Noturno Museus - 2022 - Museus

Content Builder
  • [Lançamento] Álbum experimental - Felipe dos Santos
    [Lançamento] Álbum experimental - Felipe dos Santos
    [Lançamento] "Álbum experimental" - Felipe dos Santos

    Já está disponível nas principais plataformas de streaming o álbum “Meu Amigo Tilelê Diz Que Sou Brega Mas Eu Acho Isso Meio Problemático”, do músico Felipe dos Santos.

    Baixistas dos blocos de carnaval de BH Abalô-Caxi e A Roda, o músico belo-horizontino estreia na carreira solo com esse projeto experimental.

    As gravações e todo o trabalho de tratamento das canções foram feitas em home-studio, um processo intrinsecamente relacionado à pandemia. “Durante a pandemia, comecei a organizar este álbum, sozinho em casa e com participações remotas de artistas amigos convidados.

    Esse contexto me fez optar por gravações feitas em casa, de home-studio, o que acaba trazendo muito destes tempos para as criações”, conta o músico nascido na região Noroeste da capital.

    Com fortes influências de Sidarta, com quem Felipe toca na banda Zen-Frito, acompanhando no contrabaixo, o disco ganha forma e conceito, a começar pelo longo nome que é, na verdade, uma provocação e também uma homenagem ao amigo.

    “Considero que Sidarta já é um dos artistas mais relevantes da cidade. Belo Horizonte tem uma tradição de cantautores que trabalham com letras e melodias acompanhadas por violão bem elaborado.

    Ele segue essa tradição, embora não se feche para as possibilidades estilísticas que temos hoje em dia - a inserção de elementos eletrônicos, por exemplo”.

    Sem abrir mão de harmonias complexas, o disco traz uma crítica ao pensamento elitista que separa o popular do 'populacho', que, segundo o músico, cria critérios para se determinar o que é boa música e ou música ruim, que conota com brega o que é do povão.

    “A organização dos compactos e do álbum remete também à vontade de retratar os diversos processos musicais que vivi e tenho vivido. Tive a sorte de me envolver com muitos fazeres musicais - desde o tocar em bailes até a Universidade, passando pelos voz-e-violão em bares.

    O álbum diz também dos bairros simples de Belo Horizonte e Região Metropolitana. Diz das relações de amor-e-ódio a uma certa dinâmica urbana, que também influencia a produção musical da cidade, e que carrega certo elitismo.

    Hoje eu tenho cada vez mais feito letras numa pegada mais popular, com toda a minha ironia” O disco tem uma divisão diferente dos quatro compactos e está organizado em Lado A e Lado B.

    Inicia, de um lado com “Meu amigo tilelê diz que sou brega” e do outro, “Mas Eu Acho Isso Meio Problemático”.

    As temáticas das músicas e das letras têm a ver com diversidade, reflexões sobre questões sociais, afetos e relatos confessionais.

  • Lançamento: "Antes do Café" - Thiago Delegado
    Lançamento: "Antes do Café" - Thiago Delegado
    Lançamento: "Antes do Café" - Thiago Delegado

    As manifestações que ocorreram pelo país no último dia 29 de maio foram o grande motivador para que Thiago Delegado antecipasse o lançamento de “Antes do café”.

    Desde março, o músico vem apresentando ao público, faixas do novo trabalho, um disco de canções inéditas, com previsão para o segundo semestre de 2021.

    A música que traz um certo descontentamento diante da situação política do país, foi a última a entrar no disco. Trata-se de uma parceria com Aloízio Horta, a quem o músico trata carinhosamente de “meu parceiro preferido”.

    “Faltava uma composição com o Luluca (apelido de Aloizio) para dar sorte”, diverte-se Delegado que recebeu a letra de outro amigo, Vitor Velloso. “Foi fácil escrever sobre o que estamos sentindo.

    Difícil mesmo é viver isso tudo”, filosofa Velloso. Thiago Delegado considera impossível separar arte de política. “Fazer arte, viver dela é um ato político”, compara. “Esperar 2022 é prolongar o sofrimento.

    A luta é agora e o dia 29 foi apenas o primeiro passo. Temos que ir para as ruas e apontar os absurdos que estamos vivendo”, explica Delegado. “A música é um instrumento importante de protesto”, completa.

    O violão de Thiago Delegado é acompanhado por André Limão Queiroz na bateria, Christiano Caldas nos teclados, Aloizio Horta no baixo, além de Robson Batata na percussão.

    O resultado é um samba-jazz djavaneano dos anos 1970 e 1980. “Antes do café”, single e clipe, estará em todas as plataformas de streaming no dia 18 de junho

  • Lançamento “Ao vivo no Motor” - Marimbando
    Lançamento “Ao vivo no Motor” - Marimbando
    Lançamento “Ao vivo no Motor” - Marimbando

    Da potente fusão sonora entre as matrizes da música popular brasileira, a flauta, a percussão africana e elementos que vão do rock ao hip-hop, surge o som plural da Marimbando. O grupo mineiro, que completa cinco anos de história em 2020, acaba de lançar seu primeiro EP, “Ao Vivo no Motor”, já disponível nas principais plataformas digitais de streaming. O trabalho traz quatro faixas autorais gravadas no Estúdio Motor, em Belo Horizonte, que servem como cartão de visitas para o disco de estreia da banda, previsto para ano que vem.

    Segundo Marcelo Novaes (voz e violão), a ideia do EP surgiu durante a pré-produção do álbum e foi apoiada pelo produtor Rafael Dutra, do Estúdio Motor. “Apesar de não assinar a produção dessas faixas, o Rafa deu sugestões bem interessantes e significativas. Sem contar que é um engenheiro de som muito bom, então toda a captação foi muito interessante”, diz o músico, ressaltando que a gravação foi feita toda em um dia só, realmente no esquema ao vivo.

    “Escolhemos quatro das 14 canções que vínhamos trabalhando, das quais umas dez devem entrar no disco.  O resultado foi um cartão de visitas bastante apresentável”, continua Novaes, lembrando que o plano de ação da banda foi traçado antes da pandemia do Covid 19. “A ideia era trabalhar essas músicas para circular em shows e festivais, antes do lançamento do disco. É bem provável que as faixas estejam no álbum cheio, mas em versões de estúdio. Com outras camadas, texturas e arranjos”.

    Uma das músicas de “Ao Vivo no Motor” é “Algoritmo”, primeira composição coletiva da Marimbando. Recentemente, a faixa ganhou um videoclipe, que mescla cenas da banda no Estúdio Motor com imagens aéreas de Belo Horizonte durante a quarentena, entrecortadas por grafismos que compõem a identidade visual da Marimbando, criada pelo designer Átila Milanio. Lançado no YouTube, no dia 13 de junho, o vídeo tem direção-geral, edição e fotografia assinados por Luís Evo, da Primata Filmes.

    Além de Novaes, a Marimbando é formada por Érico Grossi (percussão), Gabriel Marques (percussão), Luiz Prestes (baixo) e Thiago Araújo (flauta e esclaeta). Neste ano, a banda contou com a entrada da cantora Michelle Oliveira (Cromossomo Africano), que também tocará violão e percussão, mas que não participou ativamente da gravação do trabalho.

    Assim como a maioria das músicas da Marimbando, a letra desenrola as reflexões poéticas da caneta afiada de Marcelo Novaes, que desta vez observa relações sociais na contemporaneidade. “É uma alegoria destes tempos atuais, em que o algoritmo surge como mediador impositivo das nossas trocas humanas. Um tempo marcado pela emergência e suas infinitas implicações”, sublinha.

    Sobre as outras faixas, “Varandeiro” é assinada apenas por Novaes, enquanto “Rota Rota” é uma parceria do vocalista com o percussionista Gabriel Marques. Já “Rural” é dos irmãos mineiros Bernardo e Leonardo Leitão, de Manhuaçu. “É uma música que a gente toca desde o início, que já foi gravada pela Confraria, pelo Rodrigo Jerônimo. E são todas versões muito diferentes. É um dos hits deste trabalho. Muito regional e, ao mesmo tempo, universal, cosmopolita”, finaliza.

    Sobre a Marimbando

    Formada em 2015, a Marimbando dedica-se à criação de canções autorais partindo de uma formação peculiar: duas percussões, uma flauta transversal, um violão e um baixo. Do encontro e da sintonia entre amigos e músicos, surgem canções com sonoridade de forte relevo rítmico e letras que exalam densidade poética e crítica. Ao mesmo tempo em que propõe a reflexão, a Marimbando convida ao encontro, à dança e à fruição artística.

    Além do repertório próprio, em seus shows a banda trabalha releituras de grandes compositores brasileiros que a referenciam, entre eles Noel Rosa, Tom Zé, Lenine, Maurício Tizumba, Chico Science e Nação Zumbi, Criolo e Sérgio Sampaio. Até hoje, a Marimbando já circulou por casas de show em BH e no interior, além de festivais como “VI Festival Cultural de Sabará”, “XVI Encontro Cultural de Milho Verde”, “III Acampamento Nacional do Levante Popular da Juventude” e “8º Festival Cultural de Miguel Burnier”.