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  • 10ª Edição: FESTIM - Festival de Teatro em Miniatura
    10ª Edição: FESTIM - Festival de Teatro em Miniatura
    10ª Edição: FESTIM - Festival de Teatro em Miniatura

    Um teatro intimista, de curta duração e que permite ao artista e público uma experiência única. De 14 a 23 de abril, sexta a domingo, acontece a 10ª edição do FESTIM – o maior e mais longevo festival de Teatro em Miniatura do Brasil e da América Latina -, que neste ano traz ações no formato online e presencial. O público vai assistir a 50 produções de grupos e artistas originários de Minas, São Paulo, Santa Catarina, Pará, Paraná, Paraíba, Rio de Janeiro, Ceará, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Goiânia, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte. A programação conta ainda com oficinas e uma Live de abertura sobre “Memória e Formação no Teatro Lambe Lambe” com Denise di Santos (BA), precursora do Teatro Lambe Lambe no Brasil, Mario Piragibe (MG) - professor de Teatro da Universidade Federal de Uberlândia e artistas integrantes do Grupo Girino (Iasmim Marques, Maikon Rangel e Tiago Almeida). No encerramento, o público assiste a uma live com Dib Carneiro (SP), pesquisador e crítico de teatro para infâncias e Luiz André Cherubini (SP), idealizador do Festival de Teatro para bebês e diretor do Grupo Sobrevento, sobre “Produção de Teatro de Animação para infâncias”.

    A programação é toda gratuita e está disponível no site do festival, que é idealizado pela companhia belo-horizontina Girino. Este projeto conta com o patrocínio da MGS e é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte. Quando o FESTIM foi criado pelo Girino, em 2012, Iasmim Marques, uma das idealizadoras, não imaginava a repercussão. Ela conta que, na época, não haviam tantos espetáculos com as técnicas utilizadas no Teatro em Miniatura. “Hoje são centenas de trabalhos de artistas residentes no Brasil que circulam com seus espetáculos por outros festivais e eventos pelo mundo. Para nós é sempre uma satisfação produzir um encontro onde temos a oportunidade de conhecer tanta diversidade nos trabalhos que recebemos”, conta. Para Iasmim, que também assina a direção de produção do evento, completar mais de uma década de ações continuadas de um Festival, no Brasil, é um acontecimento. “Estamos comemorando a resistência do FESTIM, que promoveu, ao longo de tantos anos, encontros e discussões entre o público, artistas e pesquisadores, além de servir de espaço para grupos que se expressam dentro das múltiplas técnicas do Teatro em Miniatura”, celebra.

    No Brasil, o Teatro Lambe Lambe surgiu na cidade de Salvador, em 1989, pelas mãos de duas mulheres educadoras: a baiana Denise Di Santos e a cearense Ismine Lima. “A nomenclatura é inspirada em fotógrafos do século passado que utilizavam máquinas fotográficas em formato de caixa, conhecidos como fotógrafos Lambe Lambe. Assim, no interior de caixas e outras estruturas fechadas, são apresentados micro narrativas utilizando bonecos, sombras, objetos e outros materiais, propondo uma experiência única na relação com o espectador”, explica Marques. Atualmente, o Brasil, a Argentina e o Chile – sede do Festlambe (Valparaíso) -, são os países latinos com maior ocorrência de trabalhos e artistas nessa vertente teatral. “Até 2016 fizemos um mapeamento e descobrimos que existem diferentes tipos de Teatro em Miniatura nos quatro cantos do mundo, porém, a maioria se concentra na América Latina.

    Acreditamos que isso se deva à combinação de alguns fatores: as vantagens em conceber uma produção mais simplificada e de baixo custo, tendo em vista as dificuldades em acessar recursos para novas produções, além das próprias características do Teatro em Miniatura, autossuficiente, feito à mão, fácil de ser transportado e que pode ser apresentado em muitos tipos de espaços, geralmente em praças e parques. É um teatro que dá muita autonomia para o artista”, comenta. Em 2023, para celebrar os 10 anos, FESTIM preparou uma programação ampla e diversificada que mescla obras online e presenciais, com representações artísticas de todas as regiões do Brasil. Entre os critérios de seleção, “priorizamos trabalhos que evidenciam o protagonismo da linguagem do Teatro de Animação, onde elementos materiais são animados cenicamente, criando narrativas visuais e sonoras, configurando universos poéticos que chegam ao público em casa, através do audiovisual”, contextualiza Tiago Almeida, diretor artístico e curador do Festival. No caso dos espetáculos virtuais, foram selecionadas obras criadas ou adaptadas para a exibição em vídeo.

    O público tem acesso pelo canal do Youtube do festival a 50 trabalhos de todo país, distribuídos em 10 dias de programação. Destaque para “A História do Yjara” - Coletivo As Lagartas (Sabará - MG), “Relicário” - A DitaCuja (SP), “Gabinete de Curiosidades” - Na Cia das Marionetes (SP) & Cia Tu Mateixa (SP), “Uakti, o amigo do vento” - Entre Aberta Cia Teatral (DF). As obras apresentadas trazem releituras contemporâneas de expressões da cultura popular brasileira, temas atuais como o isolamento e a incomunicabilidade da vida urbana, a idealização da infância e das memórias. “Também estão previstas criações que trazem narrativas orais, lendas, literatura, contos populares e propostas de metalinguagem que brincam com o jogo entre o boneco e o duplo do artista”, conta Tiago. Já as ações presenciais acontecem no dia 18 de abril, terça, das 14h30 às 16h30, no Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional CRCP – Lagoa do Nado.

    O espaço abriga a apresentação de três espetáculos de Teatro Lambe Lambe que fazem parte do repertório do Girino: “Coração Alado”, “Isto não é Uma Caixa” e “A Caixa Misteriosa”. “O diferencial do Festival é justamente propor outros tipos de interação e relação com o público, apresentando espetáculos intimistas e com sessões que recebem uma pessoa por apresentação. Assim, é instaurado um convite a compartilhar histórias e afetos, tornando o espectador mais próximo, cúmplice e integrado ao espetáculo”, destaca o diretor artístico e curador. Durante a programação também estão previstas a oficina “Cenografias em Miniatura” - oferecida na sede da companhia -, e duas atividades online: “Introdução ao Teatro de Sombras” e o “Laboratório de Intercâmbio do Teatro em Miniatura” que propõe trocas entre artistas e público, com a presença de coletivos referência na linguagem, como Cia Tu Mateixa (SP), Na Cia das Marionetes (SP) e Trágica Cia de Arte (PR). Para participar das ações formativas do Festival basta acessar o site e preencher os formulários de cada atividade: www.festim.art.br/oficinas.

  • 10ª Edição: Festival Cine Pojichá
    10ª Edição: Festival Cine Pojichá
    10ª Edição: Festival Cine Pojichá

    De 23 a 28 de abril (terça a domingo), Belo Horizonte é sede, pela segunda vez, do Cine Pojichá. 

    Criado em 2017 pelo InCena - coletivo de realizadores da região do Vale do Mucuri e do Vale do Jequitinhonha -, o festival incentiva a formação de público e o cineclubismo em Minas Gerais.

     Na 10ª edição, o público belo-horizontino assiste, em seis espaços da capital, a onze produções, nas categorias ficção, documentário e experimental, criados por realizadores naturais de Belo Horizonte (MG), Contagem (MG), Itaobim (MG), Diamantina (MG) e Teófilo Otoni (MG). 

    A curadoria é de Caroline Cavalcanti, Flavi Lopes e Guilherme Jardim. 

    A abertura é no dia 23.04, terça, às 19h, com exibição do curta “Bruta” (BH/MG) com direção de As Talavistas E Ela.Ltda, e às 20h, tem Aula Magna com os cineastas indígenas Sueli Maxakali e Isael Maxakali (Vale do Mucuri/MG).

  •  Festival Fartura Belo Horizonte 2024
    Festival Fartura Belo Horizonte 2024
    10ª Edição: Festival Fartura Belo Horizonte 2024

    Nos dias 19 e 20 de outubro, a Plataforma Fartura realiza o Festival Fartura Belo Horizonte especial de 10 anos, no Mirante Belvedere. Na edição em que comemora uma década, antecipando o Ano do Brasil na França (2025), traz o tema Minas-França com a presença de chefs franceses, como os estrelados David Mansaud e Damien Montecer. Participam também mineiros com influência da gastronomia francesa, além de nomes que representam os sabores tradicionais do estado. Entre eles: Silvana Watel (BH), Márcia Nunes (BH) e Rafael Pires (Tiradentes).

    A comemoração do 10° aniversário marca um amadurecimento da Plataforma, que já explorou a gastronomia do Brasil a fundo e agora intensifica suas ações internacionais. Em 2024, além de passagens por Portugal, o Fartura marcou presença na Embaixada do Brasil na França, com um jantar para membros da Unesco, e foi o responsável pelo Minas Bar, enorme sucesso nas Olimpíadas de Paris. Agora é a vez de receber a França em Minas Gerais.

    O formato segue o já consagrado dos Festivais Fartura, com opções de pratos e petiscos nos estandes de restaurantes convidados; cozinhas ao vivo – quando o chef prepara os pratos na hora e todos podem provar, onde estarão presentes os convidados internacionais; espaço para aulas práticas e teóricas; a Mercearia Fartura, com produtos de origem, além de palco com shows musicais e DJs embalando a programação. Entre os já confirmados estão as bandas Tocaia, Mambo Jazz, Bagatelas e Aricia Ferigato. Uma programação itinerante ainda roda o evento, animando o público, com apresentações de Charanga Pop, Tuba Magra com palhaço Chassi de Grilo, Blues Box e Charrete Jazz Band.