação. “A renovação dos coreógrafos, de elenco, de artistas envolvidos a cada novo desafio traz esta longevidade para a Cisne Negro.

    A companhia não tem uma fórmula que deu certo. Adoramos novos desafios, novas lutas e novos ares”, afirma. Para a diretora, a escuta e troca com o público também foram fundamentais. “Dança contemporânea é aquela que dialoga com o público, fazendo-o refletir e se emocionar.

    Às vezes as reflexões e observações sobre a mesma coreografia se divergem, dando a oportunidade de troca”, diz.