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  • Estreia Cena-Espetáculo: "Ligados em uma nota Sol"
    Estreia Cena-Espetáculo: "Ligados em uma nota Sol"
    Estreia Cena-Espetáculo: "Ligados em uma nota Sol"

    Dando continuidade à celebração de seus 25 anos, o Galpão Cine Horto convida o público para a estreia de “Ligados em uma nota Sol”, montagem que resulta do projeto Cena Espetáculo 2023.

    Surgido em 2010, como desdobramento do Festival de Cenas Curtas, o Cena Espetáculo elege, a cada ano, uma cena participante do Cenas Curtas para receber o apoio do Galpão Cine Horto em seu desenvolvimento enquanto espetáculo de longa duração.

    Com forte influência circense, “Ligados em uma nota Sol” é um espetáculo para todas as idades.

    Misturando poesia e palhaçaria, com humor e de forma extremamente sensível, o espetáculo traz em cena o trio de palhaços Garnizé, Gergilin e Rabisco, vividos por Franscisco Dornellas e seus filhos Daniel e Victor.

    O impulso inicial para desenvolvimento da cena foi a recuperação do Francisco (79) após um AVC que comprometeu parte de suas capacidades motoras.

    A dramaturgia se baseia no livro “Escrevivido”, que reúne poesias de autoria do veterano da palhaçaria mineira.

  • “Peça-jogo-festa #Criança” - Memorial Minas Gerais Vale
    “Peça-jogo-festa #Criança” - Memorial Minas Gerais Vale
    Estréia da “Peça-jogo-festa #Criança” - Memorial Minas Gerais Vale

    Onde está a criança perdida? Com esta missão, estreia, em Belo Horizonte, no sábado, dia 7 de março, no Memorial Minas Gerais Vale, a “Peça-jogo-festa #Criança”, que propõe um jogo de tabuleiro (em tamanho natural) para crianças, com apresentação e atuação de Gabriel Castro Cavalcante e Patrícia Diniz, dramaturgia e direção de Juarez Guimarães Dias e Denise Pedron.

    A estreia terá duas sessões (10h30 e 15h30), no Memorial Minas Gerais Vale (Praça da Liberdade, 640), com entrada gratuita, sujeita à capacidade do espaço. O projeto é realizado por Mutanti – Laboratório de Criação, em parceria com o Núcleo de Estudos Neepec (UFMG) e recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.

  • Estreia: “Death Lay – na vida tem jeito pra tudo” - CCBB BH
    Estreia: “Death Lay – na vida tem jeito pra tudo” - CCBB BH
    Estreia: “Death Lay – na vida tem jeito pra tudo” - CCBB BH

    No dia 14 de abril, quinta, estreia “Death Lay – na vida tem jeito pra tudo”, novo trabalho do Grupo Oriundo de Teatro.

    Em cena, a atriz Anna Campos reflete, a partir de relato autobiográfico, sobre o direito de viver e de morrer com dignidade no Brasil. A temporada de estreia segue até 24 de abril, sempre de quinta a domingo, às 20h, no Teatro II do Centro Cultural Branco do Brasil (CCBBBH).

    Aos sábados, 16 e 23 de abril, as sessões são seguidas de bate-papo e com tradução em Libras. Os ingressos custam R$30 e R$15 (meia) e podem ser adquiridos na Bilheteria do Teatro ou online pelo site www.bb.com.br/cultura Há 10 anos, Valéria Vieira, mãe da atriz Anna Campos, foi atropelada, aos 65 anos, quando ia para sua festa de aniversário e, desde então, se encontra em estado vegetativo permanente, sendo alimentada por uma sonda gastrointestinal.

    “Para os médicos, é um corpo vivo, que tem dor, mas que não tem consciência, ou se tem, que não se sabe em qual nível de consciência está”, explica Anna Campos. Desde então, Anna não entrava em um processo criativo teatral e nem podia estar em turnês do grupo, para cuidar da mãe e dos filhos - que na época ainda eram pequenos.

    Agora, em 2022, a atriz retorna aos palcos com seu primeiro trabalho solo. “Existe a dificuldade de falar sobre o tema com ética e, também, não quero dar uma opinião conclusiva. Falo do meu ponto de vista sobre a convivência com minha mãe, sobre questões legais, sentimentais e religiosas.

    Em cena, pergunto: vocês enxergam essas pessoas? A religião enxerga? O Estado? Existe um tabu muito grande em se falar sobre o assunto e um abandono ainda maior do poder público. As pessoas não têm a real dimensão do que é estar ao lado de alguém em estado vegetativo permanente, que vai passar o resto da vida sob sua responsabilidade”, reflete.

    Em “Death Lay - na vida tem jeito pra tudo”, Anna Campos enquanto Anna busca um ‘death lay’ perfeito, sua mãe é uma presença ausente. Na trama, Anna divide a cena com um mastro de pole dance e com uma boneca - criada pelo artista plástico Eduardo Félix do Pigmalião Escultura que Mexe, e que traz, em tamanho real, as feições da mãe da atriz.

    Duas mulheres em suspensão entre a consciência e a inconsciência, entre a realidade e a ficção. A vida e a morte. Mãe e filha unidas e separadas pelo estado vegetativo de uma delas. “Death Lay significa morte no leito e é um movimento do pole dance, de alta complexidade. Você se mantém presa no topo do mastro, somente pela força da coxa.

    É perigoso e arriscado, exige muita força para manter o tronco ereto e não cair”, explica a atriz que há 11 anos pratica o esporte. O espetáculo lança mão, ainda, de “documentos-memórias” – áudios, fotos, vídeos e objetos pessoais – além de recursos do metateatro, que fundem tempos e espaços. “Tudo foi feito com muito cuidado. A situação envolve pontos que a sociedade brasileira parece não querer discutir”, explica o diretor Antonio Hildebrando.

    Ele conta que, para chegar à cena, foram muitas conversas, pesquisas sobre o tema, seleção de imagens, documentos e objetos pessoais de Anna e de sua mãe. “Muito choro e, também, algumas gargalhadas como quando ‘conhecemos’ a Dra.

    Aurora de Glasgow, personagem que certamente surpreenderá os espectadores”, garante o diretor que ainda assina a dramaturgia do espetáculo. Anna Campos conclui que “o direito de morrer é um assunto que tem que entrar em pauta. Todos nós vamos morrer e a gente não sabe como vai ser esse processo.

    Aqui abrimos uma brecha para se discutir o direito de morrer com dignidade. Isso faz da peça algo universal, que pode tocar o público. Minha mãe não pode fazer essa escolha, mas mesmo consciente, em algum tipo de doença irreversível, ela não poderia, já que a legislação brasileira não permite”, afirma.