Noturno Museus - 2022 - Museus

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  • Imagem ilustrativa para o Prêmio Mestres da Cultura Popular de Belo Horizonte. Cinco integrantes com vestimentas brancas e vermelhas, um deles de mãos dadas a uma criança com vestimenta branca e vermelha.
    Imagem ilustrativa para o Prêmio Mestres da Cultura Popular de Belo Horizonte. Cinco integrantes com vestimentas brancas e vermelhas, um deles de mãos dadas a uma criança com vestimenta branca e vermelha.
    Circuito Municipal de Cultura realiza cerimônia de entrega de títulos do “5º Prêmio Mestres da Cultura Popular”

    Evento acontece no dia 24/9, sábado, no Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado

    A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Instituto Odeon, realiza a cerimônia de entrega de títulos de “Mestre da Cultura Popular de Belo Horizonte” aos vencedores do 5ª “Prêmio Mestres da Cultura Popular”, no próximo dia 24/9, sábado, às 10h, no Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado. Além do momento solene que contará com a presença de autoridades, o evento tem em sua programação apresentações artísticas de Evandro Passos (BH), com trecho da performance “Isidoro - um negro de quilate”, e do Coletivo Clã Sambadeiras de Minas (MG). Mais informações sobre as atrações podem ser encontradas nas redes sociais do Circuito Municipal de Cultura e no site Portal Belo Horizonte.

    Premiação tradicional na cidade, o “Prêmio Mestres da Cultura Popular de Belo Horizonte” tem o objetivo de reconhecer, valorizar e divulgar a atuação dos mestres e mestras da cultura popular, responsáveis pela transmissão e perpetuação de saberes, celebrações e formas de expressão que compõem o patrimônio cultural imaterial da nossa cidade. Assim como ocorreu na última edição, em 2020, a Prefeitura de Belo Horizonte premiou 25 mestres e mestras, sendo que cada um recebeu um prêmio de R$ 15 mil e receberá na cerimônia um certificado alusivo ao título de “Mestre da Cultura Popular de Belo Horizonte”.


    Aspas  institucional sobre a importância do prêmio e sua relevância nessa edição.

    A abertura do evento ficará por conta de um dos mestres premiados, Evandro Passos. O ator e coreógrafo apresentará uma canção que compõe sua performance “Isidoro - um negro de quilate”. A obra conta a história de Isidoro Amorim, homem negro escravizado que conseguiu adquirir sua carta de alforria, tornando-se um dos maiores faiscadores de diamantes nas Minas Gerais. Após a entrega dos títulos, o grupo composto por mulheres educadoras e artistas pretas das Alterosas, o Clã Sambadeiras de Minas faz um show com cantigas e brincadeiras do samba de roda, samba de caboclo e composições das próprias sambadeiras. A mestra Daisy Lisboa, uma das integrantes do coletivo, é também uma das premiadas nesta edição. Gratuito, o evento tem classificação livre e contará com intérprete de libras.

    Sobre os contemplados:

    Mestra da Cultura Popular Ana Clelia Moreira
    Sacerdotiza do Inzo Ngana Kupameyan Hongolo ela é uma das principais referências das tradições de matriz africana em Belo Horizonte e adota como principal missão a promoção da transmissão e defesa da manutenção dos saberes da cultura Bantu.
     
    Mestra da Cultura Popular  Angela Maria Miguel
    Matriarca e zeladora da casa de Candomblé Nzo Jindanji Kuna Nkosi, também conhecida como Nengua Monasanji, ela é uma das grandes promotoras dos ensinamentos e manutenção das festas de tradição africana em Belo Horizonte e, em especial, da cultura Bantu.
     
    Mestra da Cultura Popular Aparecida Ana de Arruda
    Raizeira e educadora social, ela é referência na transmissão dos conhecimentos sobre medicina popular, compartilha saberes referentes ao uso de  ervas e raízes há aproximadamente 30 anos.
     
    Mestre da Cultura Popular Carlos Augusto de Farias
    Cantor, compositor, pesquisador cultural e membro efetivo da Comissão Mineira de Folclore, ele transmite seus conhecimentos por meio de canções para todos os públicos, principalmente para a juventude. 
     
    Mestra da Cultura Popular Cássia Cristina da Silva
    Conhecida como Makota Kidolailê, desde os 15 anos ela caminha no candomblé de tradição Bantu e é liderança no Quilombo Manzo Ngunzo Kaiango. Ela atua destacadamente na defesa, transmissão e fortalecimento da cultura afro-brasileira nos espaços públicos e, principalmente, na cidade de Belo Horizonte.
     
    Mestra da Cultura Popular Célia Gonçalves Souza
    Conhecida como Makota Celinha, ela é Coordenadora Geral do Centro Nacional de Africanidade e Resistência afro-brasileira (CENARAB), instituição de referência na transmissão dos saberes afro brasileiros e na luta do Movimento Negro em Belo Horizonte.
     
    Mestra da Cultura Popular Daisy Lisboa Januário
    Ela atua à frente do Candomblé Ilê Axé Afonjá Oxeguiri há mais de 20 anos, possui uma atuação destacada na transmissão do legado da cultura afro-brasileira e do Samba de Roda.
     
    Mestre da Cultura Popular Edson Moreira da Silva 
    Praticante da capoeira há cinquenta anos, sendo que há mais de trinta como Mestre, atualmente atua com foco na transmissão de  conhecimentos para educar e formar novos cidadãos.
     
    Mestre da Cultura Popular Evandro dos Passos Xavier 
    Ator e coreógrafo, influência da cultura afro-brasileira em Belo Horizonte, com foco nas danças tradicionais, ele busca transmitir todo o seu vasto conhecimento para a comunidade, sobretudo a juventude. 
     
    Mestre da Cultura Popular Geraldo André da Silva
    Herdeiro das tradições africanas do quilombo do Indaiá, em Nova Era, Minas Gerais, ele é fundador da Casa de Cultura Lode Apará e atua na perpetuação dos saberes tradicionais da cultura africana, com ênfase na cultura Bantu, em Belo Horizonte desde 1975.
     
    Mestre da Cultura Popular Guaraci Maximiano dos Santos
    Pai Guaraci ou Tateto Yalêmi, é zelador do Centro Espírita São Sebastião e possui uma longa história de compromisso com a transmissão dos saberes afrodescendentes que adquiriu com os vários anos de prática e responsabilidade com a tradição.
     
    Mestre da Cultura Popular Hélio dos Santos Ferreira
    Capitão-mor da Irmandade Estrela do Oriente, ele vivencia o Congado desde a Infância e é um dos principais responsáveis pela transmissão e manutenção desta tradição em Belo Horizonte.
     
    Mestre da Cultura Popular Higino Simplício de Almeida
    Escultor que expressa em suas obras uma visão particular e contemporânea do Barroco Mineiro, ele tem trabalhado intensamente na transmissão de seus conhecimentos, especialmente nos Centros Culturais da capital. 
     
    Mestra da Cultural Popular Iêda Paixão de Oliveira Ferreira Novaes
    Umbandista e benzedeira, ela atua desde 1967 no bairro Caiçara propagando a cultura popular da cura por meio de ervas e orações.
     
    Mestre da Cultura Popular Jaime Alves Pimenta 
    Professor de capoeira há mais de 40 anos no Aglomerado da Serra, ele é um dos principais responsáveis pela transmissão e manutenção desta prática na região. 
     
    Mestre da Cultural Popular Júlio César Santiliano 
    Candomblecista, conhecido como Pai Italeuazé, é o gestor de instituições  comprometidas com a manutenção e propagação das práticas culturais de matriz africana.
     
    Mestre da Cultura Popular Jurandir Francisco do Nascimento
    Com mais de 50 anos de atuação, é um dos mais antigos mestres e um dos principais expoentes da Capoeira Angola em Belo Horizonte, e tem se dedicado à transmissão de seu vasto conhecimento para a comunidade.
     
    Mestra da Cultura Popular Kelly Simone da Cruz
    Rainha Conga da Guarda de São Jorge de Nossa Senhora do Rosário,  no bairro Concórdia, ela vive o Congado desde criança. Em 2010, foi coroada herdando de suas matriarcas a tradição familiar do Rosário.
     
    Mestra da Cultura Popular Maria Bernardete Fonseca Fiorini
    Reconhecida por uma vida dedicada ao artesanato folclórico em papel há mais de 40 anos. Tem se dedicado intensamente à transmissão dos conhecimentos para manutenção do ofício. 
     
    Mestra da Cultura Popular Maria das Graças Andrade da Silva
    Mais conhecida como Vó Maina, é benzedeira há 55 anos, prática que exerce desde a sua juventude. Atualmente vem se dedicando intensamente à transmissão de seus saberes para as futuras gerações.
     
    Mestra da Cultura Popular Maria de Fátima Nogueira
    Conhecida com Mam’etu Kitaloyá, líder da Unidade Territorial Tradicional Nzo Atim Kitalodé e presidente da Associação da Resistência Cultural Afro-Brasileira Jacutá de Iansã, tem se dedicado à transmissão de seus amplos saberes e pela salvaguarda da cultura afro-brasileira. 
     
    Mestre da Cultura Popular Raimundo Ferreira
    Conhecido como Mestre Ray, tem na capoeira sua principal forma de transmissão da cultura e viajou por mais de 40 países nessa missão. Sua história e a da capoeira em Belo Horizonte são indissociáveis.
     
    Mestre da Cultura Popular Ulisses Luiz Mafaldo
    O Babalorixá Ulisses de Yemanjá tem se dedicado ao culto dos orixás desde a adolescência. Coordenador da “Tenda Espírita Umbandista Caboclo Pena Branca”, se dedica à transmissão dos saberes culturais de matrizes africanas.
     
    Mestra da Cultura Popular Vânia Aparecida Pires da Cruz
    Ligada à prática do congado desde a juventude, é fundadora e presidenta da Guarda de Congo de São Bartolomeu, que promove as Festas de Reinado e a manutenção dessa tradição há mais de 20 anos no bairro Concórdia.  
     
    Mestra da Cultura Popular Vilmara Tarcízia 
    Zeladora da Casa Ilê Asé Oya Kuruguesi, fundada por sua mãe, é praticante da Umbanda desde a sua infância, defende valores fundamentais como a verdade e a humildade.
     

    Serviço

    Cerimônia de entrega do "5º Prêmio Mestres da Cultura Popular de Belo Horizonte" – Apresentações: Clã Sambadeiras de Minas e Evandro Passos Quando. Dia 24/9, sábado, às 10h
    Onde: Centro de Referência de Cultura Popular – Parque Municipal Fazenda Lagoa do Nado (R. Desembargador Lincoln Prates, 240 / R. Hermenegildo de Barros, 904 – Itapoã)
    Quanto: Entrada franca, não é necessário retirar ingresso.
    Classificação: Livre 
    Duração: 2 horas
    Acessibilidade: Libras

  • Circuito Municipal de Cultura realiza programação especial de Carnaval em Belo Horizonte a partir de 1º de fevereiro

    “Circuito de Carnaval” acontece entre 1º e 25/2, com oficinas e apresentações artísticas; no dia 16/2, “Quinta no Raul” recebe a banda Chega o Rei e, no dia 5/3, “Música de Domingo” traz show de Aline Calixto para crianças

    “Em fevereiro, tem Carnaval”, eternizou Jorge Ben em “Fio Maravilha”. Com a chegada do segundo mês do ano, a folia momesca já começa a concentrar atenções, principalmente em cidades onde a festa é potente. É o caso de Belo Horizonte, que contou com 4,45 milhões de foliões em 2020 e hoje tem um dos maiores carnavais do país. Para engrandecer a agenda carnavalesca da capital mineira, o Circuito Municipal de Cultura realiza, a partir de fevereiro, uma programação especial e totalmente gratuita. De 1º a 25/2, o “Circuito de Carnaval” promove diversas ações descentralizadas, nos Centros Culturais Municipais, tais como oficinas, cortejos e apresentações artísticas, e nos teatros municipais. No dia 16/2, o “Quinta no Raul” se junta à programação para levar ao Teatro Raul Belém Machado o show da banda “Chega o Rei”, cujo repertório homenageia Roberto Carlos. Já na “ressaca” do Carnaval, dia 5/3, o projeto “Música de Domingo” celebra a folia no Teatro Francisco Nunes com a apresentação de “Pontinhos de Amor”, primeiro disco de Aline Calixto voltado ao público infantil, que mergulha no universo mitológico dos orixás e das entidades das religiões afro-brasileiras.

    Para Eliane Parreiras, Secretária Municipal de Cultura, animação é o que não vai faltar em Belo Horizonte no carnaval e, especialmente, no pré-carnaval. “A parceria entre a Secretaria Municipal de Cultura e a Belotur vai ampliar as atividades disponibilizadas ao público ao ocupar todas as regionais da cidade. Serão ações lúdicas e formativas, de forma descentralizada, garantindo a alegria para todos. Trata-se de uma política pública da Prefeitura que prepara a cidade para a celebração do carnaval, que atende a uma vasta cadeia produtiva em total sintonia e apoio aos blocos e demais personagens dessa grande festa", ressalta Eliane Parreiras.

    A presidente da Fundação Municipal de Cultura, Luciana Féres, destaca ainda o valor do carnaval dentro das ações de salvaguarda do patrimônio cultural e memória da cidade. "É importante ressaltar que também a memória das festas populares estão no foco da Prefeitura com a realização dos inventários, ainda em 2023, dos Samba e do Carnaval de Belo Horizonte, além da exposição “Cinejornais em Belo Horizonte”, no Museu da Imagem e do Som”, afirma Luciana Féres.

    Mais informações sobre a programação podem ser encontradas nas redes e no site do Circuito Municipal de Cultura, que é realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Instituto Odeon.

    Carnaval nos Centros Culturais

    O “Circuito de Carnaval” começa nos dias 1º e 2 de fevereiro, quarta e quinta-feira, com a “Oficina de Adereços e Estandartes”. Ministrada pelo pesquisador, arte educador e multiartista Vinícius Moreira, a atividade formativa acontece no Centro Cultural Vila Marçola, às 14h, enfocando a criação de adereços carnavalescos e, principalmente, de estandartes de blocos. Símbolo usado na linha de frente em diversas manifestações da cultura popular brasileira - como nas escolas de samba, reisados, folias e maracatus -, o estandarte é uma espécie de bandeira que abre e protege os caminhos do Carnaval. Na oficina, serão trabalhadas técnicas mistas, como colagem, acabamento, fitas, pintura, preenchimento, tamanhos, desenhos combinados em diversos tipos de materiais, lantejoulas e miçangas. O processo criativo se vale da matéria prima natural disponível no local, como terra, mato, sementes, garrafas, plásticos e outras reutilizações e recriações.

    A “Oficina de Adereços e Estandartes” se estende, ainda, para outros dias e locais, desta vez acompanhada e orientada pelo artista visual e professor Wesllen Neiva. Tendo como substância simbólica de produção o imaginário, a memória afetiva e as experiências do Carnaval, a atividade segue a proposta anterior . Nesta segunda etapa, a oficina acontece nos dias 8 e 10 de fevereiro, quarta e sexta-feira, às 14h, no Centro Cultural da Pampulha; nos dias 9 e 11, quinta-feira e sábado, às 14h, no Centro Cultural Bairro das Indústrias; nos dias 14 e 15, terça e quarta-feira, no Centro Cultural Liberalino Alves de Oliveira, às 9h, e no Centro Cultural Jardim Guanabara, às 14h; e nos dias 16 e 17, quinta e sexta-feira, respectivamente às 14h e às 9h, no Centro Cultural Vila Fátima. Em ambas as etapas, a oficina é gratuita, aberta ao público, com duração de quatro horas por dia.

    Seguindo a programação, no dia 4, sábado, o “Circuito de Carnaval” promove a oficina de ação contínua "Roda do Aprendiz", ministrada pelo professor, compositor e arranjador Weider Aléf. No Centro Cultural Padre Eustáquio, às 13h, os participantes da oficina de iniciação ao choro, que acontece no espaço desde 2022, vão refletir sobre a vivência da música brasileira e a troca de experiências entre músicos iniciantes e profissionais propiciada pela iniciativa. Às 14h, será apresentado o “Bloco do Aprendiz”, roda aberta de choro articulada a partir da oficina, cujo repertório engloba clássicos do gênero como “Carinhoso”, de Pixinguinha, e marchinhas antigas de Carnaval, como “Saca Rolha” e “Turma do Funil”. A ação é gratuita e tem duração de duas horas.

    No sábado seguinte, dia 11, às 10h, a comunidade do Centro Cultural Usina de Cultura recebe a apresentação “Curimba do Sagrado ao Cotidiano”, do artista Obaoyo. Arte criador, percussionista, professor e ogã há mais de trinta anos, Obayo se apresenta junto a participantes do grupo “Olubatá Percussão Étnica”, criado por ele em 2008 com a proposta de trabalhar a linguagem percussiva étnica, principalmente dos ritmos afro-brasileiros como o samba de roda. No mesmo dia, às 18h30, no Centro Cultural Lindeia Regina, acontece a “Oficina e Cortejo do Pena de Pavão de Krishna”, bloco carnavalesco que desfila em BH desde 2013, tocando canções inspiradas pelo afoxé. A oficina propõe um estudo do universo percussivo do bloco, que passa por ritmos como ijexá, baião, samba-reggae, entre outros. Ao final, serão aplicados de forma prática instrumentos usados pelo bloco, num cortejo no entorno do Centro Cultural Lindeia Regina. A ação é gratuita e dura duas horas.

    Ministrada pela bailarina, professora e Rainha de Bateria no Carnaval de BH, Aline Caldeira, a oficina “Aula de samba no pé com a Rainha de Bateria” dá sequência à programação no dia 13, segunda-feira. A atividade acontece às 9h30, no Centro Cultural Jardim Guanabara,  e tem como objetivo ensinar as diferentes formas de sambar, destacando o protagonismo feminino e mostrando de forma clara o desenvolvimento de uma coreografia por meio de passos de samba e da aplicação da técnica em projetos artísticos. Na oficina, Aline Caldeira também aborda conceitos básicos e históricos sobre o samba na cidade. No dia 15, quarta, o evento traz outra ação formativa: a “Oficina de Pandeiro Batucar, se perder, se encontrar”, coordenada pelo artista, arte educador, agente cultural, ator e músico Carlos Felipe. Às 14h, no Centro Cultural Liberalino Alves de Oliveira, os participantes aprenderão conceitos básicos do instrumento por meio da percepção de ritmo através do corpo, em dinâmicas e exercícios que colaboram com a aprendizagem musical e sua aplicação individual e grupal. Serão ofertadas 20 vagas para a oficina, que tem duração de 90 minutos.

    No dia 16, quinta-feira, às 9h30, a “Bateria Show Som Brasil” apresenta seu show percussivo no Centro Cultural Jardim Guanabara. Com dez percussionistas, um cavaquinista e um cantor, o grupo traz um repertório eclético, que passa por diversos ritmos e gêneros musicais, numa apresentação cheia de brasilidade, diversidade e animação. Outras duas apresentações musicais recheiam a programação no dia 17, sexta-feira. Às 14h, no Centro Cultural Zilah Spósito, o show “Trio Baticum - Brasilidades” enfoca a potência da música brasileira numa pulsação rítmica formada por batuques, flauta e violão, que traz a força do maracatu, a energia do frevo, a nostalgia do axé 90’s, entre outros ritmos. Às 15h, no Centro Cultural Vila Fátima, quem se apresenta é o “Bloco Vejo Flores em Você”. Com regência da percussionista Nete Barros e da cantora Angela Franco, o grupo percussivo formado por moradores de Venda Nova traz um repertório multi-rítmico, com canções autorais e de domínio público que abrangem temas como a natureza, o respeito e a alegria. A bateria é formada por tambores, alfaias, pandeiros, caixas, agogôs e tamborins.

    Ainda no dia 17, sexta-feira, às 14h30, o Centro Cultural São Bernardo será palco do Grupo das Rosas do São Bernardo, que traz o show “Café com Lorota Itinerante”. Formado por cinco senhoras, residentes da Região Norte de BH, o grupo busca resgatar e reforçar, por meio de diversas linguagens artísticas, as variadas manifestações culturais brasileiras. Com dança, canto, artesanato e declamações de poesias, o show traz histórias que tratam questões sociais e do cotidiano, como a inclusão do idoso na sociedade. Também no dia 17, às 15h, o Centro Cultural Salgado Filho recebe o espetáculo “Brincando com os animais”, do Circo Marimbondo Show, grupo criado pela cantora Bianca Luar. A apresentação é baseada em canções, brincadeiras e nas diversas possibilidades de sons e estímulos que os animais podem oferecer ao corpo, se valendo do repertório do Clube da Esquina e de personagens da música infantil - tudo em ritmo de marchinhas de Carnaval.

    Fechando a programação do “Circuito de Carnaval”, o Bloco Fúnebre apresenta o show “Bloco Fúnebre - Dez anos enterrando as tristezas e ressuscitando a alegria”. Às 15h, no Centro Cultural Vila Marçola, o bloco criado em 2013 celebra sua primeira década de história num show carnavalesco que conta tanto com músicas do início do século como sucessos atuais, resgatando a música popular brasileira e os ritmos de origem africana. A apresentação mistura os formatos bloco e banda, levando ao palco mais de 60 instrumentistas.

    “Quinta no Raul” e “Música de Domingo”

    O projeto “Quinta no Raul” entra no clima da folia e soma esforços à programação carnavalesca do Circuito Municipal de Cultura. No dia 16/2, quinta-feira, às 20h, o Teatro Raul Belém Machado abre alas para a banda do bloco “Chega o Rei”, cujo repertório homenageia Roberto Carlos. Formado em 2018, o bloco leva  para a folia canções do “Rei” com arranjos carnavalescos, que passeiam por ritmos da cultura popular como marchinha, ijexá, samba-reggae, maracatu, congo e ciranda. Em formato banda, o Chega o Rei apresenta ao público clássicos de Roberto Carlos revisitados nos mínimos detalhes, promovendo uma verdadeira “festa de arromba, regada a muitas emoções”. 

    Marcando presença na “ressaca” do Carnaval, o projeto “Música de Domingo” recebe, no dia 5/3, às 11h, o show do álbum “Pontinhos de Amor”, da cantora e compositora Aline Calixto. Em seu primeiro trabalho voltado ao público infantil, a sambista convida pequenos e grandes ouvintes a mergulharem no universo mitológico das divindades e entidades encontradas na cultura afro-religiosa-brasileira. Para conduzir esse passeio ao mundo dos orixás, a cantora convidou dois erês (crianças) muito serelepes - Geninha e Francisco, feitos exclusivamente pelo grupo Giramundo -, que ajudam na missão de transportar as crianças para uma verdadeira “Festa No Aiyê (Terra)”.

    SERVIÇO | CIRCUITO MUNICIPAL DE CULTURA

    “Circuito de Carnaval”
    Quando. De 1º a 25 de fevereiro
    Onde. Ações nos Centros Culturais Vila Marçola, Pampulha, Bairro das Indústrias,
    Liberalino Alves de Oliveira, Jardim Guanabara, Vila Fátima, Padre Eustáquio, Usina de Cultura, Lindeia Regina, Zilah Spósito, São Bernardo,Salgado Filho
    Quanto. Atividades gratuitas e abertas ao público
    Mais. Veja a programação completa neste link

    “Quinta no Raul” | Banda Chega o Rei - Roberto Carlos em ritmo de Carnaval
    Quando. Dia 16 fevereiro, quinta-feira, às 20h
    Onde. Teatro Raul Belém Machado (Rua Jauá, 80 - Alípio de Melo)
    Quanto. Gratuito

    “Música de Domingo” | Aline Calixto apresenta “Pontinhos de Amor”
    Quando. Dia 5 de março, domingo, às 11h
    Onde. Teatro Francisco Nunes - Parque Municipal Américo Renné Giannetti (Av. Afonso Pena, s/n - Centro)
    Quanto. Gratuito

  • Circuito Municipal de Cultura realiza programação especial em BH para celebrar o Dia Nacional das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé

    Promovido junto à RUM (Reunião Umbandista Mineira), à Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente e à Casa Pai Francisco de Angola e Mãe Maria Conga, evento “Zumbi e Dandara Vivem em Nós” acontece no dia 21 de março, terça-feira, com ato público e apresentações artísticas

    Neste ano, o Brasil celebra pela primeira vez o Dia Nacional das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações de Candomblé, instituído pela Lei 14.519. Em consonância com o Dia Internacional Contra a Discriminação Racial, da Organização das Nações Unidas (ONU), a data foi definida como 21 de março - quando o Circuito Municipal de Cultura realiza o evento “Zumbi e Dandara Vivem em Nós”, fruto da parceria com a RUM (Reunião Umbandista de Minas Gerais), a Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente e a Casa Pai Francisco de Angola e Mãe Maria Conga. Gratuita e aberta ao público, a iniciativa acontece a partir das 19h, em frente ao monumento à Zumbi, no bairro Santa Efigênia, com ato público e apresentações artísticas. Mais informações estão disponíveis nas redes e no site do Circuito Municipal de Cultura, que é realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura e da Secretaria Municipal de Cultura, em parceria com o Instituto Odeon.

    Diretor da RUM e zelador da Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente, Pai Ricardo defende que o evento soma esforços à luta por respeito às religiões de matriz africana no Brasil. "É importantíssimo ocupar esse espaço, não só no papel, mas também de forma física.  São alguns avanços mínimos, mas que não podemos deixar de pontuar, de absorver, de tomar posse deles”, afirma o sacerdote. "Estaremos lá com nossos corpos, com nossos atabaques, com nossas contas, com nossos guias. É a força da nossa subjetividade, do nosso axé, que vêm nos refazendo nesta diáspora, nos mantendo firmes para seguir na luta. Afinal, ainda estamos no campo de batalha por um Brasil mais justo e igualitário", completa.

    A Secretária Municipal de Cultura, Eliane Parreiras, ressalta a importância da comemoração. “As políticas públicas da Prefeitura de Belo Horizonte, implementadas por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, têm como diretrizes básicas a formação cultural, a universalização do acesso à arte, à cultura e à diversidade cultural e étnico-racial. Celebrar  o Dia Nacional das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações de Candomblé e o Dia Internacional contra a Discriminação Racial. Nesta data comemorativa,  reforça a importância de salvaguardar as tradições de raiz africana na cidade e no país, fomentando as diversas manifestações culturais e artísticas que definem a identidade afro-brasileira”, afirma.

    Luciana Féres, Presidente da Fundação Municipal de Cultura, também celebra a programação especial. “O evento “Zumbi e Dandara Vivem em nós”, realizada no Monumento Liberdade e Resistência, junto com parceiros e composta  por Ritos Tradicionais, Cortejo Babadan Banda de Rua e Roda de Capoeira Camará, as edições especiais do Terça da Dança com a série Danças Negras,  e a exibição comentada do filme “A Rainha Nzinga Chegou” vão compor esse momento especial de celebração e afirmação da cultura afro-brasileira”, ressalta.

    :::PROGRAMAÇÃO:::

    O evento “Zumbi e Dandara Vivem em Nós” acontece na terça-feira, 21 de março, em frente ao monumento “Liberdade e Resistência”, que fica localizado na Avenida Brasil, no bairro Santa Efigênia. Criada pelo artista plástico Jorge dos Anjos, a escultura foi inaugurada em 1995, na ocasião do tricentenário de Zumbi dos Palmares, simbolizando as raízes da luta negra no país. Quem abre a programação, às 19h, é a “Roda de Capoeira” do Grupo Internacional Oficina da Capoeira, fundado em 1996 e coordenado por Mestre Ray.  A roda apresenta ao público os elementos que compõem a capoeira, fortalecendo os laços identitários da cultura afro-brasileira e mantendo viva uma das manifestações populares mais icônicas do Brasil. Na sequência, representantes de casas de candomblé da cidade protagonizam o “Ato 21 de Março”, que chama atenção para a defesa das religiões de matriz africana. A ação contará com saudações ancestrais, defumação e ritual de pemba, cantos para os orixás Ogum e Nanã e reinados em África.

    Quem fecha a noite no monumento “Liberdade e Resistência” é o Babadan Banda de Rua, cuja proposta musical integra elementos do Congado, do Candomblé e das bandas marciais de Minas Gerais. Criado em 2018, o grupo traz um repertório predominantemente instrumental, com ênfase em músicas autorais e releituras com arranjos próprios. As influências musicais do Babadan perpassam ritmos afro-mineiros, toques sagrados do Candomblé, samba, afrobeat, afro-cubano, jazz, funk, soul, entre outros. Com a missão de exaltar a sonoridade afro-mineira e reforçar a necessidade da reconexão com a ancestralidade, o grupo (que também desfila como bloco no Carnaval) é guiado pelos instrumentos de sopro, que se apoiam numa base percussiva formada por instrumentos como atabaques, djembes, caixas de Reinado, patangomes, gungas e reco-recos.

    Esta atividade integra a programação da Rede de Identidades Culturais, em comemoração aos 20 anos da Lei 10.639/03, alterada pela Lei 11.645/08, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena na Educação Básica.

    Cinema e dança

    O Circuito Municipal de Cultura traz, também  na terça-feira, outras atividades que integram as comemorações do Dia Nacional das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações de Candomblé. Às 19h, no Cine Santa Tereza, acontece a sessão comentada do filme “A Rainha Nzinga Chegou” (2019), com a presença da diretora Júnia Torres, que integra a “IV Mostra Diálogos Pela Equidade”. O documentário apresenta três gerações de rainhas da Guarda de Moçambique e Congo Treze de Maio de Nossa Senhora do Rosário, em Belo Horizonte, e é co-dirigido por Isabel Casimira Gasparino, falecida em 2015. Conhecida como Dona Isabel, ela foi Rainha Conga do Reinado Treze de Maio durante 31 anos e, por mais de duas décadas, Rainha Conga de Minas Gerais. A exibição tem ingressos gratuitos, que podem ser retirados on-line pelo site da Sympla ou na bilheteria do cinema, 30 minutos antes da sessão.

    Já o projeto Terça da Dança leva ao Teatro Marília, também às 19h, duas cenas que fazem parte do especial “Danças Negras”. Primeiro, o público confere a criação “De Onde Brota a Cor”, idealizada e interpretada pela bailarina Naluh Ribeiro, com direção da coreógrafa Luísa Machala. O trabalho é inspirado nas memórias das avós e avôs de Naluh e Luísa, bem como nas histórias contadas por eles e por suas mães. Mulheres pretas, as artistas perceberam durante o processo muita proximidade entre suas narrativas individuais, mesmo sendo de famílias diferentes. Vencedora da “Mostra de Jovens Coreógrafos - SPOILER” (2022), a cena foi costurada pela troca de memórias, gestos, sonoridades e objetos.

    Na sequência, Flavi Lopes apresenta “Ensaio Para as Almas”, experimento de dança contemporânea que mescla linguagens e pensamentos. Baseado na exploração do corpo feminino na sociedade de consumo, o solo alia a presença do corpo físico da dançarina, sua sensualidade e sua relação com o corpo aniquilado. A criação reencena o diálogo com a morte em várias instâncias: seja nos restos mortais do ente querido, na negação da completude do corpo ou na redenção espiritual e psicológica diante das perdas. As duas cenas serão reapresentadas no dia 24 de março, sexta-feira, às 19h, no Centro Cultural Pampulha, com acesso gratuito e aberto ao público. Para as apresentações do Terça da Dança no Teatro Marília é preciso retirar gratuitamente ingressos pelo site da Sympla.

    SERVIÇO | CIRCUITO MUNICIPAL DE CULTURA
    Ato 21 de Março - “Zumbi e Dandara Vivem em Nós”
    Quando. Dia 21 de março, terça-feira, a partir das 19h
    Onde. Monumento Liberdade e Resistência (Avenida Brasil, 41 - Santa Efigênia)
    Quanto. Acesso gratuito e aberto ao público
    Mais. Acesse a programação completa neste link

    “IV Mostra Diálogos Pela Equidade” | Sessão comentada do filme “A Rainha Nzinga Chegou” (2019), com a diretora Júnia Torres
    Quando. Dia 21 de março, terça-feira, às 19h
    Onde. Cine Santa Tereza (Rua Estrela do Sul, 89 - Santa Tereza)
    Quanto. Os ingressos são gratuitos e devem ser retirados pela Sympla.

    Terça da Dança: “Danças Negras” | Cenas “De Onde Brota a Cor” e “Ensaio Para as Almas”
    Quando. Dia 21 de março, terça-feira, às 18h
    Onde. Teatro Marília (Avenida Alfredo Balena, 586 - Santa Efigênia)
    Quanto. Os ingressos são gratuitos e devem ser retirados pela Sympla
    Mais. As cenas serão reapresentadas no dia 24 de março, sexta-feira, às 19h, no Centro Cultural Pampulha (Rua Expedicionário Paulo de Souza,185 - Itatiaia). O acesso é gratuito e aberto ao público.