Em “Samba de Preto Velho”, Sérgio Pererê apresenta composições próprias, algumas escritas há mais de dez anos, mas todas baseadas em ramificações do samba. O repertório seguem as toadas do ijexá, do samba de gafieira e do partido alto, por exemplo, mas carregam também raízes da música afro-brasileira, essência primária de Pererê, como as células rítmicas do candomblé, da umbanda, do maracatu, do jongo e do calango. A direção musical é do multi-artista Acauã Rane que, além de produtor, compositor e arranjador, levou para o disco sua vivência como alabê — sacerdote responsável pela música nos rituais de candomblé. “O Acauã foi mais do que um produtor musical. Ele convocou o grupo de músicos, dirigiu as gravações, criou os arranjos. Fiz uma gravação de todas as músicas com o cavaquinho para ele conhecer e, a partir daí, o Acauã criou os belos arranjos do disco”, conta Pererê.