A mesa de Thereza Portes traz de volta o cotidiano vivido às margens do Córrego do Leitão, na Rua Padre Belchior, no centro de Belo Horizonte. Na casa onde nasceu, o café atravessou gerações: primeiro pelas mãos da avó, depois da mãe, que coavam o tempo em tardes compartilhadas com tantas pessoas que por ali passaram. Entre conversas, cheiros e demoras, os bordados também ocupavam a casa, costurando memórias, afetos e gestos cotidianos.
“A Mesa de Thereza”, ação desenvolvida pela artista, propõe aproximar pessoas que transitam pelo centro urbano por meio de uma mesa de dez metros de comprimento, onde o café é servido em centenas de xícaras doadas por moradores do hipercentro de Belo Horizonte. Sobre a mesa, o bordado surge como extensão da memória e da convivência — linha que une tempos, corpos e histórias.
Mais do que um gesto de encontro, a obra transforma o ato de servir café, bordar e permanecer junto em espaço de escuta e partilha, trazendo à superfície afetos, narrativas e fluxos invisíveis que atravessam a cidade.
Vagas: livre
Classificação: livre
Não é necessário inscrição
Atividade gratuita