ESPETÁCULO: VELHAS ENTRELINHAS
ESPETÁCULO:VELHAS ENTRELINHAS
- Dias: 12(sexta-feira), 13 (sábado) e 14 (domingo) de Dezembro
- às 19H | Duração de 85 MIN
- Classificação etária 12 ANOS
- EVENTO GRATUITO

ESPETÁCULO:VELHAS ENTRELINHAS
O espetáculo “Velhos Caem do Céu como Canivetes” é livremente inspirado no conto “Un Señor Muy Viejo con unas Alas Enormes”, de Gabriel García Márquez.
Com dramaturgia e encenação de Marcelo Flecha, a narrativa apresenta dois personagens em permanente exercício dialético: um ser humano, representado pelo ator Cláudio Marconcine, e um ser alado, representado pelo ator Jorge Choairy. Um ser alado cai no quintal de um ser humano. É a partir dessa premissa que a narrativa se desenvolve.
O ser humano, um catador de lixo que tenta sobreviver à miséria que assola sua família, vê sua rotina mudar com a queda de um ser alado em seu quintal. O espanto inicial dá lugar à necessidade de identificar o estranho ser, gerando um permanente questionamento quanto à definição do ser alado. Seria um anjo? Um frango? Um delírio provocado pela fome?
É nessa teia que o espectador é convidado a se equilibrar, enquanto os dois seres se digladiam em um intenso confronto dialético.
O exílio forçoso de um e a miséria do outro pontuam a trama, que apresenta um cenário pós-apocalíptico permeado de desesperança. Um ser alado e um ser humano, no abismo de suas percepções, preconceitos, medos e dúvidas.
''Velocidade'', décima montagem do Grupo Quatroloscinco, traz ao público a seguinte provocação: e se fosse possível desacelerar o tempo? Esta peça-livro-sonho busca refletir sobre a nossa relação conflituosa com o tempo e a velocidade das coisas, dos acontecimentos, da vida. Em um mundo cada vez mais utilitarista, consumista e hiperconectado, onde distâncias, durações, memórias e relações se reduzem e se virtualizam, "Velocidade" se apresenta como um manifesto contra a pressa e a urgência.
"Velocidade", novo espetáculo do Grupo Quatroloscinco, convida o espectador a repensar a relação com o tempo na vida contemporânea. A peça se estrutura como as partes de um livro: capa, prefácio, dedicatória, sete capítulos e verso da capa. Situações diversas e sobrepostas abordam a percepção humana do tempo a partir de relações familiares e de trabalho, rotina de vida, memórias de infância, sonhos recuperados e a incerteza do futuro. Dramaturgia e encenação constroem uma peça-livro-sonho que afirma o teatro como uma máquina de desacelerar o tempo.