Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Exposição “Nossos ídolos ainda são os mesmos” - da artista plástica Fátima Mirandda
    Exposição “Nossos ídolos ainda são os mesmos” - da artista plástica Fátima Mirandda
    Exposição “Nossos ídolos ainda são os mesmos” - da artista plástica Fátima Mirandda

    Em homenagem aos grandes ícones da música mundial, o Shopping Minascasa recebe, a partir do dia 12 de março, a exposição “Nossos ídolos ainda são os mesmos”, da artista plástica Fátima Mirandda. Com entrada gratuita, a mostra fica aberta para visitação de segunda-feira a sábado, das 10h às 22h; domingo, das 12h às 22h. Marcado pela diversidade, o trabalho da artista valoriza as raízes culturais mineiras por meio do jogo de cores e mistura de tons.

    Entre os nomes que fazem parte da exposição estão bandas e artistas consagrados no cenário internacional, como Michael Jackson e Madonna. “A celebração da vida é a marca do meu trabalho; nessa exposição, o destaque são personalidades que cativam pessoas em todo mundo e atravessam gerações”, afirma. A artista tem uma sólida trajetória em retratos, executados em tinta acrílica espatulada sobre tela. “Essa é uma oportunidade muito bacana para nós, artistas. O universo das exposições, às vezes, é muito fechado, com circulação de gente que já é ligada à área das artes.

    Estar em um espaço como o Minascasa amplia as possibilidades para que pessoas de todos os gostos e estilos tenham acesso a nossas obras com novos olhares para a arte”, comenta Fátima Mirandda. Para o coordenador de Marketing do Shopping Minascasa, Henrique Fagundes, trata-se também de mais uma iniciativa do shopping para fomentar a cultura. “Acreditamos que, a partir dessa iniciativa, estamos nos firmando como um espaço de encontro com uma programação única e diversificada”, destaca.

  • Herbário de Alexandre Brandão
    Herbário de Alexandre Brandão
    Exposição: Novas Naturezas

    O SESI Museu de Artes e Ofícios inaugura no dia 10 de outubro a exposição Novas Naturezas, individual do artista Alexandre Brandão. A mostra reúne obras em escultura, desenho e instalação produzidas entre 2012 e 2025, ocupando as três salas temporárias e o espaço da torre do museu.

    Com trabalhos que embaralham fronteiras entre natureza e cultura, Alexandre Brandão cria um universo em que elementos minerais, vegetais e industriais se fundem em composições híbridas. O projeto, desenvolvido especialmente para o MAO, amplia a proposta enviada ao edital do SESI e ganha forma em diferentes ambientes, cada um explorando uma faceta da pesquisa do artista

    A experiência da mostra:

    Na Sala 1, o público encontra um ambiente imersivo marcado pelo uso do fio de papel torcido — um material sustentável e versátil, feito de papel, utilizado tanto na indústria (como amarração de embalagens) quanto em práticas artesanais, como crochê, tricô, cestas, bolsas e arranjos florais. Transformado pelo artista, esse material se converte em estruturas que mimetizam espécies vegetais.

    Esculturas da série Diorama lembram tufos de capim que se movem com a circulação dos visitantes, enquanto Invasora atravessa a sala suspensa por fios de aço, como uma trepadeira. Nas paredes, obras pendentes ocupam o espaço como cachos vegetais, e a série Herbário apresenta doze folhas de papel costuradas com fios de papel em composições que evocam estudos botânicos imaginários. No centro, três grandes folhas de palmeira da instalação Volantes descem do teto e ocupam o piso, em uma paisagem inventada.

    A Sala 2 é dedicada às obras de luz, em um ambiente escuro e de atmosfera contemplativa. Trabalhos como Contraluz — um eclipse artificial projetado na parede — e Áurea — instalação em que feixes luminosos atravessam um tecido suspenso e se desdobram em múltiplos círculos conforme a movimentação do público — convidam a uma experiência quase sensorial, em que a luz e a sombra se tornam matéria plástica.

    Já a Sala 3 apresenta obras produzidas entre 2018 e 2023, que lidam com matérias-primas minerais e industriais. A série Passante (2021) foi criada a partir de suco de limão impregnado em tecido de algodão cru, revelado pelo calor do ferro de passar — técnica inspirada em experimentos de ciência amadora. Rama (2024) recorta tecidos a partir de folhas de cauassú coletadas na Mata Atlântica, preservando marcas de tempo e deterioração. Nas esculturas Entrenós (2022), galhos recolhidos em espaços urbanos e naturais são serrados e reordenados em estruturas híbridas, que imitam e subvertem processos naturais de crescimento. A série Neolítica (2023) combina pedras de rio e blocos de pó de pedra cimentado, em uma relação de simbiose entre o geológico e o fabricado. Tectônica (2018), por sua vez, recria fragmentos de barro ressecado a partir da técnica de solo-cimento, tensionando o olhar entre fenômenos naturais e processos construtivos.

  • Exposição Novembre Numérique - FCS

    O festival internacional de culturas digitais NOVEMBRE NUMÉRIQUE (NOVEMBRO DIGITAL) é uma mostra gratuita que ocorre na fachada e no Café do Palácio das Artes. Organizado anualmente pela Institut Français, Embaixada da França e Rede de Alianças Francesas, o evento tem como intuito apresentar ao público o universo digital por meio de shows, performances, exposições, instalações, palestras e debates, fomentando o conhecimento e a troca das principais novidades tecnológicas francesas e brasileiras.

    Visando aproximar a tecnologia das pessoas, um circuito em realidade digital irá conectar o Palácio das Artes com os equipamentos culturais integrantes do Circuito Liberdade, com o prédio da Aliança Francesa BH e com os equipamentos culturais da Universidade Federal de Minas Gerais, envolvendo os edifícios na animação URAMADO Ar. A animação, criação da designer Julie Stephen Chheng a partir de inspiração no folclore japonês, retrata os Tanukis, espíritos da floresta que acordam em um centro urbano.

    Com a ajuda dos smartphones, através do aplicativo gratuito para Andorid e iOS URAMADO Ar, o público terá a oportunidade de imergir na narrativa por meio de um jogo, semelhante a uma “caça ao tesouro”, na qual os 24 espíritos estarão espalhados e ocultos nas fachadas dos prédios que fazem parte do circuito.

    Ao encontrar as imagens, o espectador será abordado com questionamentos sobre nossas diferenças e nossa realidade de forma poética e lúdica.