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  • Espetáculo: "Soldadinho de Chumbo" - Diversão em Cena ArcelorMittal
    Espetáculo: "Soldadinho de Chumbo" - Diversão em Cena ArcelorMittal
    Espetáculo: "Soldadinho de Chumbo" - Diversão em Cena ArcelorMittal

    Um soldadinho, uma bailarina, um menino, a mãe e o pai são personagens da trama de “Soldadinho de Chumbo”, clássico escrito por Hans Christian Andersen.

    Adaptado para os palcos pela Cyntilante Produções, o musical será apresentado no dia 5 de setembro, domingo, a partir das 16h, no Youtube da Fundação ArcelorMittal e no Facebook do Programa Diversão em Cena.

    Duração: 45 minutos. Classificação indicativa: livre. Gratuito.

    Publicado pela primeira vez em 1838, o conto traz a história de um boneco que tem apenas uma perna e se apaixona por uma bailarina também de brinquedo.

    O original ganhou versão para o cinema com a animação Fantasia 2000, e serviu de inspiração para o filme Toy Story - ambos com produção da Walt Disney.

    “Sabemos que os contos de Handersen, apesar de clássicos da literatura infantil, não trazem normalmente um final feliz, mas reflexão. No caso do soldadinho, leva a criança a pensar sobre o quanto temos dificuldade para conviver ou lidar com a diferença.

    Acreditamos que a exclusão social retratada no conto pode despertar, no público infantil, o interesse pela leitura, e futuramente, a consciência sobre a importância de novas práticas inclusivas em nossa sociedade”.

    No musical da Cyntilante Produções, os atores, cantores e bailarinos Ricardo Sabino e Hadassa Baptista dão vida aos protagonistas e interpretam, ao lado dos atores Rafael Ventura, Alex Alves, Marinah Velasques, canções conhecidas do público como "A Bailarina" (Toquinho), "Ciranda da Bailarina" (Edu Lobo e Chico Buarque), "Fico assim sem você" (Abdullah e Cacá Moraes). Fernando Bustamante - diretor artístico da Cyntilante Produções -, garante que “do conforto de casa, cada espectador vai se divertir e se emocionar com a história que atravessa gerações.

    Um programa para curtir em família”.

    A versão digital de “Soldadinho de chumbo” traz ainda trechos gravados do espetáculo, alternados com momentos de interação ao vivo.

    No palco do teatro, os artistas contracenam com distanciamento de três metros entre eles.

    E na telinha, aparecem aproximados digitalmente pelo recurso do chroma-key.

    Em tempo real, eles respondem as mensagens do público que chegam ao vivo, pelo chat.

    Desde 2005, a Cyntilante Produções investe na difusão de clássicos para crianças e adolescentes, por meio da produção de espetáculos musicais, com temporadas – de grande sucesso de público - em diversos teatros de Belo Horizonte e do país.

    Com a pandemia, a solução foi apresentar as obras, ao vivo, no formato de shows musicais no Youtube.

    “Com clima de incerteza ainda vamos manter esta apresentação no formato virtual, mas em breve vem novidade por aí”, antecipa.

    Fernando Bustamante, ator e diretor da Cyntilante Produções

  • Espetáculo solo: “Antes do Ano Que Vem”
    Espetáculo solo: “Antes do Ano Que Vem”
    Espetáculo solo: “Antes do Ano Que Vem”

    O Teatro em Movimento, no ano que celebra 21 anos, dá continuidade à sua programação, recebendo Mariana Xavier, em seu primeiro espetáculo solo “Antes do Ano Que Vem”, com direção de Ana Paula Bouzas e Lázaro Ramos.

    O mote para a comédia é a celebração do ano novo.

    No palco, a atriz vive sete personagens em torno do tema da virada do ano que remota desde quando o governador romano Júlio César, no ano 46 a.C, determinou que em todo 1º de janeiro (mês dedicado a Jano, o deus dos portões) seria celebrado o Ano-Novo.

    A partir daí, a data tem sido motivo de emoções bem diversas.

    Seja na Praça São Pedro, na Times Square, na Av. Paulista ou em Copacabana, as pessoas se dividem entre momentos de muita alegria e outros, digamos, de uma certa angústia pelo passar do tempo, frustração pelo que não se realizou e ansiedade pelo que está por vir.

    A montagem terá duas apresentações, dias 19 e 20 de novembro, sábado, às 20h30 e domingo, às 18h, no Cine Theatro Brasil Valourec.

    O Teatro em Movimento é apresentado pelo Instituto UnimedBH, por meio do incentivo de mais de 5,2 mil médicos cooperados e colaboradores, e pelo Instituto Cultural Vale, tem o patrocínio do Itaú e da Cemig e conta com o apoio da CBMM, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, do Ministério do Turismo.

  • Espetáculo de teatro: “Solo da Cana” com Izabel de Barros Stewart
    Espetáculo de teatro: “Solo da Cana” com Izabel de Barros Stewart
    Espetáculo: “Solo da Cana” com Izabel de Barros Stewart

    O que nos diria uma cana-de-açúcar, depois de séculos de exploração?

     Esse é o questionamento da peça “Solo da Cana”, da artista Izabel de Barros Stewart, que se lança na dramaturgia ficcionalizando um depoimento vegetal: a perspectiva de uma cana-de-açúcar sobre os vínculos coloniais que deflagram um determinado modo de habitar a Terra e de se relacionar com o solo e suas gentes, revelando o racismo ambiental que permeia essas práticas. 

    A direção é de João Saldanha e a produção é de Ana Paula Abreu e Renata Blasi. O espetáculo cumpre temporada no Teatro II do CCBB BH, de 11 a 28 de outubro, de sexta a segunda, às 19h.

     Os ingressos serão vendidos a partir de 15 reais, no site ccbb.com.br/bh e na bilheteria do CCBB. 

    Aos sábados, as sessões contarão com intérprete de Libras e haverá bate-papo após as apresentações.

     A montagem traz à cena um corpo de mulher que assume o lugar de fala de uma cana-de-açúcar, ícone da cultura mono-agro-pop, em diálogo com a plateia, versando sobre o cultivo de afetos entre os seres.

     Não se trata de antropomorfizar um ser vegetal, mas sim de criar condições para encarar o outro, o diferente, como sujeito ativo nas relações, atribuindo voz e agência àquela que foi considerada objeto inanimado na nossa cultura mercantilista. "Solo da Cana" é uma espécie de manifesto contra-colonial, trata de uma batalha entre o alargamento da fronteira agrícola e o atrofiamento do horizonte sensível, entre o superávit e a fome, na luta por um terreno que recupere o cosmo.

     Para além dos enquadramentos que classificam humanos e não humanos, o desafio aqui é perceber as interações que nos transformam materialmente e simbolicamente no inevitável convívio interespécies.