Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Galeria São Vicente
    Galeria São Vicente
    Galeria São Vicente

    Mais famoso por abrigar estabelecimentos de venda e conserto de máquinas de costura, a Galeria São Vicente conta com lojas internas e uma varanda que vem sendo reocupada por iniciativas gastronômicas, culturais e experiências.

    Construída em 1959, a Galeria é a última varanda aberta ao público com vista para a Praça Raul Soares. O edifício tem uma de suas fachadas voltada para a Praça, que é o ponto de encontro de quatro das mais importantes avenidas da cidade, e a outra para o Mercado Central, o símbolo da gastronomia belo-horizontina, em uma localização emblemática.

    A ideia é que ali funcionem somente estabelecimentos em que os proprietários trabalhem diretamente com o negócio. Além disso, o foco da galeria é promover a cultura, para além do entretenimento e da alimentação.

    A movimentação prevista para a galeria São Vicente só aumenta e a estimativa é que as lojas com ares abandonados, em breve, se tornarão um ponto agitado de novas atividades, atraindo cada vez mais clientes. O melhor é que, com a concentração de várias possibilidades de consumo divididos em um mesmo lugar, os visitantes são livres para escolher o estabelecimento que mais gostarem.

  • Logo Studio Cícero Mafra
    Logo Studio Cícero Mafra
    Galeria Studio Cícero Mafra

    A Galeria Cícero Mafra é um espaço cultural dedicado à exposição de fotografias e esculturas nos mais altos padrões internacionais de qualidade. São 564m de área interna, envolvendo um belo lobby, uma galeria de arte, um salão, um coffee bar, um estúdio fotográfico e um espaço destinado à impressões fotográficas "fine art".

  • Galeria virtual multimídia: “Centennials”, da fotógrafa Márcia Charnizon
    Galeria virtual multimídia: “Centennials”, da fotógrafa Márcia Charnizon
    Galeria virtual multimídia: “Centennials”, da fotógrafa Márcia Charnizon

    Mudanças vertiginosas de paradigmas estão em andamento. Se por um lado provocam desconstruções diárias, por outro, acontecem reações violentas para conter essas desconstruções, que abalam estruturas milenares de poder.

    Na galeria virtual multimídia "Centennials", que será lançada no dia 08 de agosto e poderá ser visitada pelo link, a fotógrafa mineira Márcia Charnizon propõe um encontro com limiares múltiplos, com pessoas entre 16 e 19 anos, que cresceram com a cibercultura e não conheceram o mundo sem internet.

    Trata-se da primeira geração que teve a adolescência atravessada pela pressão e a ambiguidade da expressão das redes sociais e que está crescendo num tempo de colapso do edificio binário: homem X mulher, feminino X masculino/heterossexual X homossexual.

    Conforme explica Márcia, neste projeto “escutei e fotografei adolescentes de realidades diversas, (mulheres cis/ transgênero e pessoas não binárias) que desde muito cedo tem a vivência marcada por estarem na contramão de padrões ditados pela nossa sociedade, seja através do corpo, de questões da sexualidade, gênero, raça, relações familiares ou tudo isso junto”.

    Em “Centennials” a artista busca dar visibilidade para esses corpos e suas coreografias, tatuagens, músicas, grafites e poesias, as cores dos seus cabelos e seus piercings.

    E fazer ouvir palavras que desconhecemos, gírias incompreensíveis e realidades que não eram nomeadas.

    “Presto atenção nos processos de subjetivação dos adolescentes para pensar não somente o devir desses jovens, mas, também o meu próprio - o nosso. Enquanto eles se transformam, eu quero ver em quem eu me transformo”, ressalta a fotógrafa.

    Para esse jardim de dualidades e indefinições que é “Centennials”, Márcia Charnizon criou retratos que surgem ao lado do que seria o oposto de alguma representação – gifs animados em pixels (quase) indefinidos que tornam-se a própria performance.

    O trabalho reúne pedaços de imagens desconstruídas que se movimentam num fluxo contínuo e retratos que nos encaram.

    Os visitantes da galeria virtual serão embalados pelas vozes adolescentes, que, como protagonistas de suas próprias histórias, nos lembram sobre o devir como estado constante.

    Segundo Márcia, “nesse processo de rompimento e reinvenção, para além de somente querer lidar com as transformações que estão acontecendo naqueles corpos, esse movimento proporciona um encontro com as transmutações do tecido social do nosso tempo”.

    De acordo com a artista, “o projeto nasceu a partir da entrada dos meus filhos na adolescência, com o meu medo do desconhecido, o encantamento e a curiosidade provocando uma enxurrada de sensações e desconstruções.

    Parti em busca das conexões e relações que afetam a experiência de viver, para conseguir me reconstruir sobre ruínas”.

    A fotógrafa espera que, a partir dos sentimentos e questionamentos suscitados pela galeria virtual multimídia ‘Centennials’, “consiga contribuir para ampliar as vozes dessas pessoas que, com seus corpos e suas palavras, nos fazem repensar sobre a pluralidade e a diversidade da vida.

    E promover o encontro com jovens que nos ensinam diariamente que a necessidade de ruptura e reinvenção deveriam nos acompanhar por toda a vida, e não ser privilégio da adolescência”.

    A galeria virtual multimídia “Centennials” conta com acessibilidade em libras e descrições.

    O projeto foi viabilizado com o apoio do Ministério do Turismo e do Governo de Minas Gerais, por meio de edital da Lei Aldir Blanc.