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  • Acervo do artista
    Acervo do artista
    EXPOSIÇÃO: "O QUE ERA DO LADO DE CÁ

    Ações permanentes 

     

    EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA "O QUE ERA DO LADO DE CÁ"

     

     

    Parque Municipal – Jardins Teatro Francisco Nunes

     

    DU RETRATISTA
     

    Em parceria com o Retratistas do Morro, "O QUE ERA DO LADO DE CÁ" é uma exposição de fotografia documental composta por uma série única de retratos que iluminam a memória de uma família moradora da Vila Estrela, comunidade localizada no Morro do Papagaio, em Belo Horizonte. As imagens, registradas na década de 1990 por Manoel do Rosário Azevedo, mais conhecido como Dú Retratista, revelam o cotidiano e os afetos da família Gonçalves, composta por uma mãe, uma avó, oito filhas e dois filhos, que viviam na última casa do Beco São João Nepomuceno.

     

    O título da exposição propõe um deslocamento do olhar. Convida o público a refletir sobre as memórias apagadas de famílias periféricas nos registros oficiais da história urbana e nas narrativas artísticas brasileiras. Também questiona os impactos das "reformas" urbanas na cidade que, frequentemente, desconsideram os vínculos afetivos entre sujeitos e territórios. Dú Retratista, morador e fotógrafo da região desde os anos 1980, dedicou-se a documentar momentos essenciais da vida no Morro do Papagaio, e oferece um acervo potente que resiste ao tempo e à invisibilidade social imposta a esses corpos e espaços.

    Essa exposição faz parte do Memorial das Favelas de Belo Horizonte

    CLASSIFICAÇÃO: Livre
     

    Manoel do Rosário Azevedo, mais conhecido como Dú Retratista, é um nome fundamental para a história visual da periferia de Belo Horizonte. Por mais de 40 anos, ele se dedicou a documentar, por meio da fotografia, momentos essenciais da vida dos moradores do Morro do Papagaio. Com um olhar sensível e comprometido com sua comunidade, Dú registrou batizados, formaturas, festas populares, partidas de futebol e inúmeros outros eventos que marcaram a vida cotidiana no morro. Seu acervo é mais do que um conjunto de imagens, é um verdadeiro patrimônio da memória favelada. Muitas das cenas e territórios retratados por suas lentes já não existem mais, tornando seu trabalho ainda mais valioso para a preservação da identidade local.
     

  • Exposição: ÓRBITA - Galeria Genesco Murta
    Exposição: ÓRBITA - Galeria Genesco Murta
    Exposição: ÓRBITA - Galeria Genesco Murta

    As muitas constelações formadas pelo trabalho gráfico-visual dos irmãos Marconi Drummond, artista visual e curador independente, e Marcelo Drummond, artista gráfico e professor da Escola de Belas Artes/UFMG, se entrelaçam na mostra inédita Órbita.

    exposição ocupará a Galeria Genesco Murta a partir do dia 9 de abril até 5 de junho de 2022, propondo uma imersão na produção artística da dupla, edificada ao longo de trinta anos de atividade e carreira.

    projeto expográfico, concebido pela arquiteta Ivie C. Zappelline, propõe diálogos, confluências e intercessões entre as obras autorais dos dois criadores em diálogo com os outros vinte e cinco artistas convidados. No centro do projeto de pesquisa dos dois criadores posiciona-se a arte e a cultura, onde gravitam, em trajetórias e movimentos circulares, o design gráfico, a curadoria, a pesquisa, as artes visuais e os projetos autorais.

    É essa constelação de atividades, programas, projetos e percursos que será apresentada na Galeria Genesco Murta. A exposição panorâmica “Órbita” estrutura-se por meio de núcleos, organizados como “satélites”.

    Cada núcleo apresenta um variado acervo visual, subsidiado pela coleção particular da dupla de criadores e também por obras de artistas que possuem lastros de criação e processos integrados à trajetória profissional de Marcelo e Marconi Drummond.

    Assim, para cada matriz gráfica exposta sempre orbitará um acervo correlato, composto de diversas linguagens artísticas. A abertura da exposição, que acontece no dia 9 de abril (sábado), às 11h, contará, ainda, com três intervenções performáticas na Galeria Aberta Amilcar de Castro: “Antropônimo (Juracy)”, de Marcelo Drummond, criada com 800 balões coloridos, “Fogueira”, do artista Paulo Bruscky & Daniel Santiago, edificada por meio do empilhamento de barras de gelo, e “Citrium trepante”, uma instalação em homenagem a Lygia Clark, assinada pelo artista, escritor e professor Márcio Sampaio.

    do Turismo, Governo de Minas Gerais, Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Clóvis Salgado, apresentam a exposição Órbita, que tem correalização da APPA – Arte e Cultura, patrocínio máster da Cemig, ArcellorMittal, Instituto Unimed-BH¹, AngloGold Ashanti e Usiminas, e patrocínio prata da Vivo, por meio das Leis Estadual e Federal de Incentivo à Cultura.

    apoio cultural do Instituto Hermes Pardini. Projeto realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.

  • Exposição: “Oriará – Arte e Educação em Movimento”
    Exposição: “Oriará – Arte e Educação em Movimento”
    Exposição: “Oriará – Arte e Educação em Movimento”

    O Memorial Minas Gerais Vale apresenta sua nova exposição, “Oriará – Arte e Educação em Movimento”, que traz obras de seis artistas negros e indígenas, representantes de diversas regiões de Minas, propondo reflexões sobre temas como oralidade, território, linguagem, tecnologias e bem viver. A mostra, que integra o projeto Memorial Vale Itinerante, levará arte contemporânea e reflexões sobre as heranças culturais indígenas e afro-brasileiras a 10 cidades mineiras em uma carreta de 15 metros de comprimento, especialmente adaptada para o transporte e a exibição das obras. Além da exposição, cada localidade receberá diversas atividades culturais e educativas durante o período que a mostra permanecerá na cidade.

     A primeira parada de “Oriará” será no Parque Municipal, em Belo Horizonte, de 15 de janeiro até 08 de fevereiro com visitação gratuita de terça a domingo, das 9h às 17h. Com curadoria do Programa Educativo do Memorial Vale, a exposição utiliza a arte como ferramenta de diálogo e encontro, buscando aproximar o público de perspectivas importantes sobre a história coletiva. Além da capital, “Oriará” visitará Belo Vale, Jaíba, Congonhas, Curvelo, Itabira, São Gonçalo do Rio Abaixo, Barão de Cocais, Brumadinho e Nova Lima, alcançando um público potencial de mais de 2,8 milhões de pessoas. “O Memorial Vale acumula em sua trajetória muitas experiências e práticas que privilegiam as tecnologias e as histórias dos povos originários e afro-brasileiros no território mineiro, como a exposição itinerante Africanidades e Mineiridades, ações com aldeia indígena Katurãma dos povos Pataxó e Pataxó Hã hã Hãe, a instalação educativa Sementes da Diáspora, dentre outras.

     A exposição Oriará oferece uma oportunidade única de conhecer a produção artística contemporânea mineira e aprofundar o conhecimento sobre as culturas indígenas e afro-brasileiras”, explica Wagner Tameirão, gestor do Memorial Vale. "Ori" é uma palavra que vem do Yorubá, cujo significado literal é cabeça. É raiz da palavra Orixá, que designa divindades africanas cultuadas nos territórios brasileiros. Pode-se considerar que "Ori" se refere a um orixá que vive dentro das nossas cabeças, manifestando-se como uma faísca de vida que nos habita. "Ará", conforme o dicionário Tupi-Guarani, tem alguns significados: dia, sol, nascer, surgir, todo ser vivente, tempo. "Oriará" abre caminhos para a transmissão de conhecimentos e compartilhamento de ideias, volta-se aos modos de vida e à própria presença dos povos indígenas e afro centrados. 

    Para traduzir o conceito da exposição Oriará, a curadoria estabeleceu três eixos fundamentais: Cotidianos, com reflexões sobre o modo de viver e meio em que se vive; (Re)Existências, com estratégias para viver e existir, e Futuros, com elaborações sobre um futuro abundante construído a partir da ancestralidade. Tais eixos representam distintos pontos de partida para as discussões e os diálogos propostos, relativos à força e à importância das presenças indígenas e afro-brasileiras na sociedade.