Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Belo Horizonte segue em alta: o turismo da cidade cresce 837% e conquista o mundo

    Belo Horizonte vive um momento especial. Segundo levantamento da Booking.com, a capital mineira teve um aumento de 837% nas buscas para o Carnaval de 2026, ficando entre os destinos que mais despertaram o interesse dos viajantes brasileiros. O dado simboliza mais do que o sucesso de uma festa: reflete o amadurecimento de uma cidade que se tornou referência em hospitalidade, criatividade e qualidade de vida.

     

    BH deixou de ser apenas o ponto de partida de quem desejava conhecer Minas e passou a ser o próprio destino. Uma cidade que oferece o melhor da gastronomia, da cultura e das experiências urbanas — e que, a cada evento, conquista mais visitantes e consolida seu lugar no mapa do turismo nacional.

     

    Tecnologia, tendências e o novo comportamento do viajante

     

    O levantamento da Booking.com foi realizado entre os dias 5 e 12 de outubro e cruzou dados de busca para viagens programadas no Carnaval de 2026. Nesse período, Belo Horizonte apresentou o maior crescimento percentual entre as capitais brasileiras: +837%, seguida por Tiradentes, Ouro Preto, Monte Verde e Poços de Caldas. No panorama nacional, apenas Olinda e Tamandaré (PE) superaram as cidades mineiras, um indicador do novo protagonismo do Carnaval de BH no imaginário do turista.

     

    As plataformas digitais, especialmente com o uso crescente da inteligência artificial, estão moldando novas formas de planejar viagens. Em uma conversa recente no Uai Turismo, o gerente de comunicação da Booking.com na América Latina, Luiz Cegato, comentou que a IA já se tornou uma aliada essencial do viajante moderno. “Hoje, nove em cada dez brasileiros estão dispostos a usar inteligência artificial para planejar sua próxima viagem”, destacou.

     

    Cura Arte
    Foto: Caio Flavio -  Area de Servico / Divulgação

     

    O impacto disso já aparece nos resultados. A tecnologia amplia o alcance dos destinos, conecta viajantes a experiências autênticas e ajuda cidades como Belo Horizonte a se tornarem mais visíveis para públicos internacionais. As buscas estrangeiras cresceram 89% para o fim de ano e 116% para as férias de janeiro, com destaque para chilenos, norte-americanos e portugueses, reflexo também dos novos voos diretos entre BH e Santiago, além das conexões consolidadas com Lisboa e Orlando, que ampliam o fluxo turístico e reforçam Belo Horizonte como uma porta de entrada de visitantes internacionais.

     

    BH: da folia de rua à política pública de encantamento

     

    O Carnaval de Belo Horizonte é o símbolo mais visível dessa transformação. Em pouco mais de uma década, a cidade se reinventou com blocos democráticos, artistas independentes, estruturas seguras e uma rede hoteleira integrada aos mecanismos digitais de reserva. A festa deixou de ser local para se tornar uma vitrine da identidade belo-horizontina: criativa, acolhedora e diversa.

     

     Bloco: Como te Lhamas
    Foto: Bruno Figueiredo/Acervo Belotur

     

    Esse resultado é fruto de políticas públicas da Prefeitura de Belo Horizonte, consolidadas pela Belotur, que têm fortalecido o turismo de forma estruturada e sustentável. São ações que conectam o poder público, a iniciativa privada e a comunidade, promovendo eventos que movimentam a economia e valorizam a cultura local. A Belotur tem trabalhado para posicionar Belo Horizonte como um destino criativo de referência, unindo gastronomia, música, arte, tecnologia e hospitalidade em uma narrativa única.

     

    A revolução digital também abriu novas possibilidades para o trade local. Segundo Cegato, pousadas, hotéis e operadores podem usar a tecnologia a favor da experiência: investir em conteúdo multilíngue, atualizar informações nas plataformas e criar descrições que conversem com o que o viajante busca. “A tecnologia potencializa a hospitalidade, não a substitui”, pontuou.

     

    Uma cidade que aprendeu a se ver com os olhos de quem chega

     

    Os números da Booking.com não são apenas estatísticas, são o reflexo de um trabalho contínuo e de um sentimento coletivo. Belo Horizonte está crescendo porque aprendeu a valorizar o que tem de mais autêntico: o encontro, o afeto e o prazer de compartilhar a vida na cidade.

     

    Com inteligência, planejamento e sensibilidade, BH vem construindo um turismo que é, ao mesmo tempo, moderno e humano. E o mundo, enfim, está descobrindo o que a gente já sabia: que Belo Horizonte é puro encantamento e está pronta para viver um novo tempo.

     

    Te encontro em BH. 💚

  • Belo Horizonte se prepara para viver a 2ª Bienal da Gastronomia

    Belo Horizonte respira sabores, histórias e encontros. Entre os dias 15 e 31 de outubro, a cidade recebe a 2ª Bienal da Gastronomia: um evento que vai além da culinária: é turismo, memória e futuro.

     

    Neste período, a capital mineira será palco de uma celebração única, conectando  paladares e aromas, identidades e oportunidades. A Bienal fortalece a vocação de Belo Horizonte como destino turístico, impulsiona a economia criativa e projeta a cidade no cenário global como Cidade Criativa da Gastronomia da Unesco.

     

    Gastronomia como política pública e desenvolvimento
     

    A Bienal da Gastronomia mostra, na prática, como a cozinha vai além do prato. É uma política pública estratégica que valoriza produtores locais, fomenta a inclusão e reflete o compromisso da cidade com um futuro mais sustentável e colaborativo.
     

    A programação se espalha por diferentes regiões de Belo Horizonte, descentralizando experiências e garantindo que mais pessoas participem. Da feira ao mercado, do espaço acadêmico à rua, cada atividade fortalece comunidades, estimula cadeias produtivas e promove um turismo conectado ao território.

     

    Bienal da Gastronomia 2023
    Foto: Wander Faria / Acervo Belotur

     

    Um espaço de encontro e troca


    Em sua segunda edição, a Bienal se consolida como um espaço dinâmico de encontro. Chefs, produtores, pesquisadores, estudantes, turistas e moradores compartilham histórias que unem tradição e inovação.


    Das cozinhas ancestrais às novas experiências imersivas, da periferia ao cenário internacional, a gastronomia se afirma como uma força cultural, social e econômica. Cada vivência é um convite para mergulhar em saberes e sabores que conectam passado e presente, sempre com um olhar para o futuro.

     

    Paladino 
    Foto: Qu4rto Studio / Acervo Belotur

     

    Belo Horizonte: hospitalidade à mesa


    Da mesa de bar ao prato elaborado, da rua ao mercado, a Bienal reforça que a gastronomia é um vetor de desenvolvimento social e econômico. Mais que receitas, ela gera oportunidades, movimenta a economia criativa e fortalece a hospitalidade única de Belo Horizonte.
     

    A cada prato, cada história e cada encontro, a cidade mostra que o turismo é uma ponte para o desenvolvimento e a gastronomia, um de seus maiores patrimônios.
     

    A Bienal é um convite para todos: moradores, visitantes e profissionais do setor, viverem Belo Horizonte de forma única: pela comida, pelas histórias e pelas conexões que só acontecem aqui.


    Confira a programação completa no Portal da Bienal da Gastronomia

     


     


     


     

  • Belo Horizonte se veste de flor: a magia dos Ipês que colorem a cidade no inverno

    Belo Horizonte tem dessas belezas que surpreendem até quem mora aqui. Em pleno inverno, quando o ar fica mais seco e o céu tão azul sem nenhuma nuvem, a capital se transforma em poesia, tudo graças aos ipês. São eles que colorem a cidade de rosa, amarelo, roxo e branco, criando um verdadeiro jardim entre calçadas, avenidas e praças.


    Em julho, é a vez dos ipês-rosas (uma variação do roxo) dominarem a cena. E basta sair de casa para perceber: a cidade está tomada por copas floridas, e os galhos, antes secos, viraram cenário para fotos, passeios e suspiros. O contraste entre as flores e o azul do céu faz qualquer um parar e admirar, e claro, tirar o celular para registrar o momento.

     

    Foto
    Foto: Adobe Stock


    Onde tem ipê, tem clique


    Quem anda por Belo Horizonte já percebeu: é só um ipê florir para virar protagonista nas redes sociais e nas matérias de jornais e de TV. O fenômeno é geral:  moradores, turistas e apaixonados por BH se encantam com a delicadeza das flores e não resistem a um registro. Do Parque Municipal ao entorno da Pampulha, da Praça da Estação às ruas de todos os bairros, os ipês-rosas criam cenários que parecem pensados para uma sessão de fotos.


    A imagem é sempre a mesma e, ao mesmo tempo, nunca igual: flores exuberantes, tapetes coloridos no chão, sombras que dançam com o vento e o céu de inverno como moldura. É por isso que os ipês se tornaram, mais do que árvores, são símbolos de uma Belo Horizonte inspiradora, uma cidade que convida a desacelerar, respirar e contemplar. Uma cidade-jardim de verdade.

     

    Foto: Adobe Stock


    O segredo por trás da beleza


    Antes de virarem esse espetáculo, os ipês parecem adormecer. Suas folhas caem, os galhos ficam secos e discretos,  e então, como num passe de mágica da mãe natureza, eles florescem. O ciclo acontece no auge da estação seca, entre junho e setembro, e segue uma sequência encantadora: primeiro os ipês-roxos, depois os amarelos e brancos, e por fim, os ipês-rosas, que marcam o fim do inverno e anunciam a chegada da primavera e da temporada das chuvas, como um alívio para a terra seca.


    O tempo de floração varia, mas costuma durar poucos dias. O suficiente, no entanto, para encantar quem presencia o momento. Em Belo Horizonte, mais de 30 mil ipês participam desse ciclo. Eles estão por toda parte, nas calçadas, nos parques, nas praças, no meio do trânsito e até nos cantinhos menos esperados, inclusive em quintais, que podemos ver as árvores despontando, em sua exuberância para para todos. É como se a cidade, ao seu modo, lembrasse a todos que até o tempo seco pode florescer.
     

    A flor que é a cara do Brasil (e o coração de Belo Horizonte)


    Você sabia que o ipê é a flor nacional do Brasil? E que a flor do ipê-amarelo foi declarada símbolo nacional por decreto do presidente Jânio Quadros, em 1961? Aqui em BH, apesar do destaque dos amarelos, os ipês-rosas são os mais abundantes,  e por isso, os mais queridos. A espécie não é nativa da região, mas se adaptou tão bem ao clima da cidade que se espalhou por todos os cantos e conquistou os corações belo-horizontinos.


    E não é só beleza. O nome “ipê” vem do tupi e significa “casca dura”,  uma referência à resistência da madeira, usada antigamente para fazer arcos de caça. A árvore transpira bastante, o que ajuda a equilibrar a umidade do ar nos dias mais secos. E mesmo quando não recebe nenhuma ajuda para se reproduzir, o vento faz seu papel de espalhar suas sementes, fazendo com que o ciclo da vida continue, de forma simples e silenciosa, levando cores para todos os cantos.


     

    Foto: Adobe Stock

    Um espetáculo que só Belo Horizonte sabe oferecer

    Não é exagero dizer que Belo Horizonte se tornou conhecida como a capital dos ipês. É só observar os relatos de quem visita a cidade nessa época do ano: gente de fora que se surpreende com a quantidade de árvores floridas, com a delicadeza da paisagem, com o convite à contemplação em meio ao concreto. A cada florada, Belo Horizonte parece ganhar novos olhos,  mais sensíveis, mais atentos, mais abertos à beleza que nos cerca.

     

    De flor em flor, Belo Horizonte surpreende


    O inverno por aqui certamente não é sinônimo de tempo frio ou paisagem sem vida. Em Belo Horizonte, a estação é celebrada com flores, cores e uma cidade que se redescobre a cada esquina. E quando os ipês florescem, a gente entende que não se trata apenas de uma árvore bonita, é um lembrete de que a cidade pulsa, se reinventa e encanta.

    Para quem mora, é tempo de ser dominado por um sentimento de orgulho por uma cidade que leva o belo no nome. Para quem visita, é tempo de se apaixonar. O florescer dos ipês não é só bonito, é uma experiência que transforma o olhar, que cria memórias e que nos faz entender por que Belo Horizonte é, de verdade, um destino que inspira e surpreende.

     

    Foto: Pablo Gomide / Acervo Belotur
    Foto: Pablo Gomide / Acervo Belotur