Viaduto Santa Tereza
Show Melanina — Banda Osala
O projeto “Show Melanina – Banda Osala” propõe a apresentação de um espetáculo musical autoral, com duração de até 90 minutos, baseado no álbum Melanina (2025). A banda, formada por seis artistas negros de Belo Horizonte, articula música, identidade e representatividade por meio de ritmos afro-brasileiros como samba-reggae e ijexá. O show reúne composições autorais e releituras da música popular brasileira, com forte presença cênica e interação com o público, promovendo uma experiência que integra música, corpo e ancestralidade.
CLASSIFICAÇÃO: Livre
Formada em 2023, em Belo Horizonte e Região Metropolitana, a banda Osala é um sopro de força, ritmo e afirmação no cenário da música brasileira contemporânea. Composta por jovens artistas negros com sólida formação musical — muitos e muitas formados pela UFMG, UFOP e UEMG —, a banda constrói um caminho artístico que se afasta das formalidades acadêmicas para se aproximar do povo, da rua e das heranças ancestrais afro-brasileiras.
Com um som visceral, pulsante e autenticamente afro-brasileiro, a Osala mistura afro-sonoridades como ijexá, maracatu e pagodão baiano a elementos do pop, groove, R&B, soul e música eletrônica. O resultado é uma identidade sonora original, contemporânea, dançante e profundamente política, que dialoga com as estéticas da música negra global e brasileira.
Seus arranjos são construídos a partir de uma formação potente, que reúne saxofone, trompete, guitarra, baixo, bateria, percussões, sintetizadores e vozes, criando uma experiência musical intensa e envolvente. No palco, a banda se destaca pela presença cênica marcante, energia coletiva e forte interação com o público, transformando cada apresentação em um encontro sensorial e simbólico.
A Osala é formada por Rafa Barbosa (voz e direção musical), Dairan Jhordan (trompete), Douglas Rafael (percussão), Gisele Caetano (bateria), Giovanni Miranda (guitarra), Luiz Gomes (baixo) e Kerollen Martins (saxofone). Mais do que uma banda, o grupo se configura como um coletivo negro, plural e progressista, que utiliza a música como ferramenta de celebração, resistência e transformação social.
Seu álbum de estreia, Melanina (2025), propõe uma celebração profunda das identidades negras, dos afetos afrocentrados e das vivências contemporâneas da negritude. Com sonoridade plural, o trabalho atravessa gêneros como R&B, samba, pagodão baiano, reggae, funk carioca e afro-brasilidades, reafirmando a ancestralidade como força criativa e política. As composições abordam temas como corpo, pertencimento, autoestima preta, amor e resistência, promovendo uma escuta que celebra e afirma existências negras em suas múltiplas dimensões.O espetáculo “Melanina”, baseado no álbum, traduz essa proposta em uma performance potente, que articula música, narrativa e presença de palco. O show se apresenta como uma experiência que é, ao mesmo tempo, festa, manifesto e celebração da cultura afro-diaspórica contemporânea, conectando diferentes públicos por meio da dança, da emoção e da reflexão. Em 2025, a Osala foi selecionada para integrar a programação do Festival Suíça Bahiana, um dos importantes espaços de visibilidade para a nova música brasileira, consolidando sua inserção no circuito nacional independente.
Além da atuação artística, a banda também contribui para a formação de público e democratização do acesso à cultura, com foco na valorização de territórios periféricos e no fortalecimento de narrativas negras. Sua trajetória, ainda em ascensão, é marcada pela consistência estética, engajamento sociocultural e forte potencial de circulação em festivais, editais e programações culturais em todo o país.