Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • FAN disponibiliza relatoria das gingas temáticas do Ato Rotas

    No marco dos 30 anos do Festival de Arte Negra de Belo Horizonte, o FAN BH reafirma seu caráter histórico como território de produção de pensamento, escuta qualificada e construção coletiva de caminhos para a arte e a cultura negra na cidade. Nesta edição comemorativa, o festival se estrutura como um processo ampliado, organizado em atos que possibilitaram criar espaços de troca e aprofundar reflexões sobre memória, permanência e futuro, reconhecendo o FAN não apenas como evento, mas como movimento cultural, político e formativo.

    O Rotas, segundo ato do FAN 30 anos, realizado em novembro de 2025, ocupa lugar central nesse percurso. Esta etapa do Festival foi pautada na escuta ativa, na troca e na formação como diretrizes políticas e curatoriais. O eixo propôs uma ocupação reflexiva da Funarte como território de encontro entre artistas, mestres, pensadores e coletivos, abrindo o processo de construção do FAN 30 anos. Foi a partir dele que o festival promoveu encontros e momentos de escuta e troca com agentes fundamentais na história dessas três décadas, reunindo vivências, experiências e conhecimentos de pessoas que constroem o FAN desde sua origem e que seguem tensionando seus sentidos, desafios e possibilidades de continuidade.

    As gingas temáticas realizadas no ato dois constituíram dispositivos de reflexão coletiva sobre os rumos do festival enquanto política pública e movimento cultural, sem dissociar esses debates das memórias, práticas e valores que culminaram na criação do festival e sustentam sua trajetória. As discussões atravessaram temas como memória e patrimônio, economia, sustentabilidade e trabalho na cultura negra; arte, linguagens, representatividade, protagonismo, juventudes e infâncias; além de reflexões específicas sobre os 30 anos do FAN e as rotas possíveis para seu futuro.

    Esses encontros reafirmaram a importância da escuta como metodologia, do diálogo permanente com a Fundação Municipal de Cultura e do reconhecimento das experiências negras que historicamente constroem o FAN e movimentam a cidade, apontando caminhos para a continuidade, o fortalecimento e a ampliação de seu legado. Pensar rotas, neste contexto, significa assumir o compromisso de não perder aquilo que trouxe o festival até aqui, ao mesmo tempo em que se abrem possibilidades para novos ciclos, novas formas de presença e pactos institucionais.

    A relatoria das Gingas Temáticas do ato 2 está disponível para acesso e download, como forma de devolução, registro, memória e ferramenta de reflexão sobre os caminhos do festival e de suas próximas décadas.

    Relatoria das Gingas Temáticas

  • FANFARRA FEMININA SAGRADA PROFANA

    A Fanfarra Feminina Sagrada Profana surgiu em 2016 e atualmente possui cerca de 150 mulheres divididas entre alas de sopro, percussão, dança e circo. Foi criado para evidenciar a mulher em seus distintos papéis principalmente no palco e nas artes. Seu conceito está intimamente ligado ao feminismo e a equidade de gêneros.

  • FANFARRONAS

    O Bloco das Fanfarronas surge com o desejo de juntar a latente cena das fanfarras, ou brass bands, de BH em um evento no carnaval. Aos moldes do Honk (BH, SP, POA, RJ), as bandas se apresentam com repertórios variados e arranjos especialmente criados para interação entre sopro e percussão.