Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Exposição: "Sobre torres, janelas e memória"
    Exposição: "Sobre torres, janelas e memória"
    Exposição: "Sobre torres, janelas e memória"

    A exposição ‘Sobre torres, janelas e memória’ é uma homenagem a Minas Gerais, que busca através de um olhar voltado para arquitetura, uma releitura de torres, janelas e memórias mineiras. São muitas as arquiteturas, torres e janelas que, de alguma maneira, pertencem e contam histórias das cidades mineiras.

    Atrás de uma aparente desordem formal, as pinturas escondem uma relação entre intuição e razão, improviso e raciocínio, ludicidade e disciplina. O rigor da observação, que registra torres, janelas e memórias, se expande na vitalidade da pintura, criando um inédito equilíbrio entre perspectivas e gestualidades espontâneas. As manchas soltas, livres e irregulares convivem com linhas precisas, rápidas e concisas. Desta relação surgem as pinturas, com gestos largos e pingos velozes.

    Estes procedimentos, aparentemente opostos, podem ser entendidos como uma tentativa de pintar não somente o mundo visível, mas também as memórias, as histórias, o vento, o som, o cheiro, a cidade e a vida, com todo seu aspecto simbólico. Desta forma, a exposição ‘Sobre torres, janelas e memória’ ganha existência.

  •  Exposição: SOLO de Poli Pieratti
    Exposição: SOLO de Poli Pieratti
    Exposição: SOLO de Poli Pieratti

    O Parque do Palácio, em Belo Horizonte, inaugura neste domingo, 18 de maio, a exposição SOLO, da artista Poli Pieratti, com curadoria de Sarah Ruach, fundadora do Escritório de Arte Ruach. A abertura será marcada por um coquetel para convidados, a partir das 11h. A mostra apresenta uma série inédita de pinturas em pastel seco sobre tela que evocam o Cerrado — não apenas como paisagem, mas como solo simbólico, pulsante e essencial para a vida. As obras, delicadas, sugerem paisagens subterrâneas e o movimento silencioso da água sob a terra. Em tons de rosa e azul, Pieratti revela a dimensão vital do bioma, que concentra oito das doze principais regiões hidrográficas do Brasil e é considerado o grande aquífero do país. Artista visual brasiliense, Pieratti residiu em Belo Horizonte nos últimos três meses para produzir parte da exposição. 

    Encontra no Cerrado um território que é também interior: lugar de travessia entre geografias e memórias. “Há algo maior do que o braço que vai levando a cor, guiando as formas”, diz a artista. “A pintura me lança para dentro de mim, para as memórias submersas e suas correntes.” Com uma produção que transita entre pintura, desenho e linguagem cartográfica, a artista tem uma relação poética e contínua com o território. Participou de importantes eventos do circuito nacional e teve obras expostas em mostras individuais e coletivas em Brasília, São Paulo e Belo Horizonte. Para além da geografia, SOLO propõe uma leitura sensível do Cerrado como território originário, berço das águas e guardião da biodiversidade. “Ao primeiro olhar, pouco; ao segundo, tudo”, escreve Ruach. “Natureza complexa, árvores pequenas, águas profundas.” Ao ocupar o Parque do Palácio — antiga residência oficial do governo mineiro, projetada por Oscar Niemeyer —, a exposição estabelece um diálogo entre arte, paisagem e arquitetura modernista. 

    Para Pieratti, nascida em Brasília, capital do modernismo, há um prazer simbólico em apresentar seus trabalhos em um dos marcos arquitetônicos de Minas Gerais: um espaço onde a matéria do solo encontra também a matéria da forma. SOLO é um convite ao mergulho — no território, no gesto, na imagem. E, como destaca a curadora, “um mergulho no que a vida tem de mais cru, de mais verdadeiro.” Parte da residência artística foi viabilizada com apoio do Hotel Tryp, que acolheu a artista em uma experiência de criação em ambiente hoteleiro — reforçando o deslocamento como parte fundamental do processo.

  • Sonhar o que rola no mundo lá fora
    Sonhar o que rola no mundo lá fora
    Exposição: "Sonhar o que rola no mundo lá fora" - SESI Museu de Artes e Ofícios

    Um exposição coletiva que encontra em seu caminho processos que transitam entre a ingenuidade, o lúdico e o imaginário de cada artista.

    Texturas, cores e criaturas, cada obra é um fragmento do cotidiano ou de algo imaginado, ou um lembrete sobre o que as vezes não se vê. 

    O dicionário diz que naïf é aquilo que retrata simplesmente a verdade, será?