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  •  Filme "Samba Traoré"
    Filme "Samba Traoré"
    Cineclube Francófono: Filme "Samba Traoré", de Idrissa Ouedraogo | FCS

    A Fundação Clóvis Salgado, através do Cine Humberto Mauro, prossegue com as exibições comentadas do “Cineclube Francófono”. No dia 1º de novembro (terça-feira), às 19h a programação traz o longa Samba Traoré (1992), dirigido pelo premiado realizador Idrissa Ouedraogo (1954-2018), nascido em Burkina Faso. A classificação do filme é de 12 anos.

    Idrissa Ouedraogo, um dos pioneiros do cinema de Burkina Faso, foi também um cineasta bastante projetado internacionalmente, com filmes exibidos, indicados e premiados tanto no Festival de Cannes quanto no Festival de Berlim, dois dos mais celebrados eventos de reconhecimento da crítica mundial. O próprio Samba Traoré ganhou o Urso de Prata na edição de 1993 da premiação alemã.

    A trama segue a história de Samba. Depois de cometer um assalto em que seu parceiro é morto, ele retorna à sua aldeia na esperança de esquecer o passado. Samba conhece uma antiga paixão, Saratou, e se estabelece com ela e seu filho. No entanto, suas memórias ameaçam destruir a felicidade recém-descoberta.

    Assim como na sessão anterior do Cineclube Francófono (Mandabi, de Ousmane Sembène), Samba Traoré trata de conflitos comunitários e financeiros. No entanto, o longa tem a marca do realismo mágico típica do diretor Idrissa Ouedraogo. A narrativa de Ouedraogo apresenta uma qualidade fantástica, ainda que os personagens e o cenário da obra sejam completamente modernos e tratem de questões próprias do país na contemporaneidade.

    Cineclube Francófono exibe este ano, além de Samba Traoré, duas outras obras ambientadas em países africanos: Mandabi, que se passa no Senegal, e O Estado Contra Mandela e os Outros, documentário que recupera eventos ocorridos na África do Sul.

    O projeto é um programa permanente mensal do Cine Humberto Mauro que exibe filmes de países cuja língua falada é o francês. As sessões não aconteciam desde 2019 e, em 2022, ganharam um novo dia recorrente de exibição: toda primeira terça-feira do mês, sempre às 19h. A iniciativa, que é uma parceria com o Instituto Francês e a Embaixada da França no Brasil, é destinada a alunos e professores de ensino da região metropolitana de Belo Horizonte, bem como ao público em geral.

  • Folder de divulgação do filme "Senhora Ninguém". Mulher deitada sobre travesseiro com expressão de desânimo. Homem sentado ao seu lado encarando seu rosto. Informações sobre a sessão na parte superior da foto.
    Folder de divulgação do filme "Senhora Ninguém". Mulher deitada sobre travesseiro com expressão de desânimo. Homem sentado ao seu lado encarando seu rosto. Informações sobre a sessão na parte superior da foto.
    Cineclube Íbero-Americano Permanente apresenta "Senhora Ninguém"

    No dia 1º de abril, o Cineclube Ibero-americano Permanente realiza seu segundo encontro no Cine Humberto Mauro, com exibição gratuita do filme Señora de Nadie (1982), dirigido por María Luisa Bemberg. A sessão integra a primeira jornada do cineclube, “As fictícias fronteiras do lar”, dedicada a discutir como cineastas ibero-americanas exploraram, pela ficção, as tensões entre vida doméstica e emancipação feminina.

    Sobre o filme:

    Leonor, uma dona de casa, vive com o marido, Fernando, e os dois filhos. Um dia, por acaso, ela descobre que o marido a está traindo. Leonor percebe que seu mundo, fundado em uma mentira, ruiu como um castelo de cartas. Mais por medo do que por convicção, ela sai de casa, deixando para trás pequenas placas com instruções precisas para sua partida, e confia os filhos aos cuidados do marido.

    Sobre a diretora do filme:

    Maria Luísa Bemberg (1922-1995): María Luisa Bemberg foi uma roteirista e diretora de cinema argentina. Nos anos 70 estudou em Nova Iorque, com Lee Strasberg. Foi uma tenaz ativista do feminismo e uma das fundadoras da Unión Feminista Argentina, o que a levou a realizar uma arte vinculada à problemática da mulher. Dirigiu dois curtas documentais e seis longas-metragens, entre eles Camila (1984), indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional.

  • Capa do Filme "Fé e Fúria". Figura ilustrativa de uma vela na parte superior da capa, seguida de figura ilustrativa de uma metralhadora abaixo da vela. Título "Fé e Fúria" e descrição da equipe técnica escritos na parte inferior.
    Capa do Filme "Fé e Fúria". Figura ilustrativa de uma vela na parte superior da capa, seguida de figura ilustrativa de uma metralhadora abaixo da vela. Título "Fé e Fúria" e descrição da equipe técnica escritos na parte inferior.
    Cineclube Lá da Favelinha – Sessão "Fé e Fúria"

    O Centro Cultural Lá da Favelinha retoma sua programação de cinema em 2026 com a exibição do documentário Fé e Fúria, dirigido por Marcos Pimentel, no dia 26 de fevereiro, quinta-feira, às 19h. A sessão será seguida de uma roda de conversa com o diretor Marcos Pimentel e a deputada federal Duda Salabert, abrindo espaço para diálogo sobre intolerância religiosa, disputas de poder e transformações sociais em territórios periféricos. A presença da parlamentar na atividade está vinculada à emenda de sua autoria que fomenta o cineclube, aproximando o debate das discussões sobre políticas públicas de cultura nas periferias.

    O filme investiga os conflitos religiosos que vêm se intensificando em favelas do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte. A partir de relatos e registros documentais, o longa apresenta como o avanço das igrejas evangélicas e sua articulação com o tráfico afetam práticas culturais, a dinâmica comunitária e a liberdade de culto em áreas historicamente marginalizadas.

    O Cineclube Favelinha é realizado com financiamento do Ministério da Cultura e do Governo Federal, por meio de emenda parlamentar da deputada federal Duda Salabert.