Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Projeto: Encontros Musicais 2025
    Projeto: Encontros Musicais 2025
    Projeto: Encontros Musicais 2025

    O projeto Encontros Musicais é uma iniciativa do Sesi Cultura BH que celebra a música autoral brasileira e aproxima o público de artistas contemporâneos.

    Programação:

    • 12/06: Anelis Assumpção;

    • 03/07: Clara Dias;

    • 10/07: Jota.pê;

    • 24/07: Juliana Shiutz;

    • 14/08: Martins;

    • 28/08: Laura de Castro;

    • 25/09: Alexandre Andrés

  • Uma mulher preta cis de cabelo cacheado volumoso com um vestido verde musgo
    Uma mulher preta cis de cabelo cacheado volumoso com um vestido verde musgo
    Projeto enTecer: Roda de Conversa Mulheres Negras – Violências e Relações

    Promover um espaço seguro de escuta, acolhimento e fortalecimento para mulheres negras cis e trans é o propósito da roda de conversa Mulheres Negras – Violências e Relações, realizada pelo Projeto enTecer em Belo Horizonte. A atividade integra a programação do mês do Memorial Vale, dentro do Memorial Vale Itinerante, conjunto de ações que mantém vivos os programas do museu durante as obras de renovação do edifício-sede na Praça da Liberdade.

    Com assessoria psicológica e jurídica, o encontro foi pensado para acolher, orientar e capacitar participantes diante das múltiplas violências que atravessam suas trajetórias. A proposta é identificar, nomear e mapear situações que podem surgir nas relações afetivas, familiares e sociais, compreendendo esse reconhecimento como ferramenta de proteção, autonomia e resistência.

    Primeira roda do projeto, o encontro convida mulheres negras a participarem ativamente dessa construção coletiva, fortalecendo uma rede onde a palavra expande possibilidades e o compartilhamento se transforma em instrumento de mudança. Ao estimular a troca de experiências, o objetivo é fortalecer vínculos e ampliar redes de apoio entre mulheres negras. O evento parte do pressuposto de que falar sobre relações também é uma forma de cuidado coletivo e de enfrentamento às estruturas que naturalizam desigualdades e silenciamentos.

    Nascido do compromisso com a escuta e o cuidado, o Projeto enTecer inspira-se na ideia de tecer fios, histórias e afetos para construir caminhos de resistência e transformação. A iniciativa reconhece a mulher negra em sua totalidade e potência, atravessada por opressões, mas também por saberes e estratégias de sobrevivência. Nos encontros, práticas de cuidado coletivo e reflexões sobre autocuidado dialogam com o samba, presente como tecnologia ancestral, expressão de resistência e afirmação da felicidade como ato político.

  • Artista Vavá Fernandes. Mulher preta sorrindo, veste blusa branca. Foto colorida sob fundo claro.
    Artista Vavá Fernandes. Mulher preta sorrindo, veste blusa branca. Foto colorida sob fundo claro.
    Projeto EnTecer: Samba Pra Elas

    O EnTecer – Samba Pra Elas celebra o Dia Internacional da Mulher com uma tarde dedicada ao samba feito por mulheres. No dia 08 de março, domingo, às 12h, o público poderá vivenciar uma experiência de alegria, resistência e empoderamento. O evento - que terá roda de samba, feijoada liberada e surpresas especiais - conta com apoio do Memorial Minas Gerais Vale e integra o projeto Memorial Vale Itinerante. A entrada é gratuita para mulheres, com retirada de ingressos pela plataforma Sympla.

    A programação reúne artistas que fortalecem e potencializam o samba em Belo Horizonte e em outro territórios. Entre as participantes está DJ Camis, mulher negra nascida e criada na periferia de Contagem, cuja trajetória articula cultura, território e compromisso social. Há 17 anos atua na Defensoria Pública de Minas Gerais, com foco na população carcerária e no fortalecimento das redes de apoio às famílias. Como DJ e produtora cultural, transforma a música em ferramenta de reflexão, celebração e resistência, com centralidade nas experiências das mulheres negras. Em 2018, foi uma das idealizadoras do projeto Samba das Pretas BH, conduzido integralmente por mulheres negras.

    A cantora, compositora, musicista e educadora musical Fran Januário também integra a roda. Mulher negra periférica, é idealizadora do coletivo de mulheres sambistas de Minas Gerais “Donas de Si” e do projeto de samba de raiz “Samba da Januário”, iniciado em 2020, na capital mineira. Reconhecida como uma das maiores vozes da nova geração da música mineira, ocupa espaços no circuito do samba no eixo Minas, São Paulo e Rio de Janeiro, fomentando projetos que destacam a presença feminina nas rodas de samba.

    Raquel Moreira construiu trajetória sólida no samba e no pagode. Atuando profissionalmente desde 2022, traz à cena a potência de uma mulher negra que utiliza a música como instrumento de alegria, representatividade e empoderamento feminino. Já realizou turnês em Angola, São Paulo e Brasília, gravou o audiovisual “Deixa eu me apresentar” e, em 2024, lançou o projeto “Pagode Popular Brasileiro”, gravado na Feira Hippie de Belo Horizonte em parceria com a Virada Cultural.

    A discotecagem também contará com DJ Kingdom, conhecida por sets que misturam ritmos eletrônicos afrodiaspóricos e contemporâneos. À frente de festas e projetos como Baile da Kingdom, Baile Room e Muvuka, já levou seu som a palcos nacionais e internacionais, criando experiências imersivas que celebram a cultura negra.

    A cantora Thata Ferreira, artista da periferia de Belo Horizonte, iniciou sua trajetória aos 8 anos em projetos sociais de teatro, dança e capoeira. Com forte valorização da cultura afro-brasileira e do protagonismo feminino negro, destaca-se pelo projeto Em Gira. Mãe, leva ao palco a força das vivências periféricas e da maternidade.

    Também integra o encontro Vavá Fernandes, cantora e integrante do grupo Swing Popular. Descobriu-se artisticamente no samba em 2024 e vem consolidando uma trajetória marcada por presença, versatilidade e autenticidade. Com base na Música Popular Brasileira, traz influências diversas e reafirma seu compromisso com o gênero.

    A roda contará ainda com o Grupo Simplicidade Samba, que desde 2006 desenvolve trabalho de preservação e difusão do samba em Belo Horizonte. Surgido no bairro São Marcos, o grupo construiu trajetória marcada por apresentações em diversos espaços da capital, gravação de DVD e participação de artistas convidados ao longo dos anos. Com uma proposta de valorização da ancestralidade, da diversidade e da tradição do samba, o grupo amplia o alcance do gênero e contribui para a formação de público, mantendo viva a cultura sambista na cidade.