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  • Lançamento "Floss Dance" - do cantor Zeca Polina
    Lançamento "Floss Dance" - do cantor Zeca Polina
    Lançamento "Floss Dance" - do cantor Zeca Polina

    O músico belo-horizontino, Zeca Polina, acaba de lançar o videoclipe de “Floss Dance”, um energético ska infatil composto em uma colônia de férias onde trabalha com música e crianças, no Canadá. O video é resultado de uma campanha realizada por Zeca nas redes sociais convidando as pessoas a produzirem e mandarem vídeos dançando de casa.

    Dirigido e editado em Belo Horizonte pelo videógrafo Ricardo Maia, o vídeo inclui uma compilação de pessoas de diversas partes do mundo que compraram a ideia e, em quarentena, colaboraram com as mais diversas versões caseiras da divertida dancinha viral.

    Composição – A canção surgiu enquanto, depois do almoço e num sol de quase 40 graus, Zeca tentava engajar um grupo de crianças. Esboçou então essa canção, convidando-as a se levantar e dançar o floss dance. Ao que prontamente atenderam e começaram a farra! “Funcionou e tem funcionado. O pessoal de todas as idades acaba tentando dançar. E é divertido mesmo”, brinca.

    Zeca – Radicado em Toronto desde 2015, Zeca Polina já passou por várias bandas e se apresentou em carreira solo em diversos estados do Brasil. Destaque para as bandas Porta Pantográfica, Paquiderme Escarlate e Trio da Montanha. Se apresentou também em festivais e casas de shows em países como Canadá, Inglaterra e México, com destaque para Dundas West Fest e Montreal Forró Festival. O versátil álbum de estreia solo “Zeca Polina” (2015) revela influências de baião, música caipira, rock, blues, psicodelia, dentre outras.

    Beat Series – Zeca é um dos representantes brasileiros em uma competição entre compositores para a TV Canadense. Confira mais detalhes sobre a competição no Instagram @thebeatseries. É também possível votar e dar o seu apoio ao artista interagindo com as publicações da página. 

    Músicos – Além de Zeca (guitarras, vocais e baixo), também gravaram do conforto de suas casas Fraser McEvoy (bateria e escaleta), Patric McGroarty (trompete), Pedro Campolina (triângulo, zabumba e ganzá), Shaylynn Anderson (saxofones) e Tom Richard (trombone). Os arranjos de sopros foram escritos por Shaylynn e a arte da capa é da Martina DiStefano.

  • Lançamento: Gaspar e o Rio
    Lançamento: Gaspar e o Rio
    Lançamento: Gaspar e o Rio

    No sábado 08/05, às 17h, haverá um lançamento inteiramente virtual, e acontecerá com um bate-papo entre a autora Flávia Azevedo, o premiado ilustrador Alexandre Rampazo (já laureado com o Jabuti e o Prêmio Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, entre outros) e a editora da Aletria, Rosana de Mont'Alverne. 

    Será uma sobre os caminhos que conduziram à criação do livro "Gaspar e o Rio", uma obra inédita e poética que já mostrou ser capaz de conquistar leitores de todas as idades! 

    Gaspar, o protagonista da história, tem a sorte de viver às margens de um belo rio, onde tudo observa, pensa e reflete. Até que um dia ele resolve conhecer um outro rio e começa a planejar uma aventura. A obra convida o leitor a navegar com Gaspar pelo desconhecido, entregando em cada página imagens que enchem os olhos e o coração.

    O lançamento será transmitido nos canais do YouTube e Facebook da Editora Aletria.

  • Lançamento hit do verão: “Encanto Geral” - Tchanzinho Zona Norte
    Lançamento hit do verão: “Encanto Geral” - Tchanzinho Zona Norte
    Lançamento hit do verão: “Encanto Geral” - Tchanzinho Zona Norte

    Abram alas, que o pessoal do Tchanzinho Zona Norte está chegando com a corda toda para o desfile que vai acontecer na manhã do sábado de Carnaval, dia 18 de fevereiro. O bloco ficou sem sair às ruas nos dois últimos anos, por causa da pandemia, e agora promete estourar que nem rolha de champanhe, levando alegria, engenho e arte para as dezenas de milhares de pessoas que estão sendo esperadas na Avenida Abrahão Caram, 1.001 (Pampulha), onde acontece a concentração, a partir das 9 horas da manhã, e também o cortejo, que segue um pouco mais tarde pela Esplanada do Mineirão. Antes de mais nada, o Tchanzinho Zona Norte é um bloco de família. Nasceu há dez anos durante uma conversa dos irmãos Rodrigo Picolé, músico e agitador cultural, e Laila Heringer, bióloga, em sua casa no bairro Dona Clara, diante de um café.

    O momento era de estabelecimento de um novo ciclo do Carnaval de rua de Belo Horizonte, com o surgimento de novos blocos, novos formatos, novas propostas. Laila e Rodrigo sentiam falta de ocupar mais os espaços da Zona Norte da cidade, durante a festa, que tradicionalmente privilegia regiões como a Centro-Sul. Rodrigo, que tem ligação direta com a música e a cultura baianas, propôs que o bloco relesse sucessos do Carnaval de Salvador dos anos 90 e início de 2000, pinçados dos setlists de bandas como É o Tchan!, Gera Samba, Terra Samba, Asa de Águia, Tchakabum e Companhia do Pagode – um repertório popular e de grande poder de comunicação, carinhosamente apelidado de “baixa gastronomia da axé music”.

    O TZN, portanto, foi concebido pelo espírito familiar – uma família de grandes talentos, diga-se – e nasceu como uma agremiação de bairro. Tanto é que o Tchanzinho estreou em 2013 com 50 figuras na bateria e um público estimado em 1.000 pessoas, em sua maioria moradores do Dona Clara. Mas família que é família é generosa, acolhedora. Daí foram se achegando amizades e parcerias, e o bloco foi afirmando cada vez mais sua identidade, crescendo sem parar. Em 2020, o bairro ficou pequeno, e o TZN aportou no entorno do Mineirão – já com estrutura grande de orquestra, bateria de 120 componentes, ala de 60 dançarinos e com um público de brincantes que girou em torno de 60 mil pessoas. O bloco, que tem presença de destaque na folia de Belo Horizonte, é hoje a principal referência carnavalesca da Zona Norte.

    E não para de se multiplicar. São muitas as famílias do Carnaval. No TZN, marcam presença muitas crianças e idosos, especialmente durante a concentração do bloco. Os componentes da bateria se encaixam, em sua maioria, na faixa dos 30 anos – há ocorrência notável de universitários pós-graduandos. Também não pode faltar a família LGBTQIAP+, sempre fiel, com representantes de várias gerações. Tem gente do Dona Clara. Tem gente de toda a capital mineira. Não é outra a vocação da festa plural, inclusiva e calorosa do Tchanzinho. Sua bateria, que ensaia regularmente, mistura com alegria percussionistas profissionais e amadores. Sua ala de dançarinos – o cativante Balezinho do Tchanzinho, um dos principais emblemas do bloco – não é só referência de exuberância, mas também de diversidade.

    Para além da folia, o TZN, afinal, não abre mão de um Carnaval responsável, gentil, e desencoraja comportamentos ainda arraigados em outras festas, como o sexismo, a objetificação do corpo feminino, o preconceito e a discriminação por questões de gênero, etnia, sexualidade, religião, faixa etária, neurodivergência e corpos fora do padrão, assim como o descarte irresponsável de lixo nos espaços urbanos. Essa é a família que a gente quer. Para o Carnaval de 2023, que está aí tinindo e trincando, o TZN traz o tema “Tchanzinho vai a volver”, inspirado no hit “Envolver”, de Anitta, lançado ainda em fins de 2021 e que alcançou sucesso mundial.

    O tema também traduz o reencontro do bloco com as ruas da cidade, das quais estava afastado há dois anos. E não só: é o momento de reconciliação do povo com sua vocação democrática, com um projeto de país mais consistente, com horizontes mais plenos de humanidade. A música-tema deste cortejo é “Encanto geral”, que tem autoria e arranjo de Rodrigo Picolé, também responsável pela direção musical do bloco. E vem mais novidade por aí. Para este ano, além do bom e velho axé, distintivo do TZN que é garantia de requebros febris, a playlist vai contar também com estilos como o piseiro e o pagodão, ao lado de temas de integrantes do Tchanzinho e de blocos amigos. A família agradece. Evoé! Luís Filipe de Lima, produtor musical e pesquisador