
“Museu é lugar de quadrinhos?”
Convidados: Isabelle Debekker, Augusto Fonseca
Mediação: Ivan Lima Gomes
Sinopse: Existe espaço em museus para os quadrinhos? O que se perde e o que se ganha quando páginas e artes ligadas às HQs invadem as paredes de galerias? O que experiências de fora podem nos ajudar na construção de uma memória museográfica dos nossos quadrinhos? São respostas a essas perguntas que vamos buscar nessa conversa.
Isabelle Debekker (Bélgica)
Isabelle Debekker é diretora-geral do Museu da História em Quadrinhos de Bruxelas (Bélgica) desde 2019. Formada em Comunicação pelo IHECS, em Bruxelas, trabalha desde sua chegada para dar um novo fôlego a essa instituição emblemática da nona arte. Com o objetivo de renovar a imagem do museu e romper com uma visão tradicional da instituição, desenvolve uma programação que coloca em diálogo o patrimônio e a criação contemporânea, abrindo cada vez mais espaço para os autores, as novas gerações e a diversidade de expressões dos quadrinhos.
Sob sua direção, o museu também vem ampliando sua presença internacional, fortalecendo parcerias, intercâmbios e projetos para além das fronteiras belgas.
Convencida de que um museu não deve apenas conservar e expor, mas também apoiar a criação, promover encontros e estimular a reflexão, defende uma visão dinâmica, aberta e contemporânea do museu de quadrinhos.
Augusto Fonseca
Augusto Fonseca é artista, curador, pesquisador e responsável pelo setor de artes visuais do Museu de Arte da Pampulha (MAP). Mestre pela Uemg e graduado pela EBA-UFMG, sua investigação poética e acadêmica se desenvolve por meio do desenho e de suas conexões com diversas mídias, incluindo as histórias em quadrinhos. Possui ampla experiência em gestão cultural, tendo integrado por diversas vezes a comissão do programa Bolsa Pampulha e coordenado grandes mostras na instituição. Como artista, expôs individualmente em espaços como Casa Fiat de Cultura, Museu Inimá de Paula, Centro Cultural da UFMG e no BDMG Cultural, e coletivamente no MAC-Niterói, Museu Mineiro, Museu de Artes e Ofícios, entre outros espaços culturais. É autor do livro Desenho Mineiro: Narrativa, Identidade e Contemporaneidade(editora C/arte).
Ivan Lima Gomes
Doutor em História pela UFF, é professor de História na Faculdade de História da UFG, onde atua como professor permanente no PPGH-UFG e no ProfHistória UFG. Suas pesquisas se concentram no campo da história das HQs, da história da edição e da história pública. Autor de “Antes da Graphic Novel: uma história da edição de quadrinhos”, pela MMarte, com apoio Fapeg.