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  • Homenagem a Edu Lobo - Sarau Minas Tênis Clube
    Homenagem a Edu Lobo - Sarau Minas Tênis Clube
    Homenagem a Edu Lobo - 6ª Edição do Sarau Minas Tênis Clube

    Na edição 2022 do Sarau Minas Tênis Clube, o cantor e compositor Ricardo Frei apresentará, no Teatro do Centro Cultural Unimed-BH Minas, a obra de Edu Lobo.

    Ricardo Frei tem sólida formação como cantor, formado em Comunicação Social, ingressou no Mestrado em História, o que o fez mergulhar no universo da história da música brasileira e a produzir uma dissertação sobre a obra de Edu Lobo e Ary Barroso. O show terá a apresentação da jornalista e atriz Christiane Antunã.

    No dia 17/10, segunda-feira, às 20h, os ingressos custam R$ 5 (inteira) e R$ 2,50 (meia) e podem ser adquiridos na bilheteria do Teatro ou no site eventim.

    A classificação é livre. Ricardo Frei deu início à carreira artística ainda criança. Filho e neto de musicistas amadores, teve uma infância cercada por estímulos musicais, o que o levou aos estudos de piano ainda antes dos 10 anos de idade.

    Sua profissionalização como músico teve início aos 20 anos de idade. Primeiramente, como contrabaixista, acompanhando artistas de Belo Horizonte. Ainda naquele momento, surgiu a oportunidade de se tornar cantor de um grupo de samba.

    A partir daí, o artista assumiu a música popular brasileira como sua principal influência. No fim da década de 1990, acompanhado de músicos experientes, formou o Grupo Zine. Ricardo trabalhou com preparadores vocais, como Neide Zivianni, Eládio Perez, Meire Armendani e Felipe Abreu.

    O artista é doutor em canto popular pela Unicamp. Edu Lobo chegou na vida do Ricardo quase que por acaso.

    A ideia do artista mineiro era ter a música sempre presente. “Ele entrou na minha vida de uma maneira pouco artística e mais acadêmica. Eu cantava e entendia que a música tinha que estar me acompanhando em todos os meus caminhos e aí fui fazer um mestrado em história da música.

    Estudando a música popular brasileira, esbarrei com a obra do Edu Lobo e a relação dele com a construção do que chamamos de MPB, principalmente depois de 1965”, diz. Ricardo afirma que o desejo dele com a proposta de cantar Edu Lobo no Sarau do Minas é mostrar a obra desse artista que ficou, por opção própria, mais recluso. “Eu quero trazer à luz uma obra importantíssima, linda e que de fato cai no esquecimento às vezes.

    Edu é lembrado ou não, mas é escutado por meio das vozes de outros intérpretes. Revelar Edu para essa geração, para uma plateia que mistura idades e gêneros, é muito importante”, atesta Ricardo Frei. No show, além de canções compostas por Edu, com arranjos mais populares, Ricardo vai trazer canções que ele interpretou. “A minha intenção é trazer essa coisa clássica do Edu, canções que vão gerar surpresas.

    Mas também estou preparando canções que ganharam os ouvidos do público por meio da interpretação dele, como Desenredo (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro). Mas eu tenho a vontade de popularizar, estou pensando em arranjos que talvez ele nem autorizasse por conta de seu hermetismo.

    Quero desconstruir isso e trazer versões de canções consagradas, trazer diferentes tipos de música dele como frevo, valsa, ciranda, mostrar sua versatilidade”.

    Acompanhado da banda formada por Luiza Mitre ao piano, Bruno Veloso no baixo, Leo Pires na bateria e Harrison Santos no sax, Ricardo também vai cantar músicas autorais, que dialogam com a obra de Edu. “Vou cantar canções do meu disco Fora da Asa, lançado em 2015, e uma inédita, que estou produzindo agora com um músico de Natal”.

  • Homenagem a Gilberto Gil - 6ª Edição do Sarau Minas Tênis Clube
    Homenagem a Gilberto Gil - 6ª Edição do Sarau Minas Tênis Clube
    Homenagem a Gilberto Gil - 6ª Edição do Sarau Minas Tênis Clube

    A interpretação de Violeta Lara para a obra de Gilberto Gil encerra a sexta edição do Sarau Minas Tênis Clube. Cantora e compositora, graduada em música popular pela UFMG, Violeta atua como professora de canto e, além de seu trabalho autoral, é vocalista do grupo Baioquê e do bloco de carnaval Juventude Bronzeada. Foi uma das vencedoras do projeto “Cantoras Daqui”, do BDMG Cultural em 2009 e finalista do “Festival SESI Música 2016”.

    O show terá a apresentação da jornalista e atriz Christiane Antunã. No dia 24/10, segunda-feira, às 20h, os ingressos  podem ser adquiridos na bilheteria do Teatro ou no site eventim. A classificação é livre. Violeta conta que Gilberto Gil está na vida dela desde sempre. “Ele entrou na minha vida quando eu era muito criança. Minha família é muito musical e ouço Gil desde sempre e ele me pegou no suingue”, lembra a artista. Violeta completa dizendo que quando começou a cantar, foi a obra de Gil. “Eu tinha uns cinco, seis anos e já cantava, porque canto desde sempre.

    E quando resolvi, aos 11 anos, estudar canto, porque já cantava em jingles, foi com as canções de Gil. No meu primeiro show, o repertório tinha muita coisa dele”, revela a cantora. Dessa forma, Violeta afirma que é natural para ela cantar a obra de Gil no Sarau do Minas. “Foi uma identificação muito genuína com a obra de Gil. Na verdade, foi um encontro”, atesta.

    Além do suingue, Violeta observa que a poesia de Gil é algo muito importante. “São várias as letras de Gil que me chamam atenção, foi quando fui escolher o repertório desse primeiro show, quando tinha 15 anos, que percebi as letras. A canção “Amor até o fim” me tocou e toca muito”, conta. “Ele trabalha muito bem as palavras, de forma muito poética e filosófica. Gil fala do amor, da fé, da política e de sua ancestralidade passeando por vários ritmos brasileiros”, observa Violeta. Como intérprete de Gil, Violeta se apropria da obra do cantor para passar a mensagem do artista homenageado que se torna dela. “Eu me identifico muito com o que Gil diz, e quero que as pessoas enxerguem em mim o que Gil quer dizer.

    A canção dele às vezes é tão difícil que é necessário estudar para entender. Esotérico é uma delas e estará na canção”, conta a artista. Segundo o próprio Gil, em depoimento publicado no site oficial do cantor, a canção Esotérico, de 1976, é “uma tentativa de transpor a ideia do mistério divino, místico-religioso, para o campo do amor terreno; de desmistificar e humanizar a categorização do esotérico como algo inatingível, colocando-o como inerente à nossa natureza, à complexidade de nosso afeto".

    Neste show, Violeta também vai trazer canções autorais. “Eu escolhi um repertório meu que vai ao encontro com o de Gil. Eu componho muito por meio das minhas vivências, sabe? Vou trazer três canções inéditas, uma parceria com meu pai [músico Jairo de Lara], chamada Mapa do poeta, outra canção foi gravada com o coletivo do qual faço parte, o V.A.D.I.A.S, Verdadeiras Autênticas com Direitos Iguais aos Seus, intitulada na Barra da Saia, a outra canção é Pouso Sereno. Em 2023, vou lançar um EP com as canções Mapa do Poeta e Pouso sereno”, conta a artista.

  • Imagem de um senhor negro, segurando um guarda-chuvas, de braços abertos numa rua.
    Imagem de um senhor negro, segurando um guarda-chuvas, de braços abertos numa rua.
    Homenagem a Maurino de Araújo

    No dia 30/11, o Circuito Cine Santê celebra o Mês da Consciência Negra com uma sessão especial em homenagem ao artista mineiro Maurino de Araújo. Falecido em 2020, aos 77 anos, vítima da Covid-19, o pintor e escultor barroco deixou um importante legado nas artes plásticas de Belo Horizonte.

    Às 19h, serão exibidos dois filmes dedicados à vida e à obra de Maurino de Araújo: “Maurino Dança” (2018), de Veronica Manevy e Marcelo Sant'Ana, mini-documentário que traz depoimentos livres do artista; e “Nas Minhas Mãos Não Quero Pregos” (2012), de Cris Ventura, que acompanha as andanças de Maurino pelo Bairro Primeiro de Maio, em BH, onde morou por mais de 30 anos.

    Os ingressos podem ser retirados gratuitamente no site Disk Ingressos.