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  • Espetáculo: Tudo Que Eu Gosto de Marcelo Duque
    Espetáculo: Tudo Que Eu Gosto de Marcelo Duque
    Espetáculo: Tudo Que Eu Gosto de Marcelo Duque

    O ator, diretor e roteirista Marcelo Duque estreia seu mais novo espetáculo solo, intitulado “Tudo Que Eu Gosto”, uma apresentação cômica totalmente livre e sem roteiro, onde a espontaneidade reina e tudo pode acontecer.

    Conhecido por sua energia contagiante e capacidade de improviso, Marcelo transforma cada apresentação em uma experiência única para o público.

  • Espetáculo: “Tudo que eu queria te dizer mas não vou (ou Prólogo)”
    Espetáculo: “Tudo que eu queria te dizer mas não vou (ou Prólogo)”
    Espetáculo: “Tudo que eu queria te dizer mas não vou (ou Prólogo)”

    “Tudo que eu queria te dizer mas não vou (ou Prólogo)”, nova criação da plataforma artística Ato Junto, faz temporada de estreia de 25 de novembro a 16 de dezembro de 2021 no YouTube, em 4 apresentações gratuitas, todas as quintas-feiras às 20h. As sessões seguem disponíveis para o público no canal da Ato Junto sempre até a meia-noite do dia de exibição.

    Em pesquisa desde 2019, o trabalho, com direção de Ana Regis, traz a atriz Luciana Veloso e o ator Thomaz Cannizza em cena, interpretando 2 personagens que dividem um mesmo lar. Thomaz, que é dramaturgo, escreveu o roteiro com base em personagens da obra “Os Sobreviventes”, de Caio Fernando Abreu, autor gaúcho cuja morte completa 25 anos. Ícone da cultura LGBTQIA+, Abreu teve papel importante na conscientização sobre o HIV e a AIDS.

    O espetáculo investiga possibilidades da linguagem audiovisual a partir de uma ótica teatral. Na tela, vemos a relação entre 2 personagens que, vivendo todos os dias sob o mesmo teto, se deparam com suas repetições e as frágeis tentativas de se reverter a decadência de uma relação amorosa. O projeto foi gravado simultaneamente com a atriz e o ator de suas próprias casas, mas a encenação brinca como se estivessem num mesmo lugar.

    A proposta não busca criar uma ilusão de cinema, mas convida o público a acompanhar um jogo de cena que, mesmo diante das câmeras, é essencialmente teatral.

    Ambientada na década de 1980, a obra, assim como o conto que origina as personagens, evidencia questões sociais e políticas que atravessam as relações na época. No período, após o sonho revolucionário dos jovens dos anos 1970, nasce uma busca frustrada pela felicidade como resistência às ditaduras no período, contexto que atravessa o espetáculo.

    O trabalho tensiona as relações entre a teatralidade e o audiovisual, e por meio de ensaios online, a equipe se reinventou. Ampliando uma noção teatral de repetição de texto e de ações, a linguagem audiovisual permitiu outros formatos, com uma aposta da direção no frescor das atuações frente às câmeras.

    A direção de fotografia, por meio de composições de enquadramento, iluminação e angulação de cena, também teve destaque no processo. O espetáculo é o primeiro de uma trilogia que prevê mais duas criações.

    A ideia era estrear um espetáculo no teatro em 2020, mas, com o fechamento dos espaços e sem data de retorno, surgiu a possibilidade de criar uma obra virtual: um prólogo para o espetáculo presencial. A programação online inclui também bate-papo no YouTube da Plataforma Ato Junto, em que a equipe de criação e artistas convidades vão falar sobre as relações entre teatro e cinema e os modos de criação cênica em tempos de isolamento.

  • Espetáculo: “Tudo” - Sesc Palladium
    Espetáculo: “Tudo” - Sesc Palladium
    Espetáculo: “Tudo” - Sesc Palladium

    O Teatro em Movimento, no ano que celebra 21 anos, traz à capital mineira, através do patrocínio do Instituto Cultural Vale e Itáu, o espetáculo “Tudo”, com elenco formado pelos atores Julia Lemmertz, Dani Barros, Vladimir Brichta, Claudio Mendes e Márcio Vito.

    Três fábulas morais (“como as de Esopo, mas sem animais”) compõem a montagem, que traz o olhar do diretor Guilherme Weber, que assina também a tradução e adaptação para a obra do dramaturgo argentino Rafael Spregelburd. Serão duas apresentações: dias 12 e 13 de novembro, sábado, às 21h, e domingo, às 19h, no Grande Teatro do Sesc Palladium.

    A peça, que fez sua pré-estreia no 30º Festival de Curitiba, passou pelo Rio de Janeiro e São Paulo, está indicada em seis categorias do próximo Prêmio Cesgranrio de Teatro: Melhor Espetáculo, Direção, Ator, Atriz, Desenho de Luz e Cenografia. As fábulas levadas à cena investigam o indivíduo em confronto com o poder a partir de três perguntas.

    A primeira (“Por que todo Estado vira burocracia?”) apresenta um grupo de funcionários vivendo suas rotinas em uma repartição pública, quando começam a questionar valores impostos e alguns comportamentos absurdos.

    A segunda (“Por que toda arte vira negócio?”) mostra os convidados de um jantar de natal que dão início à ceia somente após uma contundente discussão sobre valores absolutos e particulares do pós-modernismo. A terceira (“Por que toda religião vira superstição?”) traz um casal e seu filho recém nascido que fica doente em uma noite de tempestade.

    Para Weber, Spregelburd é uma das vozes mais originais da dramaturgia contemporânea, atento às questões latino-americanas, mas com olhar profundamente universal e humano. “Montá-lo no país é também uma compreensão de nossa identidade como latino-americanos, atravessada pela história do continente.

    O Brasil, pelo seu tamanho e pluralidade, é uma espécie de lente de aumento dos impasses da problemática latino-americana; uma espécie de fantasma no qual todo o continente vê seus medos e desejos. Situar no Brasil estas fábulas morais é ressignificar, sob a ótica nacional, as contradições de nossa identidade e o surrealismo da obra de Spregelburg”, observa Weber. As cenas, aqui, se apresentam como perguntas sobre a transformação ideológica que qualquer sociedade passa.

    Ao tentar construir respostas, os personagens e os espectadores se deparam com temas como o absurdo das regras que definem um determinado grupo social, a dissolução das palavras e seus significados, a ausência de Deus e a inexorável presença da morte. “Toda pergunta sobre ideologia implica uma estreita relação com o conceito de cidade/ comunidade.

    O que é que em um determinado momento torna-se a "identidade" de um povo? E o que a história faz aos povos? Acreditamos que nossa identidade é casual? Somos uma solidariedade partilhada perante o temor dos nossos colapsos coletivos?”, pontua o diretor. “Nesse sentido “Tudo” adquire, às vezes, o valor de um manifesto, mas que visa efeitos sensoriais e ambíguos e em nenhum momento cai na armadilha da arte que faz do discurso e do didatismo sua meta explícita”, diz o diretor.

    É uma comédia apresentada em ritmo de farsa. Cientes da função da comédia em espelhar este momento complexo da nossa sociedade, os personagens destas fábulas vão nos fazer rir para castigar costumes.