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Programação Cine Santa Tereza - Dezembro 2021

Descrição

Programação Cine Santa Tereza 

Dezembro de 2021  

Mostras especiais, exposição, sessões infantis, debates virtuais, exibição dos filmes preferidos do público neste ano e muito mais! Toda a programação é gratuita e os ingressos para as sessões podem ser retirados pelo site diskingressos.com.br ou na bilheteria do Cinema. 

Horário das sessões: 16h30 e 19h 

Acesse a agenda de filmes clicando nos menus logo abaixo: 

Exposição Cinema Cubano em cartaz 2ª Edição

 

Informações

Na exposição Cinema Cubano em Cartaz, apresentada na área interna do Cine Santa Tereza, os cartazes de Eduardo Bachs exploram cores, formas, texturas e elementos gráficos que fazem referência a grandes escolas e movimentos artísticos, como a pop art, o PushPin Studios de Nova York e aos pôsters de filmes do leste europeu. Usando técnicas de desenho e impressos em serigrafia, suas produções são um grande exemplo do diálogo existente entre as artes gráficas e a sétima arte. A partir dessas misturas, o artista propõe um estilo original e inventivo, que vai do uso de imagens satíricas ao conteúdo crítico e dramático. Seus cartazes se tornaram grandes objetos de valor histórico e cultural, sendo considerados bastante raros, principalmente por conta de sua tiragem reduzida, além de preservarem um momento fundamental da história do cinema mundial. As peças fazem parte do acervo iconográfico do Museu da Imagem e do Som (MIS - BH).

Período expositivo: A partir de 1/12, de quarta a domingo, das 16h às 21h

O acesso à exposição é gratuito, sem retirada de ingresso. 

 

3ª Mostra Diálogos pela equidade: femininos plurais 

 

Sobre a mostra 

Segundo a Organização Mundial de Saúde - OMS, uma em cada três mulheres ao longo da vida é submetida à violência física ou sexual. Esta violência é endêmica e foi agravada pela pandemia de COVID-19. Os dados, mesmo assustadores, não refletem ainda a violência psicológica cotidiana que as mulheres enfrentam, amplificadas por questões de raça, classe e idade. Uma verdadeira pandemia que obscurece e assola sonhos e potenciais.

A Mostra Diálogos pela Equidade, em sua 3a edição, traz mais uma vez uma seleção de curtas e longas-metragens dirigidos por mulheres que não aceitaram o silêncio que costuma acompanhar a violência. Silêncio daqueles que por conivência, indiferença, omissão ou repressão, não se irmanam no enfrentamento a estas questões. Elas não só não aceitaram este silêncio, como proclamaram em seus filmes, por meio de imagens, sons, silêncios e palavras, que o que não é aceitável, não pode definitivamente ser tolerado.

O não silenciamento foi a escolha de três mulheres de destaque do cinema brasileiro, que compõem o Painel Temático A Mulher e a Câmera: a outra história do cinema brasileiro. Em 1974, Helena Solberg - então morando nos Estados Unidos e já tendo realizado A Entrevista (1966), considerado o marco inaugural do cinema moderno de autoria feminina no Brasil - dirigiu o média-metragem A Nova Mulher (1974), em que percorre 170 anos da história do movimento feminista nos E.U.A., utilizando-se de cartas, diários, reportagens, fotografias e imagens de arquivo. Uma década mais tarde, rompendo o racismo estrutural presente na sociedade e escancarado no Audiovisual, Adélia Sampaio, primeira mulher negra a dirigir um longa-metragem no Brasil, realizou Amor Maldito (1984), no qual a morte de uma mulher é o estopim para um julgamento em que a relação lésbica da vítima com a ré se torna o ponto central debatido, revelando a intolerância e o preconceito direcionados às relações homoafetivas, tabu absoluto na época.

Expoente da safra de filmes da década de 90, no período batizad o de Retomada do Cinema Nacional, Um Céu de Estrelas (1996), primeiro longa da diretora paulista Tata Amaral, nos apresenta uma história claustrofóbica, toda centrada no cenário de uma residência de classe média baixa paulistana, na qual um casal personifica a violência doméstica vivenciada pelas mulheres. Felizmente, os exemplos se multiplicaram e a presença feminina no cinema brasileiro não apenas saiu da invisibilidade como efetivamente se ampliou em número, prêmios e reconhecimento, possibilitando a disseminação de olhares e pontos de vistas necessários para entender os femininos plurais. Essa diversidade presente no Painel Temático Violências e Enfrentamentos é representada tanto por meio de criações visuais de extrema beleza que denunciam as marcas do racismo, como em A mulher que eu era e Pontes sobre Abismos, quanto por obras que explicitam as agressões e abusos físicos em Estado Itinerante, Tentei e Sigo Viva, ou toda a vulnerabilidade e força das mulheres frente a uma estrutura de poder opressiva sobre seus corpos e subjetividades, em Meu Nome é Jacque, Parece Comigo, Torre das Donzelas, Baronesa e Não é só isso.

Filmes em cartaz 

1/12 , quarta, às 19h | A Nova Mulher | (The Emerging Woman | Helena Solberg | EUA | Doc | 1974 | 40 min | Legendado) | Primeiro filme da diretora Helena Solberg. Realizado nos Estados Unidos, percorre 170 anos da história do movimento feminista no país e na Inglaterra. | Classificação indicativa: Livre

2/12, quinta, às 19h | Amor Maldito | (Adélia Sampaio |Brasil | Fic | 1984 | 76 min)
Fernanda e Sueli vivem um tórrido romance. A relação passa por crises e Sueli acaba caindo nos braços de um mulherengo. Grávida e sem apoio, ela se suicida. As suspeitas da morte recaem sobre Fernanda e os preconceitos afloram no julgamento. | Classificação indicativa: 16 anos 

3/12, sexta, às 19h | Um Céu de Estrelas | (Tata Amaral | Brasil |1996 | Fic |70 min)
Dalva, uma cabeleireira do bairro da Mooca, São Paulo, decide romper seu relacionamento de dez anos com o metalúrgico Vítor, também do bairro. Em seguida, ganha um concurso e uma passagem para concorrer às finais em Miami. Vê na viagem a possibilidade de se livrar do  universo opressivo em que vive e pensa em ficar por lá, para se afastar da mãe e do ex-noivo. A história se passa um dia antes da viagem, quando Dalva está arrumando sua mala. | Classificação Indicativa: 16 anos.

4/12, sábado, às 19h | Torre das Donzelas | (Susanna Lira | Brasil | 2018 | Doc | 97 min)
Quarenta anos após serem presas durante a ditadura militar na Torre das Donzelas, como era chamada a penitenciária feminina, ao lado da ex-presidente da República Dilma Rousseff, um grupo de mulheres revisita a sua história. | Classificação indicativa: 14 anos

5/12, domingo, às 19h

Não é só isso | (Yasmin Rocha | Brasil | 2017 | Doc | 25 min)
Documentário em que a protagonista, Nahla Valentina, mulher transexual e militante, fala sobre suas vivências enquanto a diretora do curta, Yasmin Rocha, amiga de Nahla, tenta entender as motivações por trás de sua fala.  

Sigo Viva | (Letícia Ferreira | Brasil | 2019 | Fic | 32 min) 
SIGO VIVA é um retrato da superação em ser mulher na sociedade atual. Após sofrer um abuso, Lívia busca na arte e no auto cuidado um caminho revolucionário para seguir viva.
Classificação indicativa da sessão: 18 anos


9/12, quinta, às 19h

Parece Comigo | (Kelly Cristina Spinelli | Brasil | 2016 | Doc | 26 min)
"Meninas negras não brincam com bonecas pretas", diz a letra de um rap. O documentário explora o problema da falta de bonecas negras no mercado brasileiro e mostra o trabalho das bonequeiras que tentam mudar esse cenário, enfrentando a gigante indústria de brinquedos com seu artesanato consciente.

A mulher que eu era | (Karen Suzane | Brasil | 2019 | Fic | 11 min)
“A Mulher Que Eu Era” acompanha o cotidiano de Cacau, mulher negra que casa com um homem branco. Dentro de sua rotina ela encara suas lembranças e, em um contexto onírico, suas memórias lidam com momentos passados de opressão. 

Pontes sobre abismos | (Aline Motta | Brasil | 2017 | Experimental | 8min)
Instigada pela revelação de um segredo de família, Aline parte em uma jornada à procura de vestígios de seus antepassados. O trabalho pretende discutir questões como o racismo, as formas usuais de representação, a noção de pertencimento e identidade em uma sociedade que ainda tenta um ajuste de contas com sua história violenta e as noções românticas de sua louvada miscigenação. | Classificação indicativa da sessão: 14 anos

10/12, sexta, às 19h


Estado Itinerante | (Ana Carolina Soares | Brasil | 2016 | Fic | 25 min)
Vivi quer escapar de uma relação opressora. Em período de experiência como cobradora de ônibus, ela trabalha desejando não voltar para casa. A semana passa rápido, entre as paradas no ponto final e o itinerário os encontros com outras cobradoras fortalecem a mulher trabalhadora e seu desejo de fuga. Logo é final de semana e o centro de Belo Horizonte já não parece tão longe do bairro Boa Vista.

Tentei | (Laís Melo | Brasil | 2017 | Fic | 15 min)
Aos 34 anos e tomada pela coragem que reuniu ao longo de muito tempo, Glória decide se livrar do ciclo da violência doméstica, que a oprime e fragiliza há mais de uma década, e recuperar o seu direito de ser e de existir com dignidade. | Classificação indicativa da sessão: 14 anos

11/12, sábado, às 19h | Meu nome é Jacque | (Angela Zoé | Brasil | 2016 | Doc | 120 min) | Jacqueline Rocha Côrtes é uma mulher transexual portadora do vírus da AIDS que precisou e ainda precisa superar grandes obstáculos para viver sua vida da melhor forma possível. | Classificação indicativa: 12 anos

12/12, domingo, às 19h | Baronesa  | (Juliana Antunes | Brasil | 2018 | Fic/Doc  | 70 min) 
O dia a dia de duas vizinhas e amigas que moram na periferia de Belo Horizonte. De um lado, Andreia começa a construir sua casa para se mudar. Do outro, Leid e os filhos estão à espera do marido, que está preso. Em comum, a necessidade de se desviar dos perigos da guerra do tráfico e a estratégia para evitar as tragédias trazidas como consequência. | Classificação Indicativa: 16 anos

 

Programação virtual

Programação virtual da mostra, com debates e aula master:
 
1/12 (quarta-feira), às 20hno canal da Fundação Municipal de Cultura no youtube
Debate: A mulher e a câmera: a outra história do cinema brasileiro. Convidadas: Helena Solberg e Adélia Sampaio. Mediação: Roberta Veiga (Grupo de Pesquisa Poéticas Femininas, Políticas Feministas da UFMG)

09/12, (quinta-feira), às 20hno canal da Fundação Municipal de Cultura no youtube.
Vídeo performance FÊMEA. Direção e argumento: Laura de Castro
Debate: Violências e enfrentamentos.  Convidadas: Yasmin Rocha , Letícia Ferreira e Márcia de Cássia Gomes (Rede de enfrentamento à violência contra a mulher). Mediação: Rosane Castro (COMEG)

7/12 , (terça), de 10h às 12h | Aula Master: Cinema feminino negro no Brasil - Janaína Oliveira | A atividade acontece pela plataforma Zoom. Aberta ao público, sem inscrição prévia. Sujeito à lotação da sala virtual. O link será disponibilizado na bio do Instagram Circuito Municipal de Cultura no dia da aula. 

 

Lançamento

22/12, quarta, às 19h | PreTV Ep. 01 - SertaNEGRO
(Marcos Mateus l Brasil l 2021 l  30 min)
Nos bastidores de uma gravação de programa de TV (PreTV) uma apresentadora recebe como convidados uma dupla de cantores SertaNEGROS (Sertanejos universitários negros). Após fiasco da entrevista a apresentadora telefona para o gerente de programação  para exigir o controle total de seu programa. Ela descobre então que quem indicou os cantores foi Awá, a apresentadora infantil da emissora e seu desafeto. Em meio a essas discussões Awá fala para o gerente de programação que tem uma ideia para um novo programa com a presença de muitos negros.
Classificação indicativa: Livre

19º MUMIA - Mostra Udigrudi Mundial de Animação

Informações completas em mostramumia.blogspot.com

 

Data
a
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Entrada
Gratuito