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  • "A Mulher na regência" - Live Dando Corda
    "A Mulher na regência" - Live Dando Corda
    "A Mulher na regência" com Lara Tanaka - Live Dando Corda

    No dia 1º de julho, quarta, a pianista e maestrina Lara Tanaka é a próxima convidada da live Dando Corda – que toda semana traz uma personalidade da cena musical brasileira para um papo descontraído. A artista, que já atuou na regência de corais e orquestras e que, desde 2014, está à frente do Coral Lírico de Minas Gerais na preparação de óperas, oratórios e concertos sinfônicos, fala sobre os desafios da profissão ainda predominantemente exercida por homens. A transmissão marca o retorno do maestro Felipe Magalhães ao projeto Dando Corda e começa às 21h30, no instagram da @orquestrasesiminasmusicoop.

    Lara Tanaka começou a estudar com a mãe pianista, aos 4 anos de idade, mas quando ingressou na faculdade de Música para se tornar pianista profissional, a regência falou mais alto. “Não queria tocar sozinha, queria tocar música de câmara. Eu entrava na biblioteca da escola de música e achava aquilo fantástico. Por curiosidade comecei a pegar as grades de orquestra, colocava a gravação e ficava vidrada. Como alguém conseguia acompanhar uma partitura com tantos instrumentos?”, lembra.

    A maestrina se lembra da primeira vez em que pisou no pódio para reger. “Foi uma sensação de prazer. Abaixei a batuta e veio a massa sonora. Achei muito poderoso estar ali na frente. Reger uma orquestra e um coro é também uma responsabilidade grande. Você tem que saber o que extrair dos músicos. Já são pessoas profissionais, que sabem ler a partitura, então tenho que passar algo mais”, explica.

    Mas nem tudo são flores na profissão. A regente conta que existem muitos desafios, notados por ela desde os tempos de faculdade. “Fiz alguns cursos em festivais de música pelo Brasil e Minas, e eu sempre era a única mulher da turma. Hoje ainda é assim”. Lara diz ainda que essa questão da representatividade de gênero, em qualquer profissão, é muito condicionada ainda por um machismo forjado na história das sociedades do mundo. “É diferente a regência da mulher e do homem? Pra mim é diferente de pessoa para pessoa. A minha regência, por exemplo, coincidentemente é mais leve, mais feminina. Tem maestro que tem a regência dura, brava, outros, mais delicada. Não é porque é uma mulher que ela não vai poder reger um Mahler, uma obra mais impetuosa. E completa: “claro que uma maestrina ainda causa surpresa. Toda vez que vou reger um concerto, tem pelo menos uma pessoa na plateia que nunca viu uma mulher na regência”, afirma.

    LARA TANAKA

    Mineira de Belo Horizonte, Lara Tanaka é formada em piano pelo Conservatório de Música de Minas Gerais e bacharel em Regência pela Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Participou de aulas e masterclasses com Sérgio Magnani, Roberto Tibiriçá, Cláudio Ribeiro, Per Brevig (EUA), Mogens Dahl (Dinamarca) e Nelson Niremberg (EUA). Atua como cravista continuísta em diversos grupos de música antiga e com as orquestras da Musicoop, Orquestra da UFOP e Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. De 2008 a 2012 atuou como cravista na Oficina de Música de Curitiba. De 2013 a 2015 foi pianista e regente assistente do Coral Ars Nova da Universidade Federal de Minas Gerais. Foi regente do Coral Infantojuvenil Palácio das Artes nos anos de 2001 a 2015, apresentando-se com as principais orquestras da cidade sob a regência de grandes maestros como Fabio Mechetti, Roberto Tibirica, Henrique Morelembaum entre outros. Tem atuado como regente do Coral Lírico de Minas Gerais desde 2014, na preparação de óperas, oratórios e concertos sinfônicos, participando da difusão do canto lírico no estado.

  • "A música é para todes" - Memorial Vale
    "A música é para todes" - Memorial Vale
    "A música é para todes" - Memorial Vale

    De 4 a 8 de outubro, às 20 horas, a DJ, empreendedora, produtora de eventos, digital influencer e instrutora de música, Jamila Martins vai ensinar aos amantes de quaisquer gênero musical a conhecer e aprender a discotecagem, utilizando apenas seu notebook ou computador.

    Trata-se do “A música é para todes”, evento que foi selecionado pela Convocatória de Programação do Memorial Vale 2021 e integra o projeto “Contemporâneo” do Memorial Vale.

  • A renomada pianista volta a Belo Horizonte para interpretar um dos concertos mais desafiadores para piano, o Terceiro de Prokofiev
    A renomada pianista volta a Belo Horizonte para interpretar um dos concertos mais desafiadores para piano, o Terceiro de Prokofiev
    A música Francesa é uma Pintura

    Após um aprendizado rigoroso no Conservatório de São Petersburgo, em 1918 Sergei Prokofiev deixou a Rússia revolucionária para realizar uma extensa turnê pela América do Norte. O Concerto para piano nº 3 em Dó maior é a principal obra sinfônica dos quatro anos em que ele viveu como um compositor “bolchevique” nos Estados Unidos. Ao estrear em Chicago em 16 de dezembro de 1921, com o compositor ao piano e a Chicago Symphony sob a regência de Frederick Stock, o opus 26 foi saudado como “o mais belo concerto moderno para piano”. Então com 19 anos, Joyce – a mais jovem concorrente presente – levou não só o segundo lugar no prêmio mais importante da noite, como também mais duas vitórias. Desse momento em diante, a sul-coreana já cativou os públicos das filarmônicas de Nova York, Los Angeles, da BBC e as sinfônicas de Chicago, São Francisco, Baltimore, Toronto, San Diego e Sydney. O primeiro contato de Joyce com o piano foi com a tia, aos quatro anos. Aos 11 anos, mudou-se para os Estados Unidos para estudar na Juilliard, onde apresentou o Concerto para piano nº 3 de Prokofiev com apenas doze anos. Após graduar-se com honras, Joyce Yang começou a percorrer os Estados Unidos e o Canadá com recitais solo ou em colaboração com orquestras, como a turnê asiática da Filarmônica de Nova York. Ela é uma artista Steinway. A característica visual da música francesa é retratada na aquarela vívida e moderna desta obra-prima de Dutilleux e nas deliciosas valsas de Ravel. A pianista Joyce Yang retorna ao nosso palco para executar um dos mais famosos concertos criados para o instrumento. Um dos programas mais variados de toda a temporada.