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    Espetáculo ÜBERMENSCH Acima de Todos (ou Demasiadamente Humano?)

    O que aconteceria se o Senhor Todo-Poderoso sofresse impeachment? Essa é a premissa provocativa de “ÜBERMENSCH – Acima de Tudo ou Demasiado Humano?” , comédia mordaz e irreverente que estreia em maio em Belo Horizonte. Escrita e dirigida pelo ator e comediante Sartre , a peça conta com Ana Ramos, Danni Garcia e Morais Marins e convida o público a refletir com humor sobre fé, poder, abandono e redenção. Além da crítica social e filosófica, o espetáculo inova ao apresentar uma dramaturgia bilíngue , na qual a Língua Brasileira de Sinais ( Libras) é incorporada à cena com a mesma relevância do português. “ÜBERMENSCH – Acima de Tudo ou Demasiado Humano?” estará em cartaz de 2 a 4 de maio no Teatro Raul Belém Machado e de 8 a 19 de maio na Funarte . 

    Livremente inspirada no romance filosófico "Assim Falou Zaratustra", de Friedrich Nietzsche, a peça conta a história de Zara, uma mulher cética que, durante anos, seguiu uma doutrina espiritual, mas a abandonou após uma profunda decepção com seu guia. Anos depois, ela recebe inesperadamente a visita deste guia espiritual, conhecido apenas como "O Senhor", que agora foi afastado de seu cargo e quer a ajuda de Zara para provar que as acusações de intolerância e abuso que recebeu são injustas.

    O autor e diretor Sartre afirma que a peça não é uma crítica à religião, ou às religiões, e muito menos à fé das pessoas. "A crítica da peça é exclusivamente à política e às relações de poder, que abusam da fé alheia. As páginas políticas dos jornais atualizam a peça todos os dias. É difícil competir com o humor da vida real, com tantos figurões fazendo declarações absurdas todos os dias", explica.

    A obra é fruto de uma pesquisa focada na criação de uma dramaturgia e encenação bilíngue, onde a Libras esteja em pé de igualdade com o Português, interpretada pelo próprio elenco de dentro do palco, permitindo que o público surdo assista a todo o espetáculo, sem precisar desviar o olhar da ação para observar o artista, convencionalmente posicionado fora do palco. Essa escolha estética e política amplia a experiência teatral e reafirma o compromisso com uma forma de arte mais acessível e inclusiva.

    O espetáculo tem 50 minutos de duração, classificação indicativa 12 anos e é um projeto realizado pela sociedade civil com recursos da política municipal de fomento à cultura.

     

     

  • Espetáculo: “ÜBERMENSCH – Acima de Todos ou Demasiadamente Humano?”
    Espetáculo: “ÜBERMENSCH – Acima de Todos ou Demasiadamente Humano?”
    Espetáculo: “ÜBERMENSCH – Acima de Todos ou Demasiadamente Humano?”

    O que aconteceria se o Senhor Todo-Poderoso sofresse impeachment? Essa é a premissa provocativa de “ÜBERMENSCH – Acima de Tudo ou Demasiado Humano?” , comédia mordaz e irreverente que estreia em maio em Belo Horizonte. Escrita e dirigida pelo ator e comediante Sartre , a peça conta com Ana Ramos, Danni Garcia e Morais Marins e convida o público a refletir com humor sobre fé, poder, abandono e redenção. Além da crítica social e filosófica, o espetáculo inova ao apresentar uma dramaturgia bilíngue , na qual a Língua Brasileira de Sinais ( Libras) é incorporada à cena com a mesma relevância do português. “ÜBERMENSCH – Acima de Tudo ou Demasiado Humano?” estará em cartaz de 2 a 4 de maio no Teatro Raul Belém Machado e de 8 a 19 de maio na Funarte.

    Livremente inspirada no romance filosófico "Assim Falou Zaratustra", de Friedrich Nietzsche, a peça conta a história de Zara, uma mulher cética que, durante anos, seguiu uma doutrina espiritual, mas a abandonou após uma profunda decepção com seu guia. Anos depois, ela recebe inesperadamente a visita deste guia espiritual, conhecido apenas como "O Senhor", que agora foi afastado de seu cargo e quer a ajuda de Zara para provar que as acusações de intolerância e abuso que recebeu são injustas.

    O autor e diretor Sartre afirma que a peça não é uma crítica à religião, ou às religiões, e muito menos à fé das pessoas. "A crítica da peça é exclusivamente à política e às relações de poder, que abusam da fé alheia. As páginas políticas dos jornais atualizam a peça todos os dias. É difícil competir com o humor da vida real, com tantos figurões fazendo declarações absurdas todos os dias", explica.

    A obra é fruto de uma pesquisa focada na criação de uma dramaturgia e encenação bilíngue, onde a Libras esteja em pé de igualdade com o Português, interpretada pelo próprio elenco de dentro do palco, permitindo que o público surdo assista a todo o espetáculo, sem precisar desviar o olhar da ação para observar o artista, convencionalmente posicionado fora do palco. Essa escolha estética e política amplia a experiência teatral e reafirma o compromisso com uma forma de arte mais acessível e inclusiva.

     

    O espetáculo tem 50 minutos de duração, classificação indicativa 12 anos e é um projeto realizado pela sociedade civil com recursos da política municipal de fomento à cultura.

  • Espetáculo: "Uiraçu"
    Espetáculo: "Uiraçu"
    Espetáculo: "Uiraçu"

    De 5 a 8 de dezembro a Cia Candongas apresenta a 2ª temporada de Uiraçu, seu mais recente espetáculo, que também é um jogo, onde cada espectador é, além de plateia, um jogador, peça importante no desenvolvimento da história. Como jogador, os espectadores podem interagir online com outros jogadores e ainda definir o rumo dos acontecimentos.

    Em Uiraçu, o desafio a ser trabalhado foi o Exercício de Cidadania e para tanto os Candongueiros pesquisaram revolucionários da nossa história que lutaram, cada um a seu modo, por um Brasil melhor e independente de repressões e colonialismos. Brasileiros históricos como Maria Felipa, Luiza Pinta, Sepé Tiaraju, Joaquim Cândido, Dadá (a cangaceira), Zuzu Angel e o Profeta Gentileza serviram de arquétipos para as construções dos personagens que formam um grupo de rebeldes, chamado Bando Uiraçu na peça.

    Estes personagens sofrem a repressão de um poder oficial em uma sociedade distópica. Para compor a dramaturgia desta distopia e do julgamento ao qual o Bando é subjugado, a companhia baseou-se em um momento histórico: a reunião presencial dos Conjurados Mineiros para a leitura da sua primeira sentença, das duas enviadas pela coroa, que condenou a maioria dos envolvidos à morte. Assim como aconteceu na Inconfidência Mineira, o espetáculo também explora a opressão colonial, a reação dos réus e os desdobramentos desta sentença no desencadear de seus dramas.

    Mas, no caso do espetáculo Uiraçu, o público presente tem o poder de agir, através do jogo, durante o espetáculo, para influenciar nos rumos da história que acontece ao vivo na sua frente. A Companhia acredita que o espetáculo propõe uma metáfora prática e lúdica do exercício da cidadania por meio de interação presencial e virtual.