Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Foto de capa do evento "Menina Nuvem" no Museu dos Brinquedos
    Foto de capa do evento "Menina Nuvem" no Museu dos Brinquedos
    Espetáculo: Menina Nuvem - Uma aventura sem Wi-Fi - Maio

    Em um tempo em que tantas infâncias parecem flutuar entre telas, vídeos sem fim e jogos que nunca acabam, o Museu dos Brinquedos convida crianças, famílias e educadores para uma manhã de descobertas, imaginação e reencontros com o brincar. A programação especial Menina Nuvem – Uma aventura sem wi-fi transforma o museu em cenário de reflexão e diversão, com espetáculo teatral e atividades lúdicas que celebram a presença, a convivência e a criatividade longe das telas.

    A programação do Museu dos Brinquedos vem contribuir de forma sensível, lúdica e cultural para esse importante momento, ampliando o debate sobre segurança, bem-estar e equilíbrio no uso das tecnologias e reafirmando a importância de experiências concretas, afetivas e compartilhadas para o desenvolvimento das crianças.

    Ao longo do turno, a experiência se completa com:

    Oficina de brinquedos com materiais recicláveis;

    Exposição de brinquedos de diferentes épocas;

    Teatrinho de marionetes da Vovó Luiza;

    Brinquedos e brincadeiras no quintal.

  •  Espetáculo: "Meninessa Sabi, o sabor da infância"
    Espetáculo: "Meninessa Sabi, o sabor da infância"
    Espetáculo: "Meninessa Sabi, o sabor da infância"

    O Memorial Vale Itinerante leva ao Parque Municipal o grupo Makamba Brincante para uma manhã de diversão e cultura com o espetáculo "Menineça Sabi: o sabor da infância". 

    A apresentação, voltada para o público infantil e para toda a família, acontece no sábado dia 18 de janeiro, às 10h, no Parque Municipal, como parte da programação da exposição “Oriará – Arte e Educação em Movimento”. 

    Através da palhaçaria, cantoria, brincadeiras e contação de histórias, as Makambas Brincantes prometem um espetáculo que mistura elementos de dança, circo, teatro e música, com fortes referências na cultura afro-brasileira. 

    A apresentação gratuita integra o projeto “Eu, Criança, no Museu” do Memorial Vale. 

    O Makamba Brincante, que em bantu significa "amigos", foi idealizado por Roniza Santiago e Rita Aragão, moradoras da Vila Acaba Mundo. Há mais de 10 anos, elas promovem o ato de brincar como forma de estimular a criatividade, o desenvolvimento lúdico e o convívio social. 

    O grupo, com ampla formação artística em diversas áreas, já recebeu o Prêmio de Inovação Comunitária, realizado pela Associação Querubins e a Brazil Foundation. Durante a pandemia, o Makamba Brincante realizou ações importantes na comunidade, distribuindo kits de brincadeiras com materiais criativos para as crianças e suas famílias. 

    O projeto também participou de mostras como o FAN (Festival de Arte Negra), Solo Negro da Cia Burlantins e Mostra Negras Autoras com o espetáculo "Menineça Sabi". Rita explica que o trabalho do grupo envolve o resgate de brincadeiras dos idosos da vila, que são apresentadas para as crianças mais novas, em festas e outros eventos. "A gente junta forças, cada um colabora com alguma coisa e todo mundo volta a ser criança", afirma. 

    Roniza relembra a infância livre que tiveram, com brincadeiras na rua, e destaca a importância de oferecer um contraponto à influência do mundo tecnológico. "São trabalhados temas como uso de telas, presença, companheirismo, amizade e cultura africana.

     As crianças são conduzidas por diversas brincadeiras, como pula corda, amarelinha africana e outras que envolvem ritmo, atenção, parceria e imaginação", explica.

  • Espetáculo Mesa Redonda
    Espetáculo Mesa Redonda
    Espetáculo: "Mesa Redonda" - Teatro Feluma

    Em cena, a atriz Alice Cabral assume sua identidade e traz a temática da solidão da mulher negra como discussão principal a reger o espetáculo.

    Sempre em primeira pessoa, colocando em jogo seus relatos e experiências - em dramaturgia criada com referência ao texto "Vivendo de amor", escrito por Bell Hooks - aborda a realidade vivida por muitas mulheres negras que sentem que não vivem e não viveram o "amor".

    A crítica ao tradicionalismo branco relacionado a esse tema e que é imposto pela sociedade, nos faz repensar padrões de uma realidade quase inalcançável. Em meio a tantas perguntas e a uma trilha autoral, conta histórias vividas por ela e por tantas outras...