Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Exposição Repaginando
    Exposição Repaginando
    Exposição Repaginando

    A mostra exibe garrafas decoradas realizadas por Janete Sanchez, artesã e moradora
    do Bairro das Indústrias. Adepta do estilo da arte reciclada, a artista ressignifica e
    transforma vidros, plásticos, malhas e descartáveis numa autêntica coleção de objetos
    decorativos, promovendo a criatividade e contribuindo para um mundo mais
    sustentável.
    Público: livre
    Visitação: no horário de funcionamento do CCBDI

  • Exposição: “Reside em Nós” - Lídia Viber e Priscapaes | Centro Cultural Alto Vera Cruz
    Exposição: “Reside em Nós” - Lídia Viber e Priscapaes | Centro Cultural Alto Vera Cruz
    Exposição: “Reside em Nós” - Lídia Viber e Priscapaes | Centro Cultural Alto Vera Cruz

    Priscapaes Lídia Viber são duas artistas visuais, ambas importantes expoentes da cena do grafitti. Após três meses de imersão, pesquisa e diálogos, nos quais trocaram sobre suas formas de produzir, anseios e visões de mundo, foram desenvolvidas seis obras que serão apresentadas na exposição “Reside em Nós”, que, entre outros temas, traz a discussão sobre lugar da arte, que está no cotidiano e não restrita às galerias e espaços acadêmicos. O processo de residência contou com a mentoria da também artista Juliana Gontijo, cuja contribuição foi fundamental para o desenvolvimento do fio condutor entre os trabalhos.

    A exposição teve início em julho, no Centro Cultural Padre Eustáquio. O acesso é gratuito.

    As regionais escolhidas para a circulação das obras correspondem aos lugares em que elas desenvolveram seus primeiros trabalhos, já que Priscapaes cresceu no bairro Coqueiros, região Noroeste, e Viber no Alto Vera Cruz, zona Leste da cidade.

  • Cenografia em um ambiente interno com figuras de animais da fauna brasileira (como raposa e gambá) e folhagens coloridas espalhadas pelo chão de madeira.
    Cenografia em um ambiente interno com figuras de animais da fauna brasileira (como raposa e gambá) e folhagens coloridas espalhadas pelo chão de madeira.
    Exposição: Residência do Governador a um Parque para Todos

    Em cartaz no primeiro andar do Palácio das Mangabeiras, a exposição “Palácio das Mangabeiras: de Residência do Governador a um Parque para Todos” integra a programação permanente do Parque do Palácio e propõe uma leitura aprofundada sobre a trajetória do edifício e suas transformações ao longo do tempo. A mostra convida o público a conhecer a história de um espaço que, por décadas, esteve associado ao poder e ao uso restrito e que hoje se consolida como patrimônio cultural aberto à cidade.

    Com concepção e curadoria do arquiteto e cenógrafo Alexandre Rousset, em parceria com o Departamento de História da PUC Minas, a exposição articula arquitetura, política, urbanismo e paisagem para contextualizar o Palácio das Mangabeiras dentro da história de Belo Horizonte e do Estado de Minas Gerais. O percurso expositivo privilegia uma narrativa clara e acessível, pensada para dialogar tanto com visitantes de fora da cidade quanto com o público local, sem abrir mão do rigor histórico. 

    Projetado como residência oficial dos chefes do Executivo mineiro, o Palácio foi inaugurado em 1955 e permaneceu, por muitos anos, como um espaço de acesso restrito. A exposição revisita esse período por meio de documentos, imagens e textos curatoriais que ajudam a compreender o contexto político, social e arquitetônico de sua construção, além de refletir sobre os diferentes significados simbólicos que o edifício assumiu ao longo das décadas. 

    Ao longo do percurso, o visitante é convidado a refletir sobre as mudanças na relação entre poder, cidade e espaço público, bem como sobre os processos que permitiram a transformação do Palácio em um equipamento cultural, turístico e de lazer. A narrativa evita a simples cronologia de fatos e aposta na construção de sentidos, conectando passado e presente de forma crítica e contextualizada. 

    A cenografia valoriza o próprio edifício como parte essencial da exposição. A arquitetura modernista, a implantação aos pés da Serra do Curral e a inserção do Palácio em uma área de proteção ambiental são tratados como elementos fundamentais para a compreensão de sua importância histórica e cultural. O Palácio deixa de ser apenas o local da exposição para se tornar também seu principal objeto. 

    Ao integrar definitivamente o Palácio das Mangabeiras à experiência do Parque do Palácio, a mostra reafirma o compromisso do espaço com a preservação da memória, a educação patrimonial e o acesso democrático à cultura. Trata-se de um convite à reflexão sobre o papel dos equipamentos públicos na construção da cidade e sobre os sentidos contemporâneos de pertencimento e uso coletivo.