Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Exposição: "Matéria e Memória"
    Exposição: "Matéria e Memória"
    Exposição: "Matéria e Memória"

    A exposição ‘Matéria e Memoria visa apresentar uma série de pinturas que surgiu na época da pandemia, onde as relações pessoais passaram a ser feitas a distância, a qual reforçou ainda mais a busca por elementos arquitetônicos que tivessem algum apelo de memória afetiva para a artista. As imagens dos ornamentos acabam sendo ressignificadas, assumindo a função de articuladores das suas memórias e estimuladores das suas lembranças. Embora a pandemia tenha acabado, esse resgate da memória afetiva proveniente dos ornamentos arquitetônicos continua em suas obras, como uma forma de resgatar essas memórias e vivenciá-las novamente, recriando novos sentimentos.

    O campo pictórico, dessa forma, acaba ganhando mais corpo, se tornando mais matérico e, por sua vez, as imagens começam a sofrer interferências com a materialidade da pintura, que acaba alterando-as, ressignificando assim a recordação afetiva contida nelas.

    A pintura se apresenta como um resultado da atualização dessas lembranças, passando assim a matéria fazer parte da memória, de modo que surja o passado e o presente, colocados em comunhão. O acréscimo dos elementos arquitetônicos promove um novo processo artístico, composto por diferentes elementos artísticos: o estêncil (gravura), as fotografias arquitetônicas, o Autocad (software da arquitetura surgindo arte digital).

    Para essa exposição, a artista irá expor também pinturas posteriores ao momento da pandemia, visando elucidar o espectador que o estudo da artista no aspecto da relação matéria continua presente. Sobretudo em relação ao aspecto do uso das cores, onde em alguns momentos remetem as dores sentidas no momento da feitura, principalmente se são causadas por problema de saúde. Em virtude disso, os usos das cores nas pinturas da artista em alguns momentos continuam sendo provenientes das dores, que acabam refletindo em seu trabalho por meio das cores.

  • Exposição Mau Olhado Bem Olhado II –Janaína Barros e Wagner Leite Viana na PiccolaGalleria da Casa Fiat de Cultura
    Exposição Mau Olhado Bem Olhado II –Janaína Barros e Wagner Leite Viana na PiccolaGalleria da Casa Fiat de Cultura
    Exposição Mau Olhado Bem Olhado II –Janaína Barros e Wagner Leite Viana na PiccolaGalleria da Casa Fiat de Cultura

    Exposição aborda a relação entre as diferentes camadas sociais do país, o lugar que os corpos negros ocupam na sociedade e como essas questões influenciam a construção da relação a dois Refletir sobre a afirmação e a resistência do negro, além de ressignificar seu papel social e suas relações são as propostas da nova exposição da Casa Fiat de Cultura. “Mau Olhado Bem Olhado II”, dos artistas Janaína Barros e Wagner Leite Viana está em cartaz na Piccola Galleria, de 10 de março a 26 de abril.

    A mostra apresenta obras, que entrelaçam objetos, vestimentas, vídeos, fotografias e áudio, sempre destacando o olhar dos próprios artistas sobre o seu trabalho em diálogo com o olhar do público. As instalações podem ser vistas a partir de duas perspectivas. Uma macro, que aborda o racismo e a violência que impactam a população negra no Brasil, bem como a relação entre as diferentes camadas sociais existentes no país. E outra micro, que aborda a construção de uma relação entre duas pessoas, com seus afetos, cumplicidade, violências coloniais, força, reciprocidade e peculiaridades. Os artistas explicam que “Mau Olhado Bem Olhado II” é um processo construído desde 2011, a partir da experiência do casal com performance, vídeo e outras formas de registro e que nasceu com um carimbo de olho – hoje permeado na mostra por meio de uma estampa.

    “O olhar é uma temática importante em nosso trabalho. Entendemos que, seja qual for a natureza e a intencionalidade do olhar, é possível desvelar formas de assimetrias e simetrias nas relações”, destaca Janaína Barros, ao falar sobre a estampa que estará presente na peça gráfica “Cântico das Paixões” – um livreto que constituí de um mapa, que traz um código escaneável, e na instalação “Olhar e ser visto” – um vestido com áudio que descreve um roteiro com uma ação executada por um homem e uma mulher. “A vestimenta evoca um possível corpo que o ocupa e nos faz pensar especialmente em corpos negros, considerando a nossa própria racialidade enquanto artistas e enquanto casal”, pontua Wagner Leite Viana. “E é impossível pensar em corpo sem pensar em carne. E, nesse caso, pensar no sacrifício da carne e dos corpos negros em toda a nossa história”, completa. Para o crítico, Leonardo Araujo Beserra, que é membro do Grupo de Críticos do Centro Cultural de São Paulo, “Mau Olhado Bem Olhado II” compartilha as violências históricas e contemporâneas de maus olhados que esses corpos pretos sofrem e sofreram, no momento em que são capturados pelo olhar, mesmo que com intenção atenciosa.

    “A exposição é resultado de um processo, por meio de ações criadas a partir de vestígios do próprio casal, atravessado pelo corpo negro e seus afetos. Os trabalhos são circundados por assuntos da subjetividade política racial preta e geram metáforas a quem os imagina em trânsito. São bem olhados por meio da cocriação do espectador, mas foram produzidos antes por conta de mau olhados sociais”, reflete. A mostra “Mau Olhado Bem Olhado II” integra o ciclo de exposições do 3º Programa de Seleção da Piccola Galleria, da Casa Fiat de Cultura para 2019/2020 e é uma realização do Ministério da Cidadania, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e da Casa Fiat de Cultura, com o patrocínio da Fiat Chrysler Automóveis (FCA), Fiat Chrysler Finanças e Banco Safra. A exposição conta com apoio institucional do Circuito Liberdade, Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Iepha), Governo de Minas e Governo Federal.

  • Imagem de divulgação da exposição: fundo amarelo com o termo "Meme" escrito em letra maiúscula e cor preta.
    Imagem de divulgação da exposição: fundo amarelo com o termo "Meme" escrito em letra maiúscula e cor preta.
    Exposição: "Meme: No Br@sil da Memeficação"

    O CCBB BH recebe a exposição “MEME: no Br@sil da memeficação”, que reúne cultura digital, arte contemporânea e crítica social, ao apresentar cerca de 800 itens produzidos por 200 criadores do universo digital e artistas. Nomes consagrados da arte contemporânea brasileira, como Anna Maria Maiolino, Gretta Sarfaty, Nelson Leirner e Claudio Tozzi, aparecem ao lado de criadores que movimentam o universo digital, como Porta dos Fundos, Alessandra Araújo, Melted Vídeos, John Drops e Greengo Dictionary.

    Com curadoria de Clarissa Diniz e Ismael Monticelli, e colaboração do perfil @newmemeseum, o projeto transforma o espaço expositivo em um ambiente imersivo, onde vídeos, neons, esculturas, roupas, quadrinhos, pinturas, objetos, backlights, instalações sonoras e experiências interativas se entrelaçam para contar a história e as reinvenções do humor brasileiro.  

    Organizada em cinco núcleos temáticos – “Ao pé da letra”, “A hora dos amadores”, “Da versão à inversão”, “O eu proliferado”” e Combater ficção com ficção” – a exposição apresenta ainda o prólogo tátil “Alisa meu pelo” e o epílogo “Memes: o que são? Onde vivem? Do que se alimentam?”. A partir desses eixos, a mostra propõe a reflexão sobre como a chamada “memeficação” atravessa não apenas as redes sociais, mas também a política, a publicidade, a arte e as relações cotidianas.