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Mostra Performátika, de Noah Mancini - Memorial Minas Gerais Vale

Descrição

A Mostra Performátika é uma mostra de artistas do corpo, naturais e/ou residentes em Minas Gerais. Pela curadoria de Noah Mancini, em uma seleção de poéticas autobiográficas, tais performances evocam questões místicas, étnicas e identitárias. Integra o projeto Contemporâneo, do Memorial Minas Gerais Vale.

Programação:

17/12: Viva!
Texto sobre VIVA!, pelo curador da mostra e crítico Noah Mancini: VIVA! Recolhimento, recolha, meditação, sobrepeso. Na constante afirmação da palavra “vida” suscita-se o antagonismo, pela austera presença performática na incansável repetição, ela soa quase como estivesse dizendo o contrário.

18/12:Para lembrar dos tempos sem cerca
Texto sobre “Para lembrar dos tempos sem cerca: mandioca e inhame”, do curador da mostra e crítico Noah Mancini: No risco da pedra com o chão, entre um broto de mandioca e um broto de inhame, a artista traça linhas auto-cíclicas. O fio termina em si mesmo, num movimento espiral, de reminiscências, resgates e saberes outros. Nas perenes e sacramentais raízes do solo, linhas de cura, memória e afeto. Pela estrada as vidas passam, o tempo passará, dando giros sobre giros, o marco da volta e da vida, eternamente circular: anamnese elementar.

19/12: Vc sabe q eu tentei consertar todas as coisas
Texto crítico de “vc sabe q eu tentei consertar todas as coisas”, do curador da mostra e crítico Noah Mancini: Olá, para hoje você vai precisar de: colas, cacos e um bocado de fantasia. As formas encontradas de fixar problemas muitas vezes não trazem soluções nem imediatas, muito menos efetivas. Os reparos tornam-se inúteis - por vezes cômicos. Na tétrica do falso reboco, a simplicidade dos absurdos remenda o irremendável, conserta o inconsertável. Chega até a criar falsos restauros, desequilíbrios sustentados, numa descosida escultura, gambiarra temporária. Até segunda ordem, sem grandes abalos, tudo parece que vai ficar bem. Faz de conta num pastel suave contemporâneo, que toda essa dileção afetiva, esse ligame pretendido de sua eficácia, é a reforma ideal. Na escolha por certa visualidade infantil, sonoridade branda de serenidade impertubável, de enfeite em enfeite ela faz a fachada dela. Se atrapalhando e lidando com as frustrações, na montagem de um irregular quebra cabeça, entre troças e troços. O título sugere dada (des)ilusão amorosa, mas a vida não é mesmo um conto de fadas. Um grande retoque, um acordo nos cantos, no meio, do teto ao piso. E o país não é o das maravilhas? Seus ajustes com certeza funcionaram, fofa. Valeu a pena a tentativa? A intenção, você sabe, foi das melhores.

20/12: La Potion
Texto sobre “La Potion”, do curador da mostra e crítico Noah Mancini: Na quimera do sonho, a condição não explicita que ocultará as possibilidades do encantamento, mas sim seus preços. Quando não se sabe o que paga não se sente. Para despachar a sofreguidão recorre-se ao enfeitiçamento. O transe começou, bateu uma onda forte: tecnomagia. É o encanto do elixir, o fármaco onírico - e pensar que jamais houve nem haverá antídoto.

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