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  • Lançamento do Livro "Meu Brasil Brasileiro" de Joaquim de Matos Pinheiro
    Lançamento do Livro "Meu Brasil Brasileiro" de Joaquim de Matos Pinheiro
    Lançamento do Livro "Meu Brasil Brasileiro" de Joaquim de Matos Pinheiro

    No dia 25 de maio, sábado a partir das 11h, na Livraria do Belas, vai acontecer o lançamento do livro "Meu Brasil Brasileiro" do Joaquim de Matos Pinheiro. Será servido no evento um Porto de Honra.

  • Imagem do livro Minha Vida é um Livro Aberto
    Imagem do livro Minha Vida é um Livro Aberto
    Lançamento do Livro: Minha Vida é um Livro Aberto por Zeca Campos

    Em “Minha vida é um livro aberto”, os desenhos/ilustrações de Zeca Campos mostram seu desenvolvimento como artista ao longo dos anos.

    Nascido em uma família numerosa, Zeca narra passagens de sua vida da infância à fase adulta, sempre permeadas pelos acontecimentos políticos, econômicos e culturais, de 1969 a 2019. Da ditadura, passando pelas eleições indiretas, pelo movimento das Diretas Já e a Constituição de 1988. Na economia, os períodos de alta inflação e de desvalorização da moeda brasileira, os planos econômicos, o confisco da poupança.

    No cenário cultural, os grandes lançamentos do cinema brasileiro, como Central do Brasil, a chegada de revistas sobre música pop, o incêndio no Museu Nacional. Na tecnologia, o surgimento do celular e do e-mail, que transformaram completamente a vida das pessoas.

    Num relato corajoso, Zeca expõe também passagens complexas e difíceis de sua trajetória, como a tentativa de abuso que sofreu na infância, as overdoses em função do uso álcool e cocaína, e a perda de três irmãos ainda jovens.

    O livro traz momentos memoráveis da infância do autor, como a alegria ao ganhar o tão sonhado autorama e a de jogar em um time de futebol, uma de suas paixões desde criança.

     

  • Felipe Canêdo
    Felipe Canêdo
    Lançamento do Livro: Monstera Deliciosa

    — Minha senhora, se Adão e Eva eram brancos, de onde vieram os negros?

    É esta a pergunta que o protagonista de Monstera deliciosa faz a uma pastora, ao interromper seu culto, logo no começo do romance de estreia do cineasta e jornalista belorizontino Felipe Canêdo, pela editora Urutau. O nome do personagem? Barravento. Que signica palavra em ponto de bala, convite à dança, o toque de Xangô nos tambores de Candomblé, o estado de atordoamento que precede a tomada de um lho de santo por um orixá.

    Escrito durante os meses mais duros da pandemia de coronavírus, o livro é um convite ao inusitado, ao improviso, ao vagar. Num tempo de muitas certezas, Barravento erra por Minas Gerais e pelo Brasil em busca de si mesmo, e muitas vezes se coloca na posição humilde da dúvida, na encruzilhada, em um caminho a ser descoberto. A fruta da Monstera deliciosa, também conhecida como Costela de Adão, pode demorar até um ano para amadurecer. É o tempo que leva o protagonista em sua jornada pelo Vale do Jequitinhonha, sertão da Bahia e até ao Piauí.

    Com um texto leve e bem humorado, em tom de literatura pop, o livro traz referências mil a escritores e músicos e cada um dos doze capítulos que compõem a obra é aberto com um verso de autores muito diversos como: Cátia de França, Ferreira Gullar, Ana Martins Marques, Torquato Neto, Matilde Campilho, Carlos Drummond de Andrade, Miró da Muribeca, Ricardo Aleixo, Dorival Caymmi, Paulo Leminski, Cacaso e Hilda Hilst. O baú de referências não para por aí, o autor cita também O encontro marcado, de Fernando Sabino, Mar Morto e Jubiabá, de Jorge Amado, O lobo da estepe, de Hermann Hesse, e Os supridores, de José Falero.

    Talvez a Monstera deliciosa de Barravento seja a estrada, talvez seja uma substância, um sentimento, um desbaratamento, um questionar a valores que, por nos parecerem naturais, muitas vezes não são questionados. A sexualidade, as drogas, as religiões e o capitalismo são tratados com curiosidade e simplicidade, assim como pululam organicamente do texto passagens curiosas, como
    o momento em que o protagonista conversa com um peixe sobre o existencialismo de Albert Camus, quando se comunica com uma mosca em um restaurante do interior, ou quando se sente uma porta giratória.

    Assim, Monstera se distancia de respostas fáceis e busca perguntas difíceis, sem o caminho cômodo de estereótipos unidimensionais. O tempo é a matéria de Barravento, que contrapõe cronos e kairós, o tempo do cotidiano, do trabalho, das rotinas, ao tempo da eternidade, dos momentos decisivos, da memória, dos encontros.Um tracante chamado Sócrates convida Barravento a conhecer a festa da Boa Morte emCachoeira, já no Mercado Novo de Diamantina um músico chamado Platão o explica a teoria deque o Adão bíblico seria brasileiro, em Paulo Afonso um senhor turrão o leva a um baile de carnavalno teatro mágico.

    O evento ainda terá shows de Juliano Antunes e Gabriel Ladeia, Felipe Canêdo e Thiago Fontes, e palco aberto para música e poesia.